quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Cientista Russo Apoiará o Brasil na Missão ASTER

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada no Jornal da Ciência e postado dia (17/01) no blog da jornalista “Viviane Monteiro” destacando que o Brasil receberá apoio de importante cientista russo  no projeto da Missão ASTER.

Duda Falcão

Brasil Recebe Apoio de Cientista Russo
na Exploração Espacial

Por Viviane Monteiro
Jornal da Ciência
17/01/2013

(Foto do Google)
Roald Sagdeev

A Missão ASTER, uma sonda desenvolvida por pesquisadores brasileiros,  desperta o interesse da comunidade científica internacional. O físico Roald Sagdeev, com 80 anos de idade – líder da pesquisa espacial na ex-União Soviética e na Federação Russa – poderá integrar a equipe de consultores do projeto brasileiro. É o que informa Haroldo Fraga de Campos Velho, pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um dos responsáveis pela Missão Áster.

Trata-se da primeira missão do Brasil na exploração espacial. O projeto prevê a exploração do asteroide 2001-SN263. O asteroide é formado por um objeto central, de 2,8 km de diâmetros, e outros dois menores, de 1,1 km e 0,4 km de diâmetro. Ele dá uma volta em torno do Sol a cada 2,8 anos, em um movimento que vai de uma região além da órbita de Marte (a meio caminho de Júpiter) às proximidades da Terra.

O plano do governo é lançar a sonda brasileira em 2017 que deve pousar em 2019 no asteroide. A expectativa é de que a Missão ASTER receba investimentos de empresas públicas e privadas. Sagdeev esteve no Brasil, pela primeira vez, em novembro de 2012 para discutir, exatamente, a Missão ASTER. Ele visitou a Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília, e o INPE, em São José dos Campos.

O físico russo, segundo Haroldo, conforme é conhecido, aceitou o convite para integrar o time de consultores da ASTER. Os projetos espaciais costumam ser acompanhadas por um comitê de especialistas, que avalia sua execução, elabora relatórios e propõe melhorias para aperfeiçoar seu andamento.

Apoio Internacional - O projeto brasileiro poderá ter o apoio da Academia de Ciências e do Instituto de Pesquisas Espaciais (IKI, sigla em russo) da Rússia. Sagdeev dirigiu o IKI durante uma de suas fases consideradas de “ouro”.

Com vasta experiência espacial, ele liderou os mais importantes projetos de pesquisas espaciais soviéticos nos anos 70 e 80 e foi consultor científico do último presidente da União Soviética, Michail Gorbachev. Hoje leciona Física de Plasma na Universidade de Mayriland, nos Estados Unidos, e segue acompanhando de perto o programa espacial russo.

Para José Monserrat Filho, chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, que conversou com Sagdeev, em Brasília, o físico russo é um dos “ícones” da Era Espacial pela sua importante contribuição à ciência espacial. “O presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, fez questão de recebê-lo”, contou. “Foi uma honra para todos nós da AEB. A carreira de um grande cientista é sempre uma lição de vida. É também um modo eficaz de divulgar o interesse pela ciência e pelo espaço no Brasil.”

Compromissos - Sagdeev comprometeu-se em escrever um "white paper", com sugestões sobre o uso da plataforma a ser utilizada na Missão ASTER. Entre os possíveis usos imaginados por Sagdeev, informou Haroldo, destaca-se a realização de uma missão para fixar um satélite de observação da atividade solar. “Essas informações são muito úteis para o estudo do ‘Clima Espacial’ (Space Weather)”, acrescentou ele. Essa é uma iniciativa positiva, conforme entende Haroldo.

“Prever a demanda adicional para a plataforma usada em uma missão científico-tecnológica é de grande interesse para assegurar a continuidade do projeto, o que mantém as equipes mobilizadas e estabelece ação clara de política industrial para o setor aero-espacial”, declarou.

O pesquisador do INPE explicou ainda que a atividade solar compreende vários fenômenos, entre eles o de ejeção de massa coronal (CME = Coronal Mass Ejection), na qual uma imensa massa de gás (em estado de plasma) é lançada ao espaço. O choque de uma CME contra o planeta Terra pode causar problemas “em nossa” infraestrutura, como satélites, sistemas de comunicação e sistemas elétricos. “Há risco de um impacto de nível planetário com danos capazes de somar de US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões”, explicou Haroldo.

Monserrat, por sua vez, destacou a importância das atividades espaciais brasileiras, lembrando que o Brasil é um país “de evidente vocação espacial”, diante da longa extensão territorial de 8,5 milhões de km², além dos 4,5 milhões km² de território marítimo. “São, ao todo, cerca de 13 milhões de km² com riquezas naturais que precisam ser monitorados, estudados e aproveitados de forma sustentável”, diz.


Fonte: Blog da Viviane Monteiro - http://blogdavivianemonteiro.blogspot.com.br

Comentário: Pois é leitor, já pensou o que essa missão pode significar tecnologicamente e para a imagem de nosso programa espacial a nível interno e mundial, caso a mesma seja realizada e de forma exitosa? Mas a verdade é que na atual conjuntura é muito difícil acreditar nessa possibilidade, mesmo com o apoio desse cientista russo, pois o que a equipe brasileira realmente precisará para tirar esse projeto do papel é dinheiro, e nem mesmo no novo PNAE a missão foi incluída ou prevista ou mesmo citada. Não acredito que a AEB tenha recursos para investir nesse maravilhoso sonho e se a equipe não encontrar uma solução para esse problema, seja no governo ou na área privada, infelizmente o destino desse projeto será o mesmo alcançado por outros projetos semelhantes, ou seja, a gaveta.

AEB Promoverá Competição de Espaçomodelismo em 2013

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma nota postada hoje (31/01) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a AEB promoverá Competição de Espaçomodelismo em 2013.

Duda Falcão

AEB Promoverá Competição
de Espaçomodelismo em 2013


Brasília, 31 de janeiro de 2013 A Agência Espacial Brasileira (AEB) promoverá em 2013 uma competição anual de espaçomodelismo chamada CanSat Brasil. O principal objetivo do CanSat Brasil é criar oportunidades para os jovens e instituições de ensino e associativas a que estejam vinculados, para promover o uso de conhecimentos teóricos, técnicos e práticos das disciplinas relacionadas às atividades espaciais, mediante participação em competições que simulam o ciclo completo de um projeto de atividade espacial, incentivando a formação de uma força de trabalho melhor qualificada para a indústria espacial brasileira.

O evento contará com três categorias: nível fundamental, médio e universitário. Todos os níveis terão duas fases. A de nível fundamental será uma disputa com foguetes de garrafa PET lançando um kit de telemetria embarcada e os lançamentos serão feitos por uma plataforma construída pelas próprias equipes competidoras. Já a competição que abrangerá os níveis de ensino médio e universitário, consistirá em projetar uma plataforma científica que simule um satélite real. Essa plataforma é chamada de CanSat, que vem do inglês Can (lata) e Sat (satélite), e refere-se basicamente, a um pequeno satélite do tamanho de uma lata de refrigerante. No decorrer da competição, as equipes inscritas lançarão seus CanSats em altitudes de até 600m por meio de balão cativo ou foguetes.

Para participar do CanSat Brasil será necessário preencher a ficha de inscrição no site do Programa AEB Escola e atender aos critérios solicitados no anúncio do evento, com lançamento previsto até o final de maio deste ano.

Outras informações podem ser encontradas no site do Programa AEB Escola: www.aeb.gov.br/aebescola.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Curioso leitor, demos a notícia antes mesmo do que a própria agência. Mas tá aí, e agora é oficial. Mandem brasa e se escrevam.

Bolsista do PBIC/IEAv Recebe Homenagem do CREA-SP

Olá leitor!

Segue uma nota postada dia (31/01) no site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) destacando que bolsista do PBIV/IEAv recebeu homenagem do CREA-SP.

Duda Falcão

Bolsista do PBIC/IEAv Recebe
Homenagem do CREA-SP

31/01/2013

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo conferiu o Certificado de Honra ao Mérito à Engenheira Aeronáutica Adriane Cristina Mendes Prado por ter se destacado em primeiro lugar no Curso de Engenharia Aeronáutica, pela Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP no ano letivo de 2012, dentro do programa "Prêmio CREA-SP de Formação Profissional". A Eng. Adriane foi aluna de Iniciação Científica do PBIC-IEAv por três anos, realizou o seu Trabalho de Conclusão de Curso sob a orientação do Dr. Claudio Antonio Federico no IEAv e, agora em 2013, iniciará o seu mestrado no Programa de Pós-graduação em Ciências e Tecnologias Espaciais (CTE) no grupo de pesquisa do IEAv "Efeitos da Radiação Ionizante em Dispositivos e Materiais de Uso Aeroespacial". Esta premiação atesta a competência dos nossos estudantes-colaboradores e a inegável contribuição do PBIC-IEAv na formação profissionais na área aeroespacial.



Fonte: Site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv)

Comentário: O blog BRAZILIAN SPACE parabeniza a jovem engenheira Adriane Cristina Mendes Prado pela homenagem. Costumamos dizer aqui no blog que se deve dar a ‘César o que é de César’, e como a Engenheira Adriana Prado foi homenageada com esse certificado certamente foi por merecimento. Agora Eng. Adriana esperamos que a senhora possa contribuir com o seu conhecimento e sua energia para o nosso Programa Espacial. Boa sorte.

Prepare-se Para Ser o Novo Presidente ou Diretor da AAB

Olá leitor!

Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) enviou hoje (31/01) o boletim de nº 246 informando que no dia 30/05 a associação promoverá o seu “Encontro Anual 2013”, durante o qual além da "Assembléia Geral Ordinária" serão realizadas eleições para uma nova Diretoria e novos Conselheiros.

Duda Falcão

AAB Boletim 246

31 janeiro 2013

"Prepare-se Para Ser o Novo Presidente ou Diretor da AAB"

No dia 30 de maio próximo a AAB promoverá seu "Encontro Anual 2013" durante o qual, além da "Assembléia Geral Ordinária" serão realizadas eleições para uma nova Diretoria e novos Conselheiros.

Você Associado poderá ser o novo Presidente da AAB ou ocupar  um dos cargos de Diretoria, como também participar do Conselho Deliberativo da AAB.

Com objetivo de bem transparecer as "regras" para candidatura,  as responsabilidades dos cargos e as atividades inerentes ao exercício das funções, convido os Membros Efetivos da AAB a comparecerem ao MAB no dia 28 de fevererio próximo a partir das 18 hs.

Trata-se de uma excelente oportunidade para constituição de Chapas em um ambiente informal no bom estilo AAB Happy-Hour !

A atual Diretoria da AAB e os Membros do Conselho Deliberativo esperam encontrá-los por lá.

AAB - Associação Aeroespacial Brasileira
Caixa Postal 6015
12228-970 São José dos Campos - SP


Fonte: Associação Aeroespacial Brasileira (AAB)

Edge of Space Realiza Teste Estático do Foguete THOR

Olá leitor!

A empresa Edge of Space realizou dia 29/01 o teste estático do foguete THOR para a integração do sistema, propulsão, carga fumígena e ejeção da ogiva.

Segundo o diretor da empresa, o Eng. José Miraglia,  o tempo de propulsão foi inferior a 1 segundo, mas precisamente 0,35 segundos, com empuxo de 4000 N, o que será suficiente para o foguete atingir Mach 2 e ter um apogeu de 5500 metros. Abaixo segue o vídeo do teste.

Duda Falcão

Teste Estático do Foguete THOR - 29/01/2013


Fonte: Edge of Space

Cubesats Brazucas Serão Apresentados em Evento do IAA

Olá leitor!

Dr. Otávio Santos
Cupertino Durão (INPE)
O Diário Oficial da União (DOU) de hoje (31/01) publicou um despacho do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) enviando o Dr. OTÁVIO SANTOS CUPERTINO DURÃO, Tecnologista do INPE, para participar, com apresentação de trabalho, bem como discutir tecnicamente os projetos dos nanossatélites nacionais NanosarC-Br 1 e 2, durante a realização da “2ª Conferência da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) sobre Satélites Universitários”, que ocorrerá em Roma, Itália, no período de 01/02 a 11/02/2013.

O Dr. Durão que é o coordenador técnico desses projetos, ao lado de pesquisadores como o Dr. Waldemar Castro Leite (IAE), Dr. Luís Eduardo Loures da Costa (IAE), Dr. Gilberto Fisch (IAE), Dra. Cynthia Junqueira (IAE), entre outros, são profissionais que merecem todo o nosso respeito, pois são “GENTE QUE FAZ”.

Vale lembrar que o lançamento do NanosatC-Br 1 está previsto para setembro desse ano e provavelmente deverá ser realizado através de um foguete Falcon 9 da empresa americana SpaceX,  o que explicaria em parte a presença recente (28/01) da diretora de negócios da SpaceX, Stella Guillen, na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB) em Brasília-DF.

O blog “BRAZILIAN SPACE” aproveita a oportunidade para desejar sucesso ao Dr. Durão em sua viagem à Itália e aos projetos do NanosatC-Br 1 e 2.

Duda Falcão


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) – Seção 2 – pág. 05 – 31/01/2013

Brazil Will Participate in Largest Gamma-Ray Observatory

Hello reader!

It follows one article published day (01/30) in the english website of the Agência FAPESP highlighting that Brazil will participate in largest Gamma-Ray Astronomy Observatory.

Duda Falcão

Brazil Will Participate in Largest
Gamma-Ray Astronomy Observatory

By Elton Alisson
January 30, 2013

Researchers from USP, UFSCar
and other institutions develop
film for mirrors and metal
structures that will support
the 100 telescopes in the
Cherenkov Telescope Array
Agência FAPESP –  A group of some 1,000 researchers from 28 nations, including ten Brazilians, are working to build the world’s largest observatory dedicated to the study of celestial bodies that emit gamma rays—the radiation with the highest energy—by 2015.

Called the Cherenkov Telescope Array (CTA), the observatory will be installed at two different locations—one in the Southern Hemisphere and the other in the Northern Hemisphere.

Chile, Argentina and Namibia are potential sites for the experiment. In the Northern Hemisphere, the United States and Spain have already shown interest. The sites will be chosen by the end of 2013.

The observatory will have 100 land-based gamma-ray telescopes equally distributed between the two hemispheres. The instruments will operate together, aimed at observing single bodies, such as supernova remnants, active galactic nuclei and quasars that emit gamma rays. With the observatory, studies on these celestial bodies will become much more precise than they are today.

“The only gamma-ray astronomy observatory functioning today—the Hess [High Energy Stereoscopic System] Observatory in Namibia—has five telescopes working together. The CTA will be able to measure gamma rays produced by astrophysical phenomena with ten times greater sensitivity,” Luiz Vitor de Souza Filho, professor at the Universidade de São Paulo’s São Carlos Physics Institute (IFSC-USP), and one of the Brazilian researchers participating in the project, told Agência FAPESP.

According to Souza Filho, the Brazilian researchers are greatly interested in the type of astrophysics the CTA will study, which connects traditional astrophysics with particle (or cosmic ray) astrophysics.

The experiment will make it possible to increase understanding about how this radiation is emitted, how the particles propagate themselves and can be detected and how the celestial bodies that emit gamma rays, with charges between 10 GeV and 100 TeV, are formed, among other questions. Aside from producing knowledge, the Brazilian scientists also intend to contribute to the construction of the CTA instruments.

“It is nearly mandatory that a member nation wanting to have access to the data generated by the experiment along with the other members contribute to its construction. For this reason, we are developing two projects for the instruments at CTA,” said Souza Filho.

Carried out through FAPESP funding, one of the projects is to develop the film for the mirrors that will cover the telescopes. This film will reflect light and at the same time protect the equipment from bad weather.

Because they will be exposed to the atmosphere, the reflective film for the telescopes will have to be highly durable and well made so as not to come loose from the glass and affect the reflective and protective properties of the mirror.

To ensure that this does not happen, a group of researchers from the IFSC under the coordination of Souza Filho is investigating aluminizing and application techniques for the reflective and protective surfaces of the CTA telescope mirrors together with the company Opto Eletrônica.

“The mirrors won’t need to be as precise as those in the optical telescopes installed in the observatories in Chile operated by the European Southern Observatory (ESO), but they will have to be much more durable,” explained Souza Filho.

Another CTA equipment project in which the Brazilian researchers are participating is the development of metal structures to support the telescopes.

Approximately 16 meters long, these structures must support a group of electronic instruments weighing 2.5 tons at their extremities, and they cannot flex more than 20 millimeters without harming the images produced by the telescopes.

In a project carried out together with the company Orbital Engenharia in São José dos Campos, located in upstate São Paulo, the researchers designed a structure that was approved by the international collaboration building the CTA. Orbital has received FAPESP Innovative Research in Small Businesses grants (PIPE) for a number of projects.

“We already had the know-how for building this type of equipment because we already developed similar technology for the Pierre Auger Observatory in Argentina,” said Souza Filho.

The IFSC researchers are currently developing the prototypes for the reflective film for the mirrors and the mechanical structure for the telescopes, which should be completed in 2013 so the CTA construction can begin in 2013 for operation in 2015.

Aside from the IFSC group, researchers from the Universidade Federal de São Carlos Institute of Astronomy, Geophysics and Atmospheric Sciences (IAG- UFSCar), the Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) [The Brazilian Center for Physics Research] and the Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) are also participating in the construction.

Broad Scope of Research.

According to Souza Filho, the CTA’s scope of research will be quite broad. In the field of astrophysics, topics that may be explored at the new observatory include black holes and star-forming regions.

In the field of particle physics, it will be possible to carry out studies on Lorentz covariance violation—a very specific restricted relativity test. “With this observatory, we will be able to carry out the most restricted relativity test performed to date over long distances and at a long scale,” projected Souza Filho.

In addition, the observatory is expected to search regions that are candidates for having concentrations of dark matter and to identify new extraterrestrial sources of high-energy gamma rays. Today, approximately 100 sources are known. This number is expected to multiply with the CTA.

“The new observatory has an impressive scientific scope and a double function. While it will be possible to study the most important questions in astrophysics, the experiment will also increase knowledge of elementary particle physics,” evaluated Souza Filho.

For the observatory site selection process, a call for proposals was made defining the minimal conditions needed to host the experiment. These conditions require that the region must have a clean atmosphere, be at least 2,000 meters above sea level, have no light contamination and have minimum cloud and rain formation. There are no regions in Brazil with these characteristics.


Source: English WebSite of the Agência FAPESP

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

AEB Escola Lança Concursos de CANSATs e Foguetes

Olá leitor!

O blog BRAZILIAN SPACE tem como objetivo trazer para o seu leitor notícias sobre as atividades espaciais no Brasil, além de tentar estimular debates sobre o tema junto aos seus leitores, sempre tentando buscar uma solução para os problemas que nosso programa espacial tem enfrentado em grande parte pela atuação desastrosa de décadas de governos subsequentes, desde o início da década de 90 do século passado.

Uma de nossas bandeiras sempre foi à educação, pois acreditamos que se o nosso povo tiver educação de qualidade, certamente influenciará muito a médio e longo prazo na construção de uma grande nação.

Assim sendo, desde que o blog foi criado lutamos pelo estabelecimento no Brasil de competições educativas de espaçomodelismo e de ciências afins, pois acreditamos que esse seja o caminho a ser seguido, já que o ser humano precisa de desafios e a história da humanidade é um grande exemplo disso.

Até onde eu sei, o primeiro passo nessa direção foi dado em 1998 com a criação da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) por iniciativa do Prof. Dr. João Batista Garcia Canalle (IF/UERJ), que posteriormente em sua oitava edição (2005) passou a se chamar Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica mantendo-se a sigla OBA.

Apesar dessa iniciativa louvável do Prof. Canalle, e do grande crescimento desse evento por todo o país (ano passado foi realizada a XV competição) com números bastante expressivos de escolas, professores e alunos participantes, sempre achamos que no que dizia respeito à área de astronáutica o evento deixava muito a desejar, especialmente quando o mesmo era direcionado a jovens adolescentes acima dos 13 anos.

Assim sendo, começamos uma campanha aqui no blog para que eventos educativos mais desafiadores e adequados para as diversas faixas etárias de nossos estudantes fossem criados no Brasil, ou por empresas ou como sempre defendemos pela nossa Agência Espacial.

Finalmente em 2012 por iniciativa da pequena empresa Acrux Aerospace Technologies de São José dos Campos (SP) em parceria com a OBA, foi criado o “I Spacecamp do Brasil”, modelo exitoso de educação aeroespacial adotado em todo mundo e que esse ano voltou a ser realizado, dessa vez em Taubaté-SP (a primeira edição foi realizada em São José dos Campos-SP), inclusive com a participação da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Vale destacar também as iniciativas do Núcleo Tecnológico do Agreste (NTA) de Bezerros (PE), e da empresa Coyote Rocket Company, que também realizaram eventos competitivos na área de foguetes, mas que infelizmente não sofreram continuidade, e também a iniciativa da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FIAP), que desde 2010 sob a coordenação do professor José Miraglia (Edge Of Space) realiza com sucesso a “SpaceCup”, competição essa que ocorre anualmente entre os alunos do 3º Ano de “Engenharia e Sistemas de Informação” desta faculdade.

Vale citar também aqui a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), evento esse que é realizado anualmente e se encontra em sua sétima edição (2013), mas que também utiliza as regras adotadas pela OBA, que em nossa opinião deixam a desejar, a partir dos 13 anos de idade.

Qual foi a minha surpresa (altamente positiva) quando navegando no site do Programa AEB Escola descobrir com grande satisfação que a Agência Espacial Brasileira lançou esse ano dois concursos extremamente significativos nessa área educativa e parabenizo a nossa Agência Espacial por finalmente está no caminho certo.

O primeiro deles é o “Concurso CanSat Brasil”, que na realidade já havíamos anunciado anteriormente o interesse da agencia em criar esse tipo de concurso no Brasil.

O CanSat Brasil será uma competição anual de espaçomodelismo que tem como principal objetivo criar oportunidades para os jovens e instituições de ensino e associativas a que estejam vinculados, para promover o uso de conhecimentos teóricos, técnicos e práticos das disciplinas relacionadas às atividades espaciais, mediante participação em competições que simulam o ciclo completo de um projeto de atividade espacial, incentivando a formação de uma força de trabalho melhor qualificada para a indústria espacial brasileira.

O evento que contará com três categorias: nível fundamental, médio e universitário, sendo uma tremenda de uma oportunidade para estudantes, curiosos e interessados na área aeroespacial realizarem seus próprios projetos de espaçomodelismo e trocar experiências e informações sobre o assunto. Para maiores informações clique aqui.

Já o segundo concurso é direcionado para a área de foguetes e é intitulado de Concurso de Foguetemodelismo, sendo direcionado para estudantes de nível médio e superior. Para maiores informações sobre esse concurso clique aqui.

Caro leitor, mesmo sabendo que muito provavelmente não contribuímos em nada para essa mudança de mentalidade (já que o nosso Blog é desconhecido dessa gente), nos sentimos vitoriosos e felizes e torcemos para que esses dois concursos possam ser tão exitosos quanto os eventos da OBA, alcançando assim os seus números expressivos de participação. Agora sim, estamos no caminho certo para estabelecermos uma cultura espacial entre os nossos jovens e essa em minha opinião é a melhor noticia do PEB em 2013, pelo menos até esse momento. Só falta agora a AEB dar um jeito no Programa Microgravidade e no Programa UNIESPAÇO.

Duda Falcão 

Coreia do Sul Lança com Sucesso seu Foguete Naro-1

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (30/01) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que a Coréia do Sul entrou definitivamente para o Clube Espacial lançando hoje com sucesso seu foguete NARO-1 com um satélite a bordo.

Duda Falcão

MUNDO

Coreia do Sul Lança com Sucesso
seu Foguete Espacial Naro

DA EFE
30/01/2013 - 06h05

A Coreia do Sul lançou com sucesso nesta quarta-feira o seu foguete Naro-1, o primeiro fabricado parcialmente com tecnologia local, após duas tentativas fracassadas em 2009 e 2010, o que representa uma grande evolução em seu programa espacial.

O foguete foi lançado às 16h locais (5h de Brasília) a partir da plataforma de Goheung, 480 quilômetros ao sul de Seul, e conseguiu desdobrar com sucesso o satélite que levava consigo, segundo a agência sul-coreana Yonhap.

O processo aconteceu como fora planejado e os mecanismos de abertura para liberar o satélite STS-2C funcionaram corretamente, mas ainda é preciso aguardar que o dispositivo envie seus primeiros sinais para determinar o sucesso total da missão.

Jung Yeon-Je/AFP
Homem observa pela televisão em estação de trem em
Seul o lançamento do foguete espacial Naro

Caso isso se confirme, a Coreia do Sul entrará para o seleto clube das potências espaciais que conseguiram colocar em órbita um satélite a partir do seu próprio território e com um foguete desenvolvido com tecnologia local.

A operação teve um percurso repleto de dificuldades e acontece depois de a vizinha e rival Coreia do Norte ter conseguido realizar a mesma façanha em dezembro.

A pujante Coreia do Sul, quarta principal economia da Ásia, enviara ao espaço até hoje cerca de dez satélites, mas todos usando plataformas e foguetes estrangeiros.

Além disso, havia realizado duas tentativas fracassadas de enviar o Naro ao espaço, em 2009 e 2010. Da primeira vez, o foguete alcançou a órbita desejada, mas um defeito nos mecanismos de abertura impediu a liberação do satélite; da segunda, o projétil explodiu pouco depois de ser lançado devido a problemas elétricos.


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 30/01/2013

Comentário: Pois é leitor, mais uma nação que coloca o Brasil no bolso. Continuo sem esperanças que algo mude enquanto tivermos governos populistas como esse da Presidente CHUCKY e seus Blue Cats. A chamada sexta economia do mundo é uma piada, comandada por irresponsáveis populistas que não enxergam ou não querem enxergar o tamanho do prejuízo que estão causando ao país e habitada por uma sociedade que não está nem ai para o futuro de seu país e de filhos, colaborando estupidamente para que gente como essa se perpetuem no poder por décadas. Veja o caso da nossa Petição Pública da ACS, importante luta para impedir um grande absurdo, mas que até agora só foi assinada por 249 pessoas (número insuficiente para encher um bom auditório) e é com esse tipo de compromisso de nosso povo que se espera construir uma grande nação. Estamos muito longe disso leitor, eu diria anos luz, e só nos resta parabenizar os Sul-Coreanos pela sua conquista e pelo rumo que escolheram por seguir. Já ao Brasil, só resta lamentar e ficar vendo a banda passar. A próxima da lista pode ser a Noruega, ou quem sabe a Argentina. Aproveitamos para agradecer ao Eng. Danilo Miranda pelo envio dessa matéria.

Irã Lança Foguete ao Espaço com Macaco a Bordo

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (28/01) no site do “BOL Notícias” destacando que o Irã lançou foguete ao espaço com sucesso com um macaco a bordo.

Duda Falcão

BOL Notícias

Ciência

Irã Lança Foguete ao Espaço
com Macaco a Bordo

UOL Notícias
28/01/2013 – 12h24

Teerã, 28 jan (EFE).- O Irã lançou nesta segunda-feira ao espaço um foguete com um macaco a bordo, informou o órgão espacial iraniano através da agência oficial "Irna".

As fontes disseram que o foguete, após completar as etapas previstas e alcançar velocidade, aceleração e altitude desejadas, retornou à terra com o macaco em segurança.

Segundo a agência oficial, o foguete, denominado "Pishgam", atingiu uma altura de 120 quilômetros, e seu lançamento foi "um sucesso", já que foi enviado um ser vivo com uma fisiologia parecida à do ser humano e sobreviveu à experiência.

O projeto incluiu o conjunto do motor do foguete, a plataforma de lançamento e as estações terrestres instaladas para estabelecer comunicação, além do macaco.

Previamente, o diretor do programa espacial iraniano, Hamid Fazeli, havia anunciado que seu país tinha previsto lançar ao espaço um foguete com um símio a bordo durante a comemoração do 34º aniversário do triunfo da revolução islâmica, entre os dias 1 e 11 de fevereiro.

Em declarações divulgadas pela agência local de notícias iraniana "Mehr", Fazeli explicou que o lançamento faz parte de um ambicioso projeto nacional que tem como objetivo "pôr em órbita um homem em um período que pode oscilar entre cinco e oito anos".

"Com o lançamento desta cápsula, os preparativos do projeto de enviar um ser humano ao espaço tomarão forma imediata", afirmou.

O programa espacial iraniano é visto com receio pelos países ocidentais já que algumas das aplicações para o lançamento de satélites servem também para melhorar o sistema dos mísseis balísticos do país.

Reportagem do Portal UOL


Fonte: Site do BOL - http://noticias.bol.uol.com.br

Comentário: Veja você leitor como são as coisas, dizer o que? E olha que foi um voo suborbital realizado muito provavelmente por um foguete de sondagem, muito semelhante aos que temos disponíveis no Brasil. É Dona Chucky, realmente a senhora e seus Blue Cats irão entrar para história, mas infelizmente para nós brasileiros de forma melancólica. Triste. Aproveitamos para agradecer aos leitores Israel Pestana e Hugo Ataídes por ter nos enviado essa notícia.

Buzz Aldrin Arranca Aplausos da Platéia na Campus Party

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (29/01) no site “Tecmundo” destacando que o astronauta americano Buzz Aldrin arrancou aplausos da platéia presente no Campus Party Brasil 2013 em São Paulo (SP).

Duda Falcão

TecMundo » Eventos » Campus Party Brasil 2013

Buzz Aldrin Fala Sobre Exploração
Espacial e Ida a Marte na Campus Party

Segundo homem a pisar na Lua, Buzz Aldrin foi aplaudido em
pé na Campus Party Brasil 6 após apresentação memorável.

Por Felipe Arruda
29 de janeiro de 2013

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Depois de completar 83 anos no último dia 20, chegou a vez do veterano da exploração espacial, Buzz Aldrin, arrancar aplausos da plateia que lotou o espaço principal da Campus Party Brasil 6 para ouvir o astronauta falar. Subindo ao palco logo depois de um curto filme sobre a missão Apollo 11, o segundo homem a pisar na Lua comentou fatos da história da exploração espacial em meio a detalhes da sua trajetória pessoal.

Buzz, que também serviu à Força Aérea Americana, falou sobre sua participação na missão Gemini 12 e sobre como essa experiência prévia, assim como a sua formação acadêmica, foi decisiva para que ele se tornasse um integrante da tripulação da Apollo 11. Considerado por muitos como um herói — principalmente pelos avanços que ajudou a NASA a conquistar —, Aldrin não hesitou em tocar também em assuntos mais humanos, como o seu já superado alcoolismo.

Próxima Parada: Marte

Durante a apresentação, o astronauta não escondeu a vontade de pousar em Marte, confessando que pensava que o Planeta Vermelho seria o próximo destino após o sucesso do pouso na Lua. Buzz acredita que a humanidade poderá, um dia, adequar a superfície desse planeta às suas necessidades e também aposta, como muitos, que esse novo marco da exploração espacial será conquistado por volta de 2035.

Buzz pensa tanto em Marte que uma missão para esse planeta é o tema de seu próximo livro, que será lançado em 7 de maio de 2013. Em “Mission to Mars: My Vision for Space Exploration”, Buzz detalha o que acredita ser a abordagem perfeita para que possamos, um dia, explorar os cânions de lá presencialmente.

(Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

As ideias de Buzz têm ganhado cada vez mais crédito entre os profissionais da área, já que combinam a especialidade do astronauta — encontro ou aproximação de duas naves no espaço (space rendezvous) — e sua experiência em um plano que acabou sendo batizado como Aldrin Cycler.

No início, Buzz começou a pensar em uma estação localizada entre a Terra e a Lua, que pudesse facilitar as futuras missões lunares. Porém, seguindo os conselhos de um dos administradores da NASA, Tom Paine, as ideias depois foram adaptadas para o Planeta Vermelho.

(Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

Para chegar a essas ideias, Buzz estudou as trajetórias da Terra e de Marte e determinou pontos gravitacionais que poderiam abrigar uma estação reutilizável entre os dois mundos. O plano de Buzz diminui não apenas o custo de uma viagem dessas como também o uso de combustível necessário.

A viagem completa duraria pouco mais de cinco anos e, segundo o astronauta, voluntários para uma “loucura” dessas são o que não faltam. Basta encontrar um líder político ou empresário disposto a fazer história e a investir na ideia.


Buzz terminou a apresentação mostrando que está em boa forma e exibindo a imagem de um mergulho realizado em 2010, nas Ilhas Galápagos, em que pegou "carona" com um tubarão-baleia. O fato acabou sendo aproveitado até mesmo pela BMW e rendeu o vídeo acima. Antes de agradecer, Buzz aconselhou o público a não tentar repetir esse feito em casa: tubarões-baleias não mordem, mas engolem.


Fonte: Site Tecmundo - http://www.tecmundo.com.br/

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Brasil Ganha Cada Vez Mais Importância no Est. do Cosmos

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma matéria esta publicada ontem (28/01) no jornal “Correio Braziliense” destacando que o Brasil ganha cada vez mais importância no estudo do Cosmos.

Duda Falcão

Ciência e Saúde

Brasil Ganha Cada Vez Mais
Importância no Estudo do Cosmos

Situação é confirmada com o aumento de convênios
internacionais, cursos de formação e produção científica.
Sociedade Astronômica Brasileira já tem 700 associados

Carolina Cotta
Correio Brazilienze
28/01/2013

Imagem tirada do telescópio Hubble mostra nuvem de gás se
dissipando e dando origem a milhares de estrelas jovens

Belo Horizonte - Quantos astrônomos você conhece? A astronomia não tem a popularidade de outras ciências, apesar de ser a mais antiga da humanidade, mas esse cenário está mudando. E mais rapidamente do que muita gente imagina. O número de pesquisadores filiados à Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) cresceu consideravelmente nos últimos anos, chegando a mais de 700 sócios. O Brasil é hoje referência na América do Sul e, por causa de convênios internacionais, está conquistando espaço no cenário mundial. Ensino e pesquisa andam lado a lado nesse progresso em que os investimentos crescem, apesar de haver vários aspectos a melhorar. Mas os especialistas ligados aos principais centros de astronomia comemoram os investimentos que têm sido feitos.

Uma das áreas que avançam é a de formação: o Brasil tem hoje programas de pós-graduação específicos em astronomia ou em astrofísica, como os da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Observatório Nacional (ON) e da Universidade Cruzeiro do Sul (só mestrado). Em outras instituições, a formação é atrelada aos programas de física, caso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo Jaílson Alcaniz, coordenador de astronomia e astrofísica do ON, ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), há 15 anos a pesquisa se concentrava no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Rio Grande do Norte. Hoje, há grupos no interior da Bahia e de Minas Gerais, caso do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá.

E, em campo, o perfil do trabalho dos astrônomos também está mudando. Os pesquisadores brasileiros não se limitam mais à observação. Agora, participam também do desenvolvimento de novas tecnologias. Há ainda mais investimento e colaborações internacionais. As três maiores são gerenciadas pelo Observatório Nacional, caso da The Dark Energy Survey (DES), da Sloan Digital Sky Survey (SDSS) e da Javalambre Physics of the Accelerating Universe Astrophysical Survey (J-PAS). Nessa última, em parceria com a Espanha, o Brasil está construindo um telescópio. Na Inglaterra, o país também tem a responsabilidade de gerenciar a construção da maior câmera do mundo - capaz de observar milhões de galáxias. "O objetivo é desvendar questões associadas à energia escura, mecanismo que faz com que a expansão do universo seja acelerada", diz Alcaniz.

O país se destaca consideravelmente em cosmologia física, que descreve o universo em grande escala e se dedica a compreender a aceleração de sua expansão. Também é muito forte a pesquisa em astrofísica estelar, que estuda a evolução das estrelas. Mas a astronomia é bem mais ampla. Segundo Alcaniz, cada área estuda especificamente uma classe de objetos ou um regime de evolução no Universo. "Há pessoas estudando asteroides e formação de planetas; astrofísica estelar, que observa a evolução e a criação das estrelas; astrofísica galáctica, que se dedica aos vários fenômenos envolvendo aglomerados de galáxias. Existem ainda os cosmólogos, que estudam o Universo como um todo, da criação à evolução."

Coordenadora da pós-graduação em astrofísica do INPE, uma das mais antigas do país, Cláudia Vilega Rodrigues ressalta a dedicação a outras áreas, como a radioastronomia e a astronomia de raios X. No INPE, são realizadas pesquisas teóricas e de modelos, além de instrumentação, que é o desenvolvimento de tecnologia para observação e coleta de dados. "Não temos laboratórios como os químicos, por exemplo. Os astrônomos olham para o céu e, da luz que vem das estrelas, tiram informações. Os objetos astrofísicos emitem luz infravermelha, ótica, raios X e raios gama. Mas, no Brasil, por causa do Observatório Pico dos Dias, em Minas Gerais, que alavancou nossa ciência, a astronomia ótica é a mais popular."

Burocracia é Um Obstáculo

A contribuição brasileira não é concentrada em uma única área. "Temos pesquisas em todas as grandes áreas da astronomia, o que acho saudável. Elas podem ser maiores em algumas linhas, mas não podemos falar em concentração. Isso vai de encontro com a distribuição da pesquisa internacional", acrescenta Cláudia Rodrigues, do INPE. Para a pesquisadora, a astronomia brasileira evoluiu muito - e tem doutores espalhados pelo mundo inteiro -, mas pode crescer mais. "Temos potencial para aumentar nossa contribuição na astronomia mundial. Os números só crescem e, talvez por isso, nosso desafio futuro seja aumentar não só a quantidade de publicações, mas também a qualidade. Outro desafio é assumir a liderança nas colaborações, o que já está começando a acontecer."

No Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), que, com o INPE e o ON, completa a estrutura do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na área, também existem desafios. Para Alberto Rodríguez Ardila, chefe da coordenação de apoio científico do instituto dedicado à instrumentação, os entraves para um maior progresso da astronomia no país são basicamente dois: burocracia e falta de recursos humanos. "No primeiro caso, o longo processo que deve ser realizado para a compra de peças não fabricadas no país, a aquisição de equipamentos e a exportação de instrumentos ou partes deles é altamente desgastante e nos deixa em uma posição pouco competitiva em relação a outros países que atuam na mesma área."

A simples compra de um componente indispensável para um instrumento fabricado no LNA pode levar até seis meses. Isso produz atrasos incríveis no planejamento inicial. Inclusive, a compra de material no Brasil é também altamente burocrática, sendo que a duração típica desses processos se mede em meses. No segundo caso, a falta de vagas para suprir as necessidades de pessoal científico e de alta qualificação técnica no LNA é crônica. "Passam-se anos até se ter o aval do MCTI para contratar funcionários nessas duas áreas. Isso impede que o LNA possa entrar em novos projetos e parcerias, já que o quadro atual de recursos humanos é amplamente insuficiente para atender a demanda." O mesmo ocorre no INPE, onde há 10 anos não há concurso para a área de astrofísica.

Entrevista - Adriana Válio

Para Adriana Válio, presidente da Associação Astronômica Brasileira, os astrônomos brasileiros nunca publicaram e tiveram tantas parcerias internacionais como agora, com destaque para a participação no European Southern Observatory (ESO), consórcio que gerencia telescópios no Chile. Com a adesão ao ESO, espera-se aumento significativo na comunidade: o número de astrônomos de Portugal, por exemplo, cresceu 10 vezes com a entrada no consórcio.

A que se deve a expansão da astronomia no Brasil?

Em 2012, pesquisadores brasileiros participaram de mais de 200 publicações em revistas internacionais indexadas e da construção e da operação de telescópios internacionais no Chile e na Argentina. A criação de dois institutos nacionais de astronomia, o INCT-A e o INEspaço, financiados pelo governo federal para aglutinar pesquisadores de diferentes institutos e universidades com objetivo comum, também fomentou a pesquisa. A comunidade astronômica brasileira amadureceu nos últimos anos e tem sido procurada por pesquisadores estrangeiros para parcerias, caso do ESO. Os brasileiros têm tido acesso aos pedidos de tempo dos telescópios operados pelo ESO como qualquer outro país-membro. Em 2012, pesquisadores brasileiros foram coautores de 20 artigos (13 desses como primeiros autores), com resultados de observações obtidas com telescópios do consórcio.

Quais são os desafios para os próximos anos?

Um deles é finalizar o acordo de adesão ao ESO, que está parado na Casa Civil e precisa ser ratificado pelo Congresso. Como parceiros, teremos acesso a telescópios de 8m de diâmetro, com instrumentação de ponta; aos rádios telescópios do Atacama Large Millimeter Array (Alma), que, entre outras coisas, poderá medir a composição da atmosfera de planetas extrassolares; e a outros telescópios já em funcionamento.

No futuro, poderemos usar o telescópio ELT, um gigante de 39m a ser construído pelo ESO. Outro desafio é aumentar o número de posições para astrônomos em institutos de pesquisa e universidades, para comportar o aumento dos profissionais formados nos próximos anos. Isso provavelmente será feito em instituições federais fora do eixo Rio-São Paulo ou em universidades particulares nos grandes centros. O número de publicações internacionais por pesquisadores brasileiros já é significativo, porém um próximo passo é publicar trabalhos que  causem grande impacto, gerando centenas de citações.

Um grande obstáculo que enfrentamos em 2012 foi o corte de 25% no orçamento do MCTI, em um momento em que precisamos de grandes investimentos para novos projetos e bolsas.


Fonte: Jornal Correio Braziliense - 28-01-2013