Prof. Brasileira Leva Olimp. de Astronomia para o T. Leste
Olá leitor!
Segue abaixo uma matéria postada dia (06/05) no site “G1”
do globo.com destacando que a professora brasileira Tunísia Schuler leva a
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) para o Timor Leste.
Duda Falcão
Vestibular e Educação
Professora Brasileira Leva Olimpíada
de Astronomia para o
Timor Leste
Tunísia Schuler vai aplicar a prova a 200 alunos de uma
escola em Dili.
Proposta é incentivar o estudo de ciências de forma lúdica.
Ana
Carolina Moreno
Do G1, em São Paulo
06/05/2012 - 12h40
Atualizado em 06/05/2012 - 12h40
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| Tunísia e alunos da Escola Dr. Sérgio Vieira de Melo, em Dili, no Timor Leste (Foto: Arquivo pessoal) |
No próximo dia 11, cerca de 200 crianças da Escola de
Ensino Básico Dr. Sérgio Vieira de Melo, que fica em Dili, no Timor Leste, que fica em uma
ilha no sudeste da Ásia e tem o português como um dos seus idiomas, vão fazer a
prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) no mesmo dia,
que os milhares de estudantes brasileiros inscritos na 15ª edição da competição
estudantil de conhecimento. O evento chega pela primeira vez ao Timor pelas
mãos da engenheira e professora Tunísia Schuler, uma das 37 pessoas
selecionadas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie para dar aulas durante
um ano na Universidade Nacional do Timor Leste (UNTL).
Tunísia embarcou para o país asiático no início de 2012 e
levou consigo a missão de introduzir a olimpíada nas escolas timorenses.
"Através da OBA, as crianças são estimuladas a buscar o conhecimento de
forma lúdica. A OBA desperta o interesse dos alunos pelo saber científico e
pela tecnologia, além de incentivar jovens cientistas em potencial, dando a
eles oportunidade de participação em outros eventos científicos", afirmou
a professora, em entrevista por e-mail ao G1.
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| Tunísia se mudou para o Timor Leste para dar aulas (Foto: Arquivo pessoal) |
O projeto-piloto, feito em parceria com a OBA, teve sua
primeira fase na semana passada, com o treinamento de 10 professores da escola,
que entre os dias 25 e 27 de abril participaram de palestras e oficinas de três
temas. "As professoras brasileiras da Capes [Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], Graziela Lunardi e Márcia Brandão
Aguilar, estão responsáveis pelos temas de astronomia e energia,
respectivamente, e eu pela astronáutica."
Desde a quarta-feira (2) até esta sexta-feira (4), os
professores fizeram oficinas com os alunos participantes para treinar e poder
reproduzir a experiência nos próximos anos. No sábado (5), os alunos assistiram
a um filme e, na próxima quarta-feira (9), participarão de uma mostra de
foguetes de papel. No dia 11, às 13h (horário de Dili), os estudantes farão as
provas da olimpíada.
Recursos
Segundo Tunísia, várias entidades ajudaram a levantar os
recursos para a realização do evento. "A OBA está doando 275 dólares
(cerca de R$ 520) para todo o material escolar que será utilizado durante as
oficinas. E a embaixada brasileira está nos fornecendo os equipamentos de
multimídia (telão, datashow, caixa de som e gerador). Os professores timorenses
receberão um material didático cedido pela OBA, pela empresa Acrux e pela
Capes", disse.
"Fiquei admirada ao ver que 200 alunos do ensino
pré-secundário (7º a 9º anos) se inscreveram"
Tunísia Schuler, professora que levou
a olimpíada de astronomia para o Timor Leste
Além dos poucos recursos financeiros, Tunísia também se
supreendeu pela facilidade em mobilizar crianças e adultos timorenses
interessados na olimpíada.
"Fiquei admirada ao ver que 200 alunos do ensino
pré-secundário (7º a 9º anos) se inscreveram, o que mostra bastante interesse
na participação neste projeto. Os professores também ficaram empolgados, como
podemos verificar pela adesão de todos eles que trabalham na área de física e
geografia."
Desde que chegou ao país, a professora afirmou que tem
visto um investimento do Timor Leste na educação, tanto no aumento do salário
dos professores quando no incentivo ao aprendizado do português. Ela negou,
porém, que o governo tenha o objetivo de eliminar o tétum - os dois idiomas são
considerados oficiais, mas, segundo ela, o censo timorense mostrou que 90% da
população fala tétum e apenas 25% domina o português, "o que é um grande
avanço, já que, há dez anos, apenas 5% falavam a língua portuguesa".
Segundo ela, o governo investe no português para diferenciar o país de seus
vizinhos, a Indonésia e a Austrália, onde predomina o indonésio e o inglês.
Tunísia espera permanecer no Timor por pelo menos dois
anos e, então, voltar ao Brasil para fazer um doutorado. Antes disso, porém,
ela já iniciou um plano para garantir a longevidade da olimpíada de astronomia
por lá. "Neste primeiro projeto, meus estudantes do primeiro ano de física
[na universidade do Timor] participarão dos cursos como ouvintes e darão apoio
aos professores timorenses, orientando as crianças durante as oficinas.
Pretendo preparar um professor da UNTL e alguns estudantes que possam divulgar
a OBA entre outras escolas e dar continuidade neste trabalho."
Fonte: Site G1 do globo.com
Comentário: Fico feliz de saber disso. Tive a
oportunidade de conhecer a engenheira e professora Tunísia Schuler no início desse ano
durante a realização do “1º Spacecamp do Brasil” ocorrido em São José dos Campos (SP), e ela
me deixou uma excelente impressão. Boa profissional, boa gente, educada,
atenciosa, realmente uma grande mulher. Aproveito para desejar-lhe daqui da
Bahia sucesso e um grande abraço.


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