Grupo Defende Mudanças na Lei de Licitações
Olá leitor!
Segue abaixo uma
nota postada hoje (06/05) no site do jornal “O VALE” destacando que grupo de
especialistas em administração pública e juristas defendem mudanças na Lei de
Licitações para a área de ciência e tecnologia.
Duda Falcão
NOSSA REGIÃO
Grupo Defende
Mudança em Lei
Especialistas em
administração pública e juristas consideram
a Lei das
Licitações ultrapassada para a área de tecnologia
e pesquisa e
defendem as parcerias público-privadas
para dar maior
eficiência ao setor
Tânia Campelo
Editora
do BOM DIA
06 de maio de
2012 - 03:03
Antônio
Basílio/Bom Dia
Juristas,
especialistas em administração pública e políticos defendem alteração na Lei
das Licitações (8666/93) para livrar o setor tecnológico e de pesquisa de
barreiras que inviabilizariam a eficiência do segmento.
“A lei 8.666 dá
tratamento igual à compra de uma resma de papel e a um produto de
biotecnologia, por exemplo. E isso é um problema muito sério”, disse Mario
Aquino, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e coordenador do Centro de
Estudos em Administração Pública.
Ele acredita que
por este motivo os órgãos governamentais saem do âmbito de compras públicas e
pedem apoio às fundações, que também são obrigadas a seguir a Lei das
Licitações e acabam tendo problemas com os órgãos de fiscalização.
“O Tribunal de
Contas vai seguir a lei ‘ao pé da letra’ e está certo em cobrar . Isso mostra a
nossa ‘debilidade institucional’”, disse Aquino.
Flexibilização - Segundo ele, é
preciso que se faça uma reforma da legislação visando atendes as mudanças que
ocorreram desde o início dos anos 90, quando a lei 8.666 foi criada.
“Esta cada vez
mais evidente essas parcerias público-privadas. Além disso, as pesquisas e
tecnologias são desenvolvidas por meio de acordo com laboratórios
internacionais e a eficiência e os prazos devem ser cumpridos”, afirmou.
Ele, no entanto,
ressalta a necessidade de buscar a flexibilidade da lei com ‘equilíbrio’ para
garantir ‘o interesse público’ em todos os contratos.
Modernização - Também para o
jurista Rogério Gandra Martins os profissionais que trabalham no setor de
tecnologia e pesquisa acabam sendo prejudicados pela Lei 8.666.
“A velocidade em
que a tecnologia avança e se moderniza é bem maior que o Direito. È preciso
criar mecanismos legais para atender as novas necessidades desta área. Não
podemos continuar tratando do mesmo jeito a compra de uma caneta e de um
equipamento para uso em um satélite”, disse Gandra Martins. Ele aponta como uma
saída a possibilidade de os órgãos públicos do setor tecnológicos contarem com
pareces jurídicos elaborados por profissionais de Direito e profissionais
técnicos.
“O técnico
poderá analisar o processo de contratação e compra de uma forma diferente.
Poderá entender se realmente é um caso de dispensa de licitação ou não, por
exemplo”, disse o jurista.
Discussão - Os deputados
federais Emanuel Fernandes (PSDB) e Carlinhos de Almeida, também acreditam que
a atual Lei de Licitações deveria ser modificada para atender o setor tecnológico.
Segundo Emanuel,
estão tramitando hoje na Câmara cerca de 560 projetos de lei e de lei
complementar propondo alteração na lei 8.666. No entanto, nenhum dos dois
vislumbra qualquer interesse político dos parlamentas em discutir essa questão
no Congresso Nacional (leia texto ao lado).
FUNCATE
Contratos
O INPE e a FUNCATE firmaram quatro contratos, sem licitação, que somam
R$ 51,9 milhões em dezembro, mês que o diretor demissionário, Gilberto Câmara
deixaria o cargo no instituto
Repasses
Entre 2007 e 2011, a FUNCATE recebeu no ano passado R$ 236 milhões da
União, por meio de repasses através de transferência de verbas e de gastos
diretos. Deste valor, R$ 39,2 são por locação de mão de obra, serviço que foi
suspenso após ação do Ministério Público Federal. Este ano, os repasses somam
R$ 4,8 mi.
INPE e FUNCATE Negam as Irregularidades
São José dos Campos - A FUNCATE nega quaisquer
irregularidades em contratos firmados com órgãos públicos. Segundo o presidente
da entidade, José de Anchieta Moura-Fé, a fundação cobra taxa de administração
permitida por lei e não existe ‘Caixa 2’ (verbas não contabilizadas). Ele
afirmou também que prestará todas as informações necessárias ao Tribunal de
Contas da União.
Segundo Moura-Fé, o Conselho Curador da FUNCATE vai se
reunir no dia 10 de maio e, depois disso, poderá dar mais informações ao O
VALE.
INPE - O INPE também nega
quaisquer irregularidades na relação do instituto com a FUNCATE e diz que as
auditorias do Tribunal de Contas são procedimentos normais e todas as
informações serão fornecidas ao órgão. Segundo a assessoria de imprensa do INPE,
o instituto é obrigado por lei a contratar a FUNCATE, como fundação de apoio,
que foi recredenciada pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação)
e o MEC (Ministério da Educação) em janeiro. Ainda segundo a assessoria, o
ressarcimento às fundações também é previsto em lei e o percentual pode chegar
a 15%.
Fonte: Site do Jornal
“O VALE” - 06/05/2012

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