quinta-feira, 24 de maio de 2012

Esclarecido, Realmente é o Mock Up do Motor-Foguete S-50

Olá leitor!

Ontem foi postada aqui no blog uma nota sobre a visita de representantes do DLR alemão, da Agência Espacial da Suécia (SNSB) e da Empresa Sueca (SSC) ao Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) que gerou dúvidas em alguns leitores e também para nós do blog quanto a uma das fotos que acompanham a nota.

Na foto em questão, os representantes estrangeiros e os militares brasileiros aparecem ao lado de um motor-foguete sólido pintado de preto (clique em cima da foto para ampliar) que devido ao seu tamanho em relação às pessoas que aparecem na foto, gerou em todos a desconfiança do mesmo não ser o conhecido motor-foguete S-43 utilizado pelo VLS-1, e sim o motor-foguete S-50 em desenvolvimento no instituto.

Assim sendo, o blog BRAZILIAN SPACE foi à fonte esclarecer a dúvida, e como imaginávamos, tratava-se realmente do "mock up (maquete)" do motor-foguete sólido S50, que está sendo desenvolvido pelo IAE em parceria com o DLR alemão e algumas empresa brasileiras, para ser utilizado pelo novo foguete de sondagem VS-50 e pelo Veículo Lançador de Microsatélites (VLM-1).

Duda Falcão

Mock up do Motor-Foguete Sólido S50 do IAE


Fonte: Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

10 comentários:

  1. Pode ser que a maquete tenha a utilidade de se fazer os testes de integração do novo foguete, tanto dele mesmo quanto do veículo com a plataforma lançadora, além de treinar os operadores enquanto não fique pronto, já que os cronogramas deste projeto aparentemente são meio apertados.
    Na minha opinião o ideal seria que ele pudesse ser lançado apartir das mesmas instalações de onde se lança o VLS-1.


    abraços

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  2. Olá Raul!

    Na realidade os envelopes motores desse motor já estão sendo testados com água e a expectativa ano passado era de fazer o primeiro teste em banco de provas na Usina Coronel Abner ainda esse ano, mas com esse governo que temos fica difícil. Quanto ao VLM-1 ser lançado através da TMI, esse é o plano, já que foi definido que o SHEFEX III alemão será lançado mesmo do CLA.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  3. Seria interessante se a Embraer Defesa e Segurança fizesse uma joint-venture com a Avibrás e passasse a desenvolver foguetes lançadores. Quem sabe não poderia haver uma parceria com a Boeing? É mais fácil uma empresa fazer contratações e projetos (no Brasil) do que um órgão público. Poderia ser um passo além do SGB.

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  4. Olá Anônimo!

    Acredito que esse seja o caminho no futuro, sem contudo ter de colocar o IAE de escanteio, pois o conhecimento deles na área é o mais avançado em toda América Latina. Aliás, é como já está sendo feito com esse projeto do VLM-1, onde empresas privadas que não sei precisar quais estão participando desde o início do projeto, o que facilitará muito no futuro a transferência dessa tecnologia para essas empresas. É preciso lembrar também que em qualquer lugar do mundo o setor espacial depende da demanda gerada pelos governos, sem essa demanda o setor privado que atua na área não tem como sobreviver.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  5. O 14-X é uma aeronave hipersônica não tripulada (VANT) brasileiro em desenvolvimento, nomeado em homenagem ao 14-Bis de Alberto Santos-Dumont.1 Esta aeronave será equipada com um motor scramjet, que é integrado na fuselagem e não tem partes móveis. O princípio de funcionamento é que, durante o voo, o ar é comprimido pela geometria e velocidade do veículo dirigido para o motor na parte inferior da aeronave. O hidrogênio é utilizado como combustível. O veículo irá utilizar o "conceito waverider". Uma onda de atrito, na parte inferior da aeronave fornece sustentabilidade. Tanto a aeronave quanto o motor são de construção totalmente brasileira.2
    A previsão é que o 14-X seja lançado de um foguete brasileiro durante os próximos anos. Isso porque o motor precisa de um impulso inicial até que atinja o ponto de combustão.2 Ele será capaz de atingir dez vezes a velocidade do som (12.258 km/h).3 4
    Com o desenvolvimento desta tecnologia, o Brasil passa a ter a oportunidade inédita de seguir na dianteira de uma linha de pesquisa avançada em um momento estratégico, pois atualmente nenhum país no mundo domina a tecnologia dos motores hipersônicos. Os outros países que buscam dominar essa tecnologia são hoje os Estados Unidos, Japão, Austrália e Rússia

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  6. A nave hipersônica brasileira com tecnologia de propulsão com ar aspirado será um veículo aéreo não-tripulado (VANT) com objetivo de colocar satélites em órbita.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. O projeto foi concebido no ano de 2007, quando o capitão-engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim iniciou um mestrado no ITA e foi aprovado com uma tese sobre a configuração “waverider”. Aualmente, a teoria encontra-se prestes a tornar realidade. O primeiro teste do 14-X em um voo, ainda sem a separação do foguete utilizado para a aceleração inicial, ocorrerá nos próximos anos. Nas próximas etapas, a Força Aérea Brasileira planeja outros dois experimentos: um com acionamento dos motores scramjet, mas com a aeronave ainda acoplada, e outro com funcionamento total, quando a velocidade máxima deve ser atingida. Segundo o coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, que foi diretor do IEAv durante quatro anos e é um dos pais do 14-X, “se os testes forem bem-sucedidos, o Brasil chegará no topo da tecnologia, embora com um programa muito mais modesto do que o dos estadunidenses”.1 2
    No segundo semestre de 2007, o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) iniciou os testes com um modelo experimental reduzido do 14-X.
    Trata-se de uma aeronave com 80 cm de comprimento, construída em aço inoxidável, que é equipada com sensores de pressão, fluxo de calor e força para uma série de testes no T3.2
    Os testes em túnel de vento simulam as condições de voo do modelo experimental em pequena escala, sobre o qual são instalados sensores de pressão e temperatura para recolher os dados. Uma câmera filmadora de alta velocidade (com dois milhões de quadros por segundo) permite a visualização do escoamento de ar sobre a fuselagem.2
    A próxima etapa será a construção de um modelo para voo. Será uma aeronave com 2,5 m de comprimento e com um peso em torno de 300 quilos. Ela será lançada por um foguete até atingir o ponto de combustão hipersônica. Isso porque o motor não terá capacidade de aceleração a partir do zero. O lançamento do 14-X poderá ser realizado por um foguete de sondagem brasileiro VS-40 ou um foguete do tipo do Pegasus, que colocou em órbita os satélites SCD-1 e SCD-2, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

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  10. Plataforma Multimissão — PMM é a denominação de um projeto de plataforma de satélite em desenvolvimento no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil.
    O objetivo dessa plataforma, é englobar tudo que um artefato espacial precisa para funcionar no espaço, independentemente do tipo de órbita e objetivo da missão.1
    Os principais subsistemas da PMM1 são:
    Estrutura Mecânica
    Suprimento de Energia
    Controle de Atitude e Tratamento de Dados
    Gestão de Bordo
    Controle Térmico
    Telemetria, Telecomando e Rastreio
    Propulsão

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