quinta-feira, 30 de junho de 2011

Delegação Espacial Brasileira Poderá Visitar a Bélgica

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (39/06) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que delegação da indústria espacial brasileira poderá visitara Bélgica em setembro.

Duda Falcão

Delegação de Indústria Espacial Brasileira
Pode Visitar a Bélgica em Setembro

AEB
30-06-2011

O embaixador da Bélgica, Claude Misson foi recebido na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), hoje (30), pelo presidente, Marco Antonio Raupp, e o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional, José Monserrat Filho para estudar formas de incrementar a cooperação espacial entre os dois países. Ao término do encontro foram tomadas duas decisões. A primeira é tentar organizar a visita de uma delegação de empresários da indústria espacial do Brasil às empresas espaciais belgas. A outra é promover a formação de recursos humanos especializados, em universidades da Bélgica, nas áreas de engenharia e aplicações espaciais.

Se a viagem se concretizar, o grupo será chefiado por Raupp e fará contato com diversos atores da indústria espacial belga, hoje composta por mais de 40 grandes empresas no setor, para possíveis acordos comerciais e de cooperação.

Visita Presidencial

A comitiva brasileira precederá a visita da presidenta Dilma, que no dia quatro de outubro participará da Europália, maior festival cultural da Bélgica, realizado a cada dois anos, que terá o Brasil como tema nesta edição. O evento será sediado na cidade de Bruxelas e ocorrerá entre outubro de 2011 a janeiro de 2012.

Para Monserrat, a ida da presidenta àquele país, dias após a visita do grupo de empresários brasileiros é muito importante porque pode gerar negócios e acordos entre empresas dos dois países.

Especialização na Bélgica

A capacitação profissional foi um dos temas abordados no encontro. A possibilidade da abertura de vagas para mestrado e doutorado na área espacial foi discutida. Segundo Monserrat, esse interesse pela troca de conhecimento, já acordado ano passado e reafirmado pelo embaixador Claude Misson, será fundamental para o Programa Espacial Brasileiro. “Atualmente, o setor espacial sente a falta de profissionais qualificados. Iniciativas como essas podem ajudar a desobstruir este gargalo”, diz Monserrat. Segundo ele, a reunião veio em boa hora. “A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) irão oferecer por meio do programa “Brasil sem Fronteira”, 75 mil bolsas para estudos no exterior até 2012. A área espacial pode se beneficiar desses acordos”.

No ano passado, brasileiros e belgas assinaram dois acordos bilaterais de cooperação internacional. Um contempla as áreas de espaço, de microeletrônica, de nanotecnologia; de biotecnologia, de energia nuclear e de ciências humanas e sociais. O outro visa o intercâmbio acadêmico e científico entre os dois países.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Parece ser uma boa notícia para o PEB e vamos aguardar até setembro pra ver como essa história vai terminar.

REDE CLIMA Discute Avanços e Resultados

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/06) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que a "Rede Clima" apresentará nesta segunda-feira (04/07) os avanços e resultados obtidos até o momento.

Duda Falcão

REDE CLIMA Discute Avanços e Resultados

30/06/2011

A Rede CLIMA (Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais) apresenta nesta segunda-feira (4/7) os avanços e resultados obtidos até o momento. A reunião será no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), com a participação dos coordenadores das dez sub-redes que compõem o programa - Agricultura, Biodiversidade e Ecossistemas, Cidades, Desenvolvimento Regional, Economia, Energias Renováveis, Modelagem Climática, Recursos Hídricos, Saúde e Zonas Costeiras.

Na oportunidade, serão apresentadas três novas sub-redes de pesquisa, criadas em maio deste ano: Desastres Naturais, Oceanos e Serviços Ambientais dos Ecossistemas. A reunião é restrita aos participantes.

Instituída pelo Ministério da Ciência e Tecnologia no final de 2007, a Rede CLIMA tem sede no INPE e sua missão é gerar e disseminar conhecimentos para que o Brasil possa responder aos desafios representados pelas causas e efeitos das mudanças climáticas globais.

A Rede CLIMA constitui-se em fundamental pilar de apoio às atividades de Pesquisa e Desenvolvimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas do governo federal, que tem balizado a identificação dos obstáculos e dos catalisadores de ações. Enseja o estabelecimento e a consolidação da comunidade científica e tecnológica preparada para atender plenamente às necessidades nacionais de conhecimento, incluindo a produção de informações para formulação e acompanhamento das políticas públicas sobre mudanças climáticas e para apoio à diplomacia brasileira nas negociações sobre o regime internacional de mudanças climáticas.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comitiva da AEB/DCTA Vai a Ucrânia Auditar Acordo da ACS

Olá leitor!

Como já anunciado aqui no blog (veja a nota: “Governo Vai à Ucrânia Auditar Programa Espacial”) representantes da AEB e do DCTA/IAE estarão em Donetsk, na Ucrânia, de 02 a 10/07 para avaliarem os projetos contratados pela mal engenhada empresa Alcântara Cyclone Space (ACS), bem como também avaliar o andamento da construção do Veículo Cyclone-4.

Segundo o Diário Oficial da União (DOU) de hoje (30/06) a comissão brasileira será composta pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), MARCO ANTÔNIO RAUPP, pelo Diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da agência, HIMILCON DE CASTRO CARVALHO, pelo Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da agência, NILO SERGIO DE OLIVEIRA ANDRADE, e acreditamos que os representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) sejam o Tenente-Brigadeiro-do-Ar AILTON DOS SANTOS POHLMANN, diretor desta instituição e talvez o Brigadeiro Engenheiro FRANCISCO CARLOS MELO PANTOJA, Diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do próprio DCTA.

Infelizmente para o país e para o PEB (em minha opinião pessoal) não existe qualquer possibilidade de que esse acordo desastroso venha a ser revisto ou mesmo desfeito no governo da presidente DILMA (independente de qualquer circunstância) devido a sua conotação exclusivamente política (é um projeto do PSB, partido da base governista no Congresso), porém aparentemente (se não for jogo de cena) fica claro que o governo DILMA tentará encontrar uma forma de amenizar os problemas gerados pelos erros cometidos pelo incompetente Roberto Amaral na elaboração desse desastre chamado ACS, evitando assim arranhar a imagem do governo e ao mesmo tempo manter o apoio do PSB.

Entretanto leitor, nem tudo são más notícias nos bastidores do PEB, já que nessa mesma edição do DOU foi divulgado que os pesquisadores MILTON KAMPEL e JOAO ANTONIO LORENZETTI do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estarão de 29/06 a 02/07 em Buenos Aires (ARG) participando de reuniões de trabalho com a Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) para discutirem o projeto do satélite conjunto Sabia-Mar.

Além disso, o DOU também informa que os pesquisadores do INPE,  IVAN LAURINDO TOSETTO JUNIOR e RODOLFO ANTONIO DA SILVA ARAUJO estarão de 02 a 09/07 em Vélizy, França, para participar das atividades da Revisão Crítica de Projeto (CDR - Critical Desing Review) e da Revisão de Prontidão para Testes (TRR - Test Readiness Review) dos modelos de engenharia referentes ao projeto do equipamento TWTA, parte integrante do subsistema AWDT do Satélite Amazônia-1.

E finalizando, esta edição do DOU também informa que o conhecidíssimo pesquisador do INPE, JOSÉ NIVALDO HINCKEL, estará de 01 a 10/07 em São Petersburgo, Rússia, participando com a apresentação do trabalho “Um Propulsor Bipropelente de 400 N com Injetores Centrífugos”, na "Conferência Européia para Ciências Aeroespaciais". Acreditamos que esse motor seja o desenvolvido para o sistema de rolamento do VLS ou então desenvolvido para ser usado em satélites.

Duda Falcão


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - pág. 09 - 30/06/2011

Blog Recebe Livros da SAE Sobre o PEB

Olá leitor!

Capa do Livro "Desafios do
Programa Espacial Brasileiro"
Recebi ontem quatro cópias do livro (documento) "Desafios do Programa Espacial Brasileiro" enviado a mim pela “Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da Republica (SAE)” ao qual agradeço de público a atenção e em especial a senhora Maria Tereza de Abreu (DOC/SAE-PR).

Duda Falão

DETER Indica 268 km² de Áreas Desmatadas na Amazônia

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/06) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o “Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER)” indica que 268 km² de áreas foram desmatadas na região Amazônica no mês de Maio.

Duda Falcão

DETER Indica 268 km² de Áreas
Desmatadas na Amazônia em Maio

30/06/2011

Importante ferramenta de suporte à fiscalização na Amazônia, o sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), indica que no último mês de maio 268 km² da floresta sofreram corte raso ou degradação progressiva. Na tabela abaixo, a distribuição por Estado do desmatamento verificado por satélites em maio.

Acre - 0,4 km²
Amazonas - 29,7 km²
Maranhão - 6,5 km²
Mato Grosso - 93,7 km²
Pará - 65,5 km²
Rondônia - 67,9 km²
Tocantins - 4,3 km²
TOTAL - 268 km²

No mapa abaixo os pontos amarelos mostram a localização dos alertas emitidos pelo DETER. Em rosa, as áreas não monitoradas em maio devido à cobertura de nuvens:

Mapa de alertas de maio

Relatórios completos sobre o desmatamento verificado maio, bem como nos meses anteriores, estão disponíveis na página: www.obt.inpe.br/deter

Alerta

Em operação desde 2004, o DETER é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do DETER são enviados quase que diariamente ao IBAMA, responsável por fiscalizar as áreas de alerta.

O DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Os números apontados pelo DETER são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo DETER.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta também um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos os dados relativos ao DETER, são públicos e podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Segundo Jobim Brasil Pretende Lançar SGB Até 2014

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (30/06) no “Jornal do Senado” destacando que em audiência pública promovida pela "Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)", o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse a senadores que o Brasil pretende lançar o SGB até 2014.

Duda Falcão

INFRAESTRUTURA

Brasil Pretende Lançar Satélite de Defesa
Até 2014, diz Jobim a Senadores

Ministro da Defesa explica que novidade permitirá o rápido
envio de imagens de áreas pouco acessíveis e levará internet
a mais de 1.800 municípios hoje sem conexão à rede

Jornal do Senado
30/06/2011

Ministro Nelson Jobim diz a senadores e participantes de
audiência da CRE que o país hoje aluga satélite privado mexicano

O Brasil pretende lançar até 2014 um satélite geoestacionário para interligar os sistemas de defesa em todo o seu território, anunciou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a dez senadores que participaram ontem de audiência promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) na sede do próprio ministério.

O debate foi realizado por requerimento do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), presidente da Subcomissão da Amazônia e da Faixa de Fronteira.

O novo satélite, cujo lançamento ainda depende de uma decisão final do governo brasileiro, permitirá a comunicação direta entre Brasília e pelotões de fronteira e submarinos que navegam no oceano Atlântico.

Também viabilizará o rápido envio de imagens de áreas pouco acessíveis. Atualmente, como explicou o ministro, o governo brasileiro aluga canais de um satélite de empresa privada de capital mexicano.

- Hoje, quando precisamos de uma imagem, os mexicanos só as enviam para nós em 36 horas. E ainda não temos como saber se a mesma imagem será cedida a terceiros - disse Jobim.

O custo anual do aluguel dos canais de um satélite privado, para serviços de telecomunicação e transmissão de imagens, é de R$ 44,8 milhões. Já o gasto total de colocar um novo satélite estatal em órbita será de aproximadamente R$ 700 milhões, segundo o ministro. A quantia envolve a construção do satélite, seu lançamento, o seguro e o sistema de acompanhamento em terra.

O ministro considerou o satélite vital para a segurança nacional, além de permitir o acesso à internet para mais de 1.800 municípios que ainda não são conectados à rede mundial de computadores.

Após ouvir os dados referentes ao satélite, Jorge Viana (PT-AC) concordou com o ministro em que o equipamento não poderia ser comercial, mas sim "algo estratégico do país".


Fonte: Jornal do Senado - 30/06/2011

Comentário: Confesso que sou um admirador do ministro Nelson Jobim pelo trabalho que o mesmo realizou no Ministério da Defesa no governo LULA (principalmente na elaboração da Estratégia Nacional de Defesa - END, que considero uma obra de arte) e que vem tentando realizar no Governo DILMA, e a prova disso é o grande prestígio que o mesmo tem junto as forças armadas. Entretanto convenhamos leitor, achar que o Brasil vai lançar até 2014 o satélite SGB com o atual desempenho do PEB, significa que ou o ministro Jobim sabe de algo que não sabemos, ou está usando a mídia para tentar pressionar o governo, ou é um completo ingênuo. Investir R$ 700 milhões em três anos significaria no mínimo gastar pouco mais de R$ 233 milhões por ano somente para o SGB, e isso levando-se em conta que o governo DILMA tomasse a decisão ainda esse ano. Ora leitor, nós que acompanhamos o Programa Espacial Brasileiro há décadas sabemos que isso tá mais para um exercício de fantasia do que qualquer outra coisa, já que o orçamento anual do “Programa Espacial Brasileiro” jamais ultrapassou o patamar de US$ 200 milhões de dólares. Além do mais, faltou o ministro dizer onde será desenvolvido esse satélite, já que o Brasil não dispõe de tecnologia para desenvolvê-lo sozinho. Talvez a idéia seja desenvolvê-lo com ajuda da Rússia ou com a França, porém mesmo adotando essa estratégica de desenvolvimento conjunto o prazo até 2014 não nos parece factível. Chamo a atenção do leitor para a quantidade de senadores que foram assistir a apresentação do Ministro Jobim. Lamentável!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CPTEC/INPE Tracks Chilean Volcano Plume

Hello reader!

It follows one communicates published in english on the day (20/06) in the website of the National Institute for Space Research (INPE) noting that the Weather Forecasting and Climate Studies Center (CPTEC in Portuguese) have tracked ash plume images of the Chilean Volcano called Puyehue-Cordón Caulle.

Duda Falcão

CPTEC/INPE Tracks Chilean Volcano Plume

20/06/2011

Since early June, Weather Forecasting and Climate Studies Center (CPTEC) in the National Institute for Space Research (INPE) have tracked ash plume images of the Chilean Volcano called Puyehue-Cordón Caulle. The Volcano has been spewing gases like C02 and SO2, water vapor and particles. It has affected the airline industry in South America, including southern Brazil, and Oceania countries. In this period, the plume crossed the globe and has now reached the west coast of South America CPTEC/INPE has been monitoring the phenomenon by two ways: through the Satellite and Environmental Systems Department (DSA) and through the Air Quality Modeling Group, from Modeling and Development Department (DMD).

DSA has developed animated satellite images updated every 15 minutes in your webpage (satelite.cptec.inpe.br/vulcao) to show the ash trajectory over South American and African Continent, also ash spread around the Volcano due artificial coloring (through infra-red and visible channels). It is a live transmission of volcanic ash images provided by Volcanological Observatory of Southern Andes.

On the other hand, Quality Air Group has been forecasting ash trajectory based on emission model developed along with Geophysics Institute of Alaska and NOAA from Colorado, U.S. The ash and SO2 spewed are within the transport model CATT-BRAMS, which simulates these materials transport. Such forecasts, with 24 hours notice, are generated by the air quality model CATT-BRAMS and use observed meteorological data obtained by CPTEC/INPE. It has produced good results when compared to satellite images, according to researcher Saulo Freitas.

Satellite image on June 7, when the ash
plume blow over Southern Brazil


Source: WebSite of the National Institute for Space Research (INPE)

Prazo do Processo Licitatório para Obras do CLA Até 03/07

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/06) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) destacando que o MCT e a Agência Espacial Brasileira (AEB) informam que o prazo para as inscrições do processo licitatório para novas obras no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) se encerra dia 03/07.

Duda Falcão

Prazo do Processo Licitatório para
Obras no CLA Vence no Próximo Dia 3

29/06/2011 - 14:55

O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT) por meio de um processo licitatório convocam empresas para desenvolver um documento com a finalidade de obter a regularização de licenciamento ambiental da infraestrutura atual e para novas instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. As inscrições, que começaram no dia 3 de maio, terminam no próximo domingo (3 de julho).

Além da infraestrutura já existente no Centro, as licenças também contemplarão outras 11 novas instalações para o CLA. Dentre as obras mais importantes estão à portaria central, a conclusão de 31 casas para os servidores do Centro, a instalação de duas estações de tratamento de esgoto, a construção de um supermercado e uma loja de conveniência, um prédio de oficinas, um prédio para almoxarifado e um hotel com 300 quartos.

A empresa vencedora da licitação deverá elaborar uma proposta com todos os requisitos que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) exige para conceder o licenciamento ambiental. As licenças ambientais são obrigações legais que instituições públicas ou privadas devem obter antes da instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente.

Após essa etapa será feito uma análise pelo órgão ambiental competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados pela empresa contratada. Somente ao final da apreciação do material que as licenças serão deferidas ou indeferidas.

Segundo o diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, Nilo Andrade, “a entidade vai fazer todo o tramite dentro do IBAMA para fornecer as informações necessárias que o Instituto requerer para emissão das licenças de instalação (obras novas) e de operação (obras já concluídas) que são os planos básicos ambientais, propostas de redução de impacto ambiental e talvez algo de cunho social”, disse. O diretor ainda explicou que este serviço exige um trabalho técnico de elaboração de planos e a empresa será o elo entre a Agência e o IBAMA.

O valor reservado para a produção desse documento é de R$ 2,5 milhões e o prazo estipulado para a conclusão é de até seis meses.


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Pois é leitor, são novas obras no CLA aumentando sua infraestrutura para atender as novas aspirações do PEB. Espero que até o final das inscrições (03/07) tenham empresas interessadas em participar desse processo licitatório para que não haja mais atrasos no programa.

Coyote e Edge Of Space Disputarão Juntas o Prêmio N-Prize

Olá leitor

A diretoria da empresa Coyote Rockets Company estabelecida em São Paulo, com escritório em São Caetano do Sul - SP, representada pelo seu diretor o Sr. Wagner"Coyote"Brito, e o grupo paulista “Edge Of Space”, representado pelo Engenheiro Químico e Mestre em Engenharia Espacial, José Miraglia, informam a comunidade espacial brasileira e aos interessados pelo tema que em nome do ideal de representar bem o nosso país no “Prêmio N-Prize” resolvem por trabalharem juntas como o firme propósito de trazerem esse prêmio para o Brasil.

A idéia ao que parece é aproveitar a experiência da "Coyote Rockets" adquirida com o desenvolvimento do VES e a larga experiência da “Edge Of Space” no desenvolvimento de motores-foguetes verdes visando desenvolver um foguete orbital com tecnologia limpa para atender o desafio do prêmio N-Prize de colocar em órbita um pequeno satélite (picosatélite).

Ainda segundo seus representantes, em nome da ampla divulgação da tecnologia Aeroespacial no Brasil, essa parceria também será entendida ao projeto e programa educacionais “Brasil Skyward” e “CAE (Ciências Aeroespaciais na Escola - Projeto Meu Primeiro Foguete)” respectivamente, recentemente lançados pela Coyote Rockets.

O blog “BRAZILIAN SPACE” parabeniza as duas instituições pela iniciativa e pelo entendimento, desejando desde já sucesso com a empreitada.

Duda Falcão

Rapidinha 3

Olá leitor!

Se confirmadas às notícias divulgadas anteriormente (veja a nota: “Nova Torre de Lançamento do VLS é Concluída em Alcântara”) a Torre Móvel de Integração (TMI) do VLS-1 deverá ser finalmente inaugurada oficialmente nesse mês de julho, com a presença de diversas autoridades, e esperamos que entre elas a da presidente DILMA ROUSSEFF, até mesmo para demonstrar a toda comunidade espacial do país que a mesma estar disposta a mudar o comportamento para com o Programa Espacial Brasileiro. Vamos aguardar.

Duda Falcão

Researchers from INPE / NASA Unveil 'Solar Minimum'

Hello reader!

It follows one communicates published in english on the day (15/06) in the website of the National Institute for Space Research (INPE) noting that researchers at INPE and NASA figure out the causes of the 'Solar Minimum'.

Duda Falcão

INPE and NASA’s Researchers Reveal
What Caused the Latest “Solar Minimum

15/06/2011

The solar minimum occurs approximately every 11 years and is defined by the number of black spots on the sun. More sunspots generally mean more activity and eruptions on the sun and vice versa. The number of sunspots can change from cycle to cycle, and 2008 saw the longest and weakest solar minimum since 1960, when scientists have been monitoring the sun with space-based instruments.

National Institute for Space Research (INPE) along with NASA's Jet Propulsion Laboratory scientists have studied about magnetic effects on Earth due to the sun. Such effects are usually harmless, with the only obvious sign of their presence being the appearance of auroras near the poles. However, in extreme cases, they can cause power grid failures on Earth or induce dangerous currents in long pipelines, so it is valuable to know how the geomagnetic effects vary with the sun.

Signed by Bruce Tsurutani of NASA, and Walter D. Gonzalez and Ezequiel Echer of INPE, the paper appeared in “Annales Geophysicae”reports that these effects on Earth did in fact reach a minimum but some eight months later. Check out the paper.

According to this paper factors in the speed of the solar wind, and the strength and direction of the magnetic fields embedded within it, helped produce this anomalous low. “Historically, the solar minimum is defined by sunspot number. But the geomagnetic effects on Earth reached their minimum quite some time later, in 2009. So we decided to look at what caused the geomagnetic minimum," say space weather scientists.

Geomagnetic effects basically amount to any magnetic changes on Earth due to the sun, and they're measured by magnetometer readings on the surface of the Earth. Knowing what situations cause and suppress intense geomagnetic activity on Earth is a step toward better predicting when such events might happen.

Causes

Three things help determine how much energy from the sun is transferred to Earth's magnetosphere from the solar wind: the speed of the solar wind, the strength of the magnetic field outside Earth's bounds (known as the interplanetary magnetic field) and which direction it is pointing, since a large southward component is necessary to connect successfully to Earth's magnetosphere and transfer energy. The team examined each component in turn.

The researchers noted that in 2008 and 2009, the interplanetary magnetic field was the lowest it had been in the history of the space age. This was an obvious contribution to the geomagnetic minimum. But since the geomagnetic effects didn't drop in 2008, it could not be the only factor.

To examine the speed of the solar wind, they turned to NASA's Advanced Composition Explorer (ACE), which is in interplanetary space outside the Earth's magnetosphere, approximately 1 million miles toward the sun. The ACE data showed that the speed of the solar wind stayed high during the sunspot minimum. Only later did it begin a steady decline, correlating to the timing of the decline in geomagnetic effects.

The next step was to understand what caused this decrease. The team found a culprit in something called coronal holes. Coronal holes are darker, colder areas within the sun's outer atmosphere. Fast solar wind shoots out the center of coronal holes at speeds up to 500 miles per second, but wind flowing out of the sides slows down as it expands into space.

Usually, at solar minimum, the coronal holes are at the sun's poles. Therefore, Earth receives wind from only the edges of these holes, and it's not as fast as wind from sun’s central region. But in 2007 and 2008, the coronal holes were not confined to the poles as normal.

Those coronal holes lingered at low latitudes to the end of 2008. Consequently, the center of the holes stayed firmly pointed towards Earth, sending fast solar wind in Earth's direction. Only as they finally appeared closer to the poles in 2009 did the speed of the solar wind at Earth begin to slow down so the geomagnetic effects and sightings of the aurora along with it.

Coronal holes seem to be responsible for minimizing the southward direction of the interplanetary magnetic field as well. The solar wind's magnetic fields oscillate on the journey from the sun to Earth. These fluctuations are known as “Alfvén waves”. The wind coming out of the centers of the coronal holes has large fluctuations, meaning that the southward magnetic component – like that in all the directions – is fairly large. The wind that comes from the edges, however, has smaller fluctuations, and comparably smaller southward components. So, once again, coronal holes at lower latitudes would have a better chance of connecting with Earth's magnetosphere and causing geomagnetic effects, while mid-latitude holes would be less effective.

Working together, these three factors – low interplanetary magnetic field strength, combined with slower solar wind speed and smaller magnetic fluctuations due to coronal hole placement – create the perfect environment for a geomagnetic minimum.

Between 1645 and 1715, there was a long decrease in observation of sunspots and auroras. This period is known as "Maunder Minimum". Researchers believe that at that time might happened a confluence of effects similar to 2009.

 The solar minimum occurs when fewer sunspots like these appear.
Image credit: NASA/Goddard Space Flight Center


Source: WebSite of the National Institute for Space Research (INPE)

4ª Escola Avançada em Astrofísica do INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (29/06) no site da “Agência FAPESP” destacando que estão abertas até o dia 10/08 com vagas limitadas as inscrições para a “4ª Escola Avançada em Astrofísica do INPE”.

Duda Falcão

Agenda

4ª Escola Avançada em Astrofísica do INPE

29/06/2011

Agência FAPESP – Entre 12 e 16 de setembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) realizará a 4ª Escola Avançada em Astrofísica: Radioastronomia para o século 21.

Atualmente, o Brasil conta com observatórios radioastronômicos e está construindo o primeiro interferômetro para observações solares e pretende expandir a técnica a outros objetos.

Por esse motivo, essa edição da Escola Avançada em Astrofísica irá abordar a Radioastronomia Avançada, composta por quatro cursos: Conceitos gerais de interferometria e imageamento por síntese de abertura; Estado da arte da interferometria e aplicações científicas; Radiação Cósmica de fundo em micro-ondas (CMB); e Detecção de ondas gravitacionais usando arranjos para medição de pulsares.

A escola é direcionada principalmente a pós-doutorandos, estudantes de doutorado e pesquisadores atuantes nas áreas de radioastronomia, astronomia ou ciências exatas. Mestrandos também podem participar, dependendo da área de atuação.

Os interessados em participar têm até o dia 10 de agosto para se inscrever. As vagas são limitadas.

O encontro ocorrerá no Auditório Fernando Mendonça (INPE), localizado na Av. dos Astronautas nº 1.758, Jd. Granja, São José dos Campos (SP).

Mais informações e inscrições: www.das.inpe.br/school


Fonte: Site da Agência FAPESP

Brasil Produz Circuito Tolerante à Radiação

Olá leitor!

Segue abaixo outra notícia postada hoje (29/06) na coluna “ASTROvia” do jornal digital “Via Fanzine”, e já abordada aqui no blog em algumas oportunidades inclusive em Espanhol (veja as notas “Ministro Nelson Jobim Visita INPE de Santa Maria”, “Tecnologia Brasileira Micrometros à Frente”,”Brasil Desarrolla Chips Tolerantes a Radiación para Satélites” sobre a grande conquista alcançada pela pela empresa brasileira Santa Maria Design House (SMDH) na área de componentes integrados (chips) para a Indústria Aeroespacial.

Duda Falcão

Cientistas Brasileiros

Santa Maria-RS

Brasil Produz Circuito Tolerante à Radiação

Resultado de um concurso lançado em 2008 pelo CNPq para o financiamento
de projetos de desenvolvimento de componentes integrados (chips)
para a Indústria Aeroespacial, Defesa e Comunicação

Da Redação
ASTROVIA
29/06/11

O professor João Baptista Martins dos Santos
coordena a Santa Maria Design House (SMDH)

Tecnologia Restrita

O Brasil integra um seleto grupo de países capazes de produzir chips tolerantes à radiação, bem como equipamentos, satélites, mísseis e naves espaciais, dentro do mesmo sistema.

Este salto tecnológico foi garantido pela empresa Santa Maria Design House (SMDH), sediada em Santa Maria–RS, de acordo com anúncio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Brasil, através do qual, o Estado tem financiado projetos desta empresa de alta tecnologia.

A Santa Maria Design House, coordenada pelo professor João Baptista Martins dos Santos, é o resultado de um concurso lançado em 2008 pelo CNPq para o financiamento de projetos de desenvolvimento de componentes integrados (chips) para a Indústria Aeroespacial, Defesa e Comunicação.

Pesquisa Autônoma

Uma das quatro tecnologias lançadas até agora pelo grupo é o circuito tolerante à radiação. De acordo com o CNPq, para este tipo de circuito é necessário ter uma biblioteca de células à radiação tolerante. Uma vez que nem a agência espacial dos EUA (NASA) e a Agência Espacial Européia (ESA) fornecem tais bibliotecas (por serem consideradas estratégicas para os países que as possuem), a empresa brasileira está planejando desenvolver uma biblioteca de células tolerantes à radiação no Brasil.

Além de chips tolerantes à radiação para uso em satélites, naves espaciais, ou mísseis teleguiados, a Santa Maria Design House também desenvolveu um interruptor eletrônico tolerante à radiação.

INPE Encomenda

Este equipamento foi encomendado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para garantir o funcionamento adequado dos dispositivos sujeitos aos efeitos da radiação eletromagnética ou cósmica, como os circuitos a bordo de satélites. O INPE é responsável no Brasil pelos satélites que o país tem desenvolvido, lançado e operado em parceria com a China.

O circuito brasileiro tolerante à radiação começará a ser testado pela SMDH no primeiro trimestre de 2012.

De acordo com o coordenador Martins, após vários anos longe das áreas de pesquisa e desenvolvimento, o Brasil está se redimindo do atraso, por conta da sua atual situação econômica e da elevada taxa de crescimento.

"Mais e mais empresas estrangeiras vêm ao Brasil em busca de parcerias e projetos estratégicos. A comunidade brasileira pode esperar grandes avanços no campo da microeletrônica, em particular no domínio tecnológico da eletrônica", disse o empresário da SMDH.

* Com informações do CNPq.


Fonte: Site do Diário Digital “Via Fanzine”

Comentário: Como já disse em comentário anterior: “Considero esta uma das melhores notícias do ano para o Programa Espacial Brasileiro e torço para que não só o INPE fique atento ao que se está sendo desenvolvido nos laboratórios da Santa Maria Design House (SMDH), como também o DCTA/IAE e as empresas brasileiras que prestam serviços ao PEB”. Espero sinceramente que o governo saiba aproveitar essa nova oportunidade criada por essa design house e não permita que uma vez mais essa tecnologia seja perdida ou venha cair em mãos estrangeiras.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Brasil e Canadá Negociam Possível Acordo na Área Espacial

Olá leitor!

Mercadante recebe visita do ministro canadense, Edward Fast

No dia de hoje (28/06) o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, se reuniu em Brasília com o ministro do Comércio Internacional do Canadá, Edward Fast, para discutir novas possibilidades de acordos estratégicos em diversas áreas e entre elas a área espacial e o intercâmbio de jovens estudantes.

“Segundo Mercadante o programa do governo da presidenta Dilma Rousseff é selecionar no prazo de quatro anos 75 mil estudantes para estudarem no exterior. “Já temos uma proposta de enviar 30 mil estudantes para os Estados Unidos, 10 mil para a Inglaterra e 10 mil para a Alemanha e gostaríamos muito de poder contar com o Canadá no sentido de estabelecermos uma parceria para o intercâmbio desses jovens. Escolheremos estudantes de ponta para estudar e estagiar no exterior”, disse.

Ainda segundo o ministro Mercadante o Brasil também tem a intenção de firmar parceria na construção de veículos lançadores de satélite. “Temos uma base a dois graus da linha do Equador e, por isso, é uma vantagem enorme no lançamento de foguetes. Estamos construindo o Cyclone – 4 e a idéia é que a gente desenvolva os foguetes e vocês (Canadá), os satélites”, destacou.”

Ora leitor, não resta dúvida que uma parceria com o Canadá (país que tem uma indústria solidificada e desenvolvida na área de satélites, especialmente em satélites de telecomunicações), que envolva transferência de tecnologia em áreas críticas ou mesmo desenvolvimento conjunto, será muito benéfica para o Brasil.

Entretanto, achar que satélites canadenses possam ser lançados pela ACS, nos parece um pouco de exagero e demonstra em nossa opinião a clara preocupação do governo em tentar interferir politicamente para garantir cargas uteis para essa mal engenhada empresa, talvez já duvidando da sua eficácia administrativa e comercial.

Vale lembrar leitor que os canadenses são especialistas em satélites de telecomunicações (foi o Canadá que desenvolveu um dos satélites da antiga EMBRATEL, se não me engano nos anos 80) satélites esses que o foguete Cyclone-4 não teria capacidade de colocar em órbita geoestacionária devido ao peso de um satélite desse tipo que normalmente chega a mais de 4000 kg.

Portanto, a proposta do ministro brasileiro não faz qualquer sentido (a não ser que seja para outros tipos de satélites menores) e mesmo que fizesse, não acredito que fosse endossada pelo governo canadense devido as suas relações com os americanos, a não ser, que já houvesse um acordo de salvaguardas tecnológicas entre o Brasil e os EUA, coisa que convenhamos não será nada fácil.

Porém, não resta dúvida leitor que essa é uma grande oportunidade para a diplomacia brasileira demonstrar ao nosso povo e ao mundo que amadureceu e está preparada para assumir um posto de destaque no cenário internacional. Vamos aguardar.

Duda Falcão


Fonte: Com Informações do site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Coyote Apresenta Infraestrutura para o Programa CAE

Olá leitor!

Recebi agora a pouco um e-mail do senhor Wagner Brito da empresa “Coyote Rockets Company” informando que a mesma já conta com a sua sala de instruções pronta e apta a atender aos alunos das escolas de ensino médio e fundamental interessadas em participar a partir do início de agosto do “Programa Ciências Aeroespaciais nas Escolas (CAE) - Projeto Meu Primeiro Foguete”.

Segundo a empresa os foguetes que serão lançados durante este curso usarão motores “PN classe C” que atingem até 300 metros e que contam com recuperação através de pára-quedas.

Abaixo segue algumas fotos da infra-estrutura já montada pela empresa para os cursos, lembrando as escolas interessadas que para maiores informações e para inscrições entrem em contato com a Coyote através dos e-mails: comercial@coyoterockets.com.br e vagner.brito@uol.com.br.

Duda Falcão



Fonte: Coyote Rockets Company

O Iran Avança e o Brasil Dorme em Berço Esplêndido

Olá leitor!

Recentemente postamos aqui duas notas em Inglês e espanhol respectivamente (veja as notas: “Iran To Put Monkey Into Orbit” e “Irán Lanza con Éxito al Espacio un Satélite” que demonstram claramente o grande avanço alcançado por esse país na área espacial nos últimos dez anos, apesar das dificuldades de todas as ordens vividas pelo mesmo nesse período.

Vale lembrar leitor que o "Programa Espacial Iraniano" a dez ou quinze anos atrás se encontrava bem aquém do "Programa Espacial Brasileiro" e hoje apresenta resultados que o nosso programa jamais alcançou em 50 anos de existência.

Hoje o Brasil faz parte do grupo econômico conhecido como “BRICS”, formado também pela China, Rússia, Índia e a África do Sul, sendo que dentre os programas espaciais dos países do grupo o brasileiro é o único que não decolou até hoje (já que o "Programa Espacial Sul-Africano" só prevê o desenvolvimento de satélites de pequeno porte (microsatélites e tecnologias associadas) e de forma até agora bastante exitosa), apesar de ser o segundo mais antigo de todos, só atrás do da Rússia.

Infelizmente apesar da luta inglória de grandes profissionais brasileiros (técnicos, engenheiros e pesquisadores civis e militares) em 50 anos de programa não conseguimos sequer nesse período colocar por nossos próprios meios um simples "parafuso em órbita", apesar da área de satélites ter alcançado alguns resultados através de foguetes estrangeiros.

É extremamente frustrante além de preocupante para toda comunidade espacial do país (composta por menos de 3000 integrantes e diminuindo rapidamente por falta de reposição – a Índia tem 16 mil) que após esse tempo todo o resultado alcançado seja "pífio" se comparamos com os resultados alcançados por outras nações do mundo em um período bem menor de tempo.

Desde o início da década de 90 do século passado que essa comunidade vem se mobilizando ingloriamente para esclarecer aos "d...loides" de governos subseqüentes a importância do programa espacial para um país das dimensões territoriais do Brasil. Durante esses período foram realizadas reuniões reservadas com autoridades, audiências públicas, seminários, workshops, congressos, visitas oficias de autoridades do governo e do Congresso as instalações das instituições envolvidas com o programa e elaboração de documentos que até hoje não resultaram em nada, a não ser muito blá-blá-bla e promessas mirabolantes.

Assim sendo leitor, o resultado não poderia ser outro, e em nossa opinião o PEB vive hoje o pior momento de toda sua história (apesar da melhora dos recursos financeiros durante a segunda metade do Governo LULA, ainda que insuficientes) já que a classe política brasileira se recusa a entender o grande erro histórico e estratégico para nossa sociedade que esta sendo cometido por "omissão".

Certamente isso gerará grandes conseqüências no futuro de nossa sociedade, já que o país está perdendo a competência tecnológica que resta adquirida nesses 50 anos num programa não só crucial para o país como para toda a humanidade.

O mundo já identificou há décadas que a tecnologia espacial é crucial para o desenvolvimento de suas sociedades, bilhões de dólares são investidos anualmente e outros bilhões são gerados por esses investimentos que trazem benefícios incalculáveis em todas as áreas do conhecimento humano.

Infelizmente só mesmo os "d..loides de Brasília" não enxergam ou se recusam enxergar (o programa espacial devido a ignorância da sociedade brasileira não dá voto, e sendo assim não é interessante para a classe política) o caminho adotado por esses países em direção dessa nova fronteira.

Países como a Argentina, que mesmo com grandes dificuldades financeiras, literalmente já ultrapassou o Brasil na área de desenvolvimento de satélites e se confirmadas as ultimas notícias divulgadas pela mídia, caminha seriamente para nos ultrapassar na área de foguetes.

Vale lembrar leitor, que desde o início da década de 70 (1971) os argentinos já tinham colocado um ser vivo (um macaquinho) no espaço em um vôo suborbital (veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=zhgyMTrTD-U) e se não fosse pelo inconseqüente ex-presidente argentino Carlos Menem que cedeu as pressões do governo americano cancelando o “Projeto Condon” (hoje isso não ocorre no governo da Cristina Kirchner que tem apoiado incondicionalmente o programa espacial do seu país) a Argentina hoje certamente faria parte do fechadíssimo clube espacial, formado por países que detém a tecnologia espacial de acesso ao espaço.

Abaixo leitor trago para você o vídeo da câmara abordo do foguete iraniano Safir que foi lançado exitosamente dia 15/06 com o satélite Rassad-1.

Câmara abordo da Missão Safir/Rassad-1

Aproveitamos para agradecer ao Eng. José Miraglia do grupo “Edge Of Space” pelo envio desse vídeo incentivando-me com isso a escrever esse artigo na esperança que nossa classe política acorde e rápido.

Duda Falcão

O Começo da História da Astronomia e suas Descobertas

Olá leitor!

Segue abaixo a primeira reportagem da série sobre Astronomia publicada dia (27/06) no jornal “Correio Braziliense” destacando o começo da história da Astronomia e suas principais descobertas.

Duda Falcão

Ciência e Saúde

O Começo da História da Astronomia
e suas Principais Descobertas

Há milênios, o homem observa o espaço na tentativa
de compreender o funcionamento do Universo

Paloma Oliveto e
Pablo Alejandro
Correio Brazilienze
27/06/2011 - 09:01

É impossível saber quando o homem olhou pela primeira vez para o céu. Mas, provavelmente, os hominídeos primitivos já observavam com curiosidade aqueles corpos brilhantes que, em um tempo sem prédios, luzes artificiais nem poluição, deviam formar um cenário resplandecente. O fascínio pelo Cosmos está registrado em peças e monumentos pré-históricos, nas lendas do Oriente, nas discussões dos filósofos, nos manuais dos místicos.

Por milênios, planetas, estrelas, satélites, cometas e meteoros estiveram, ao mesmo tempo, tão longe e tão perto da humanidade. Eram vistos como objetos divinos, mas serviam a propósitos bem terrenos: orientar as plantações, a navegação e dar sentido ao tempo. Fascinados pelo movimento celestial, os primeiros astrônomos desenvolveram cálculos e criaram observatórios para tentar entender o que se passava naquela vastidão de beleza e mistério.

Hoje, não é tão diferente. Graças aos avanços tecnológicos, a humanidade descobriu que a Terra é só um pontinho insignificante no Universo. Foi possível sair da esfera-mãe, visitar a Lua e o espaço vazio. Sondas estiveram em outros planetas. Supertelescópios captam ondas emitidas pelo fenômeno que fez a vida possível e registram eventos ocorridos há bilhões de anos. Mas as dúvidas continuam. Incansável em sua curiosidade, o homem repete o movimento dos ancestrais: olha para o céu, tentando pescar respostas entre as estrelas.

A partir de hoje, o Correio publica uma série de reportagens sobre a astronomia. Das observações a olho nu aos estudos sobre a vida fora da Terra, a cada semana um novo tema será explorado, com a revisão científica de especialistas da área. Hoje, conheça o princípio da investigação do Universo.

Clique em cima da foto para ampliar

Essa é uma história escrita por muitas mãos. Seria preciso uma enciclopédia para listar os nomes de todos que ajudaram a desvendar alguns segredos do Cosmos. Os primeiros registros encontrados por paleontólogos são de 32 mil anos atrás. Um pequeno osso de águia pertencente ao Período Paleolítico marcava as fases da Lua. A astronomia só começou a ser científica, porém, na Grécia Antiga. Entre 500 a.C. e 200 d.C., filósofos passaram a investigar com mais rigor os princípios que regem o Universo, embora ainda acreditassem que tudo girasse em torno da Terra, uma idéia que perdurou até o século 16.

O cônego e matemático Nicolau Copérnico revolucionou a astronomia com a teoria heliocêntrica. Ele explicava a órbita dos planetas em torno de uma estrela, o Sol, e influenciou os estudos de Joahnes Kepler, que formulou as leis do movimento planetário, e de Galileu Galilei. O italiano mostraria que Copérnico estava certo, graças a instrumentos telescópicos.

Sabendo que a Terra obedecia a uma órbita elíptica, um misantropo e arisco professor de Cambridge chamado Isaac Newton começou a pensar por que, então, os planetas não saíam voando. A resposta veio de uma maçã. Apesar de parecer uma lenda, a história é verdadeira. Recentemente, a Royal Society digitalizou um manuscrito de William Stukeley. Ele contou que, depois do jantar, foi beber chá com o matemático à sombra das macieiras: “(Newton) disse-me que o conceito de gravidade (…) foi provocado pela queda de uma maçã. ‘Por que deve aquela maçã descer perpendicularmente em direção ao chão?’, pensou ele para si.” A astrofísica jamais seria a mesma.

Na próxima segunda: Do olho nu ao Hubble, a evolução da observação do Universo


Fonte: Jornal Correio Braziliense - 27-06-2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

AAB Divulga Programação do Workshop de Missões Espaciais

Olá leitor!

Segue abaixo o boletim nº 181 da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) que nos traz agora a programação completa do workshop "Missões Espaciais para o Programa Espacial Brasileiro" a ser realizado dia 30/06 em São José dos Campos (SP).

Duda Falcão

AAB Boletim 181

27/06/2011

"Missões Espaciais para o Programa Espacial Brasileiro" - Programação
30 junho 2011 - 13:30-17:30 - INPE/LIT - Sala Roger Honiat

Com o objetivo de aprofundar as propostas e discussões apresentadas no documento "A Visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro", a Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) organiza o primeiro dos Workshops com este propósito.

Trata-se do Workshop sobre "Missões Espaciais". Outros Workshops seguir-se-ão conforme os capítulos do referido documento:

"Acesso ao Espaço",
"Recursos (Físicos, Humanos e Orçamentários)",
"Política Industrial", e
"Organização Institucional".

Os Workshops considerarão em princípio o documento "A Visão da AAB para o Programa Espacial Brasileiro", como condutor, muito embora durante as apresentações e discussões possam surgir outros argumentos e conclusões.

PROGRAMAÇÃO

Workshop "Missões Espaciais para o Programa Espacial Brasileiro"

13:30 Abertura - Otávio Durão
(Presidente da Comissão de Política Espacial/AAB)

13:15 "Missões de Telecomunicações" - Antonio Paolino Ianelli
(STAR ONE/ Diretor de Engenharia)

13:45 "Missões de Meteorologia" - Luiz Augusto Machado
(ex-Chefe do CPTEC/INPE)

14:15 Discussões - Moderador: Décio Ceballos

14:45 Intervalo

15:00 Missões de Sensoriamento Remoto - Cezar Ghizoni
(Equatorial Sistemas)

15:30 Missões Científicas & Tecnológicas - Haroldo Velho
(Coordenador Projeto ASTER/INPE)

16:30 Discussões - Moderador: Décio Ceballos

17:30 Conclusões & Finalização do Evento - Otávio Durão

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AAB - Associação Aeroespacial Brasileira
Caixa Postal 6015
12228-970 São José dos Campos - SP


Fonte: Associação Aeroespacial Brasileira (AAB)

Comentário: Grande iniciativa da Associação Aeroespacial Brasileira, demonstrando uma vez mais que essa entidade tem sido ativa na luta em prol do “Programa Espacial Brasileiro”. Particularmente fico satisfeito de saber que a inovadora “Missão ASTER” foi incluída entre as discussões desse workshop e parabenizo a direção da AAB por essa iniciativa. Este é o início de uma série de importantes eventos que gostaríamos de participar, mas que por não dispormos de recursos financeiros teremos de acompanhar de longe, esperando que a diretoria da AAB nos envie notícias, para que assim possamos manter nossos leitores bem informados sobre as discussões e decisões tomadas pela comunidade espacial nesses eventos.