segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Divisão do GPDA da UFABC Desenvolve Motores-Foguetes

Olá leitor!

Você que acompanha diariamente o blog, sabe que a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizam atualmente projetos de motores-foguete nas áreas de propulsão híbrida (UnB), propulsão líquida (UFMG) e propulsão a plasma para satélites e sondas espaciais (UnB).

Entretanto, existem outras universidades brasileiras que começam a criar seus grupos de pesquisas na área de motores-foguete, ainda que timidamente.

Uma delas e a Universidade Federal do ABC (UFABC) aonde aparentemente desde 2010 a "Divisão de Foguetes Experimentais" do "Grupo de Pesquisas e Desenvolvimento Aeroespacial (GPDA)" vem realizando testes estáticos com motores-foguete de propulsão sólida.

Até onde sabemos, foram realizados no primeiro semestre do ano passado dois testes estáticos com motores das classes “H e J” que obtiveram sucessos e insucessos.

Não temos maiores informações sobre o que ocorreu após esses testes, porém é muito bom observar que essas iniciativas vem aumentado no Brasil e que as nossas universidades começam a ter um maior envolvimento com atividades espaciais.

Duda Falcão

ACS Recebe Nova Licença, Agora da SEMA

Olá leitor!

O Diário Oficial da União (DOU) de hoje (28/02) publicou um “Aviso de Licença” anunciando que a Secretária de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA), infelizmente concedeu autorização para que a mal engenhada empresa bi-nacional Alcântara Cyclone Space (ACS) se utilize do “Rio Peru” para diluição de efluente tratado. Abaixo segue o aviso como publicado no DOU.

Duda Falcão

ALCÂNTARA CYCLONE SPACE
AVISO DE LICENÇA

A Binacional Alcântara Cyclone Space - ACS torna público que recebeu da Secretária de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão - SEMA, Autorização (processo nº4139/2010) com a finalidade de diluição de efluente tratado no Rio Peru dentro da área destinada ao Complexo Terrestre Cyclone-4 e localizado no Município de Alcântara, Maranhão.


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - pág. 154 - 28/02/2011

Comentário: Pois é leitor, apesar do torpedeamento das últimas semanas, essa mal engenhada empresa segue seu rumo aos trancos e barrancos, movida provavelmente por manipulações políticas e certamente por combustível tóxico. Lamentável!

AEB Assina Cooperação Técnica com INMET

Olá leitor!

O Diário Oficial da União (DOU) de hoje (28/02) publicou mais um “Extrato de Cooperação Técnica” entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no âmbito do programa do satélite GPM-Br. Abaixo segue o extrato como publicado no DOU.

Duda Falcão

AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA
EXTRATO DE TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA

ESPÉCIE: Termo de Cooperação Técnica;
CONCEDENTE: Agência Espacial Brasileira, CGC 86.900.545.0001-70, sediada no SPO, área 5, quadra 3, bloco A, Brasília/DF, CEP 70.610-200;
CONVENENTE: Instituto Nacional de Meteorologia, denominado INMET, CNPJ 00.396.895/0010-16, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com sede no Eixo Monumental, Via S1, Sudoeste, CEP 70.680-900, Brasília/DF;
OBJETO: o estabelecimento da cooperação técnica entre a AEB e o INMET para implementar atividades de suporte à inferência de precipitação através de medidas efetuadas por satélites ambientais, e ao processamento destas informações no âmbito do Programa GPM-Br;
VIGÊNCIA: 05 (cinco) anos a partir contados da data da assinatura;
DATA DA ASSINATURA: 24.02.2011;
ASSINAM: Carlos Ganem, Presidente da AEB, CPF nº 073.126.447-91, e Antônio Divino Moura, Diretor do INMET, CPF 371.449.608-49.


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - pág. 07 - 28/02/2011

Curso “Meteorologia Prática" (SP)

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (25/02) no blog do “Grupo de Apoio em Eventos Astronômicos” destacando que a partir de hoje (28/02) estão abertas as inscrições para o novo curso de “METEOROLOGIA PRÁTICA”.

Duda Falcão

Curso “Meteorologia Prática" (SP)

25/02/2011


A partir de 28 de fevereiro, 2ª-feira, estarão abertas as inscrições para o novo curso que será ministrado pelo Observatório Céu Austral em parceria com a E.T.E. Prof. Camargo Aranha: “METEOROLOGIA PRÁTICA”, com início em 16 de março.

Neste curso haverá noções fundamentais da Meteorologia, visando a compreensão dos principais fenômenos atmosféricos e suas conseqüências em nossa vida diária, os instrumentos utilizados para o seu estudo, bem como estimular a observação da natureza com a finalidade de avaliarmos as situações meteorológicas potencialmente prerigosas em roteiros no campo ou no mar.

Se você quer participar, visite o site: http://www.ceuaustral.pro.br/ e veja todas as informações.

Na página inicial do site, clique no nome do curso em "o que vem por aí no Céu Austral".

Qualquer dúvida entre em contato através dos e-mails: ceuaustral@yahoo.com.br ou ceuaustral@gmail.com ou pelo telefone (11) 9932-4324.


Fonte: Blog do “Grupo de Apoio em Eventos Astronômicos”

An Interview with Gilberto Camara, Head of Brazil's INPE

Hello reader!

It follows one an interview with Gilberto Camara, Head of Brazil's Space Agency INPE, on the system of monitoringof the deforestation of the Amazonian region, published on the day (08/02) in the website “www.mongabay.com”.

Duda Falcão

Monitoring Deforestation: an Interview
with Gilberto Camara, Head of Brazil's
Space Agency INPE

Rhett A. Butler
mongabay.com
February 08, 2011

DEGRAD, INPE's system for measuring Forest
degradation in the Amazon rainforest

Perhaps unsurprisingly, the world's best deforestation tracking system is found in the country with the most rainforest: Brazil.

Following international outcry over immense forest loss in the 1980s, Brazil in the 1990s set in motion a plan to develop a satellite-based system for tracking changes in forest cover. In 2003 Brazil made the system available to the world via its web site, providing transparency on an issue that was until then seen as a badge of shame by some.

Since then Brazil has become recognized as the standard-bearer for deforestation tracking and reporting—no other country offers the kind of data Brazil provides.

Brazil has two systems for tracking deforestation: PRODES (Program to Calculate Deforestation in the Amazon) and DETER (Real-time Detection of Deforestation), which allow it to rapidly identify where deforestation is occurring. PRODES, which has a sensitivity of 6.5 hectares, provides Brazil’s annual deforestation estimates (measured each August) while DETER, which has a coarser resolution of 25 ha, is a year-round alert system that updates IBAMA, Brazil’s environmental protection agency, every two weeks. This gives authorities the technical capacity—although not necessarily the political will—to combat deforestation as it occurs.

Brazil's deforestation monitoring system was developed by INPE, the National Institute for Space Research, the country's equivalent of NASA, under its Earth Observation program. INPE also runs other programs focused on space science, weather forecasting, climate change modeling, and space engineering. Brazil is currently build four earth observation satellites, including two in cooperation with China.

Gilberto Câmara
Space engineer Gilberto Camara has overseen much of INPE's earth sensing work, first as head of INPE's Image Processing Division, then as head of INPE's Earth Observation, and since 2005 as director of INPE. During his watch, INPE has released several new exciting capabilities, including DETER, a program to monitor ecosystems outside the Amazon, tools to track forest degradation due to logging and fire, and a way to measure emissions from deforestation. INPE recently announced a LIDAR (LIght Detection And Ranging)-based system that will provide more precision, sensing even through smoke and cloud cover.

In a January interview with mongabay, Dr. Camara explained how he went from a boy in northeastern Brazil to director of INPE and discussed INPE's deforestation monitoring and other projects.

AN INTERVIEW WITH INPE'S GILBERTO CAMARA

mongabay: How did you become interested in space research?

Gilberto Camara: In 1969, when I was 13 years old, two events shaped my future: the Apollo 11 landing on the moon and the movie "2001: A Space Odyssey". I remember coming home bowled over after watching "2001". At the time, I lived in Fortaleza, a resort town on the hot and dry Brazilian Northeast. I decided I would study to become a space engineer.

mongabay: What was your path to becoming director of INPE?

Gilberto Camara: After I decided I would be a space engineer, I had to study hard to be accepted at the Aeronautics Technology Institute (ITA), which is Brazil's top school for aerospace engineers, located near São Paulo, in the Southeast. I managed to get accepted at ITA, graduating with a BS in Electrical Engineering in 1979. Then, I joined INPE in 1980 as an engineer, and earned an MsC and a PhD in Computer Science at INPE. I then decided to focus on Geoinformatics and Image Processing as my main research areas. From 1991 to 1996, I was head of INPE's Image Processing Division. From 2011 to 2005, I was head of INPE's Earth Observation area. In 2005, I was appointed director of INPE by a search committee for a four year mandate. In 2009, I was selected (again by a search committee) to serve a second four-year mandate.

mongabay: What are some highlights of INPE's main programs?

Detection of forest degradation in Marcelandia,
Mato Grosso, Brazil using CBERS-2B HRC.
Courtesy of INPE.
Gilberto Camara: INPE's main areas are Space Science, Earth Observation, Weather Forecasts, Earth System Science, and Space Engineering. In Space Science, we are developing a Space Weather program, that aims to provide information about conditions in near-Earth space within the magnetosphere and the ionosphere. In Earth Observation, we focus on land use monitoring, especially deforestation in Amazonia and sugarcane expansion in the central part of Brazil. As for Weather, we are the main center for Numerical Weather Forecasting in Brazil, using a CRAY supercomputer (currently ranked 29th in the world's top supercomputers). Our Earth System Science center focuses on forecasts on the impact of Climate Change in Brazil. In Space Engineering, we are currently building four Earth Observation satellites (two in cooperation with China).

mongabay: What spurred Brazil to develop its Amazon deforestation monitoring system?

Gilberto Camara: It started with the need to respond to international criticism, especially in the years preceding the 1992 Earth Summit in Rio. Then, the system started to be used as a tool for policy-making, especially after all data was released on the web (after 2003).

mongabay: How does the monitoring system work?

Annual deforestation data from INPE's PRODES
system. Click image to enlarge.
Gilberto Camara: We currently provide three different types of information:

(a) Fires: produced daily from data provided by MODIS, GOES and NOAA satellites. An automatic algorithm detects areas likely to be on fire and flags fire occurrences which are then put on the web.

(b) Near-real time deforestation (DETER): produced every 15 days from MODIS and AWIFS-ResourceSat data. Images are compared with previous maps and interpreted by analyst. Includes assessment of clear-cut areas and areas being deforested.

(c) Detailed estimates of clear-cut areas (PRODES): produced yearly using LANDSAT, CBERS, and DMC data. Images are with previous maps and interpreted by analyst. Provides an indication of how much clear cuts have happened during a 12 month period from 1st August to 31 June of the following year.

DETER is used for supporting the law enforcement actions, since data is provided rapidly. PRODES is used for carbon accounting and year to year comparison.

INPE's PRODES system
Note: Both for PRODES and DETER, the initial map is created by automated classification, and post-processed with careful validation by an interpreter. Change maps are obtained by visual interpretation. We use visual interpreters, rather than automated techniques, because of the accuracy needed for carbon accounting versus the accuracy provided by automated image interpretation methods. For carbon accounting, we need to provide rates of change: how much change has happened from one year to the next. The rates of change are usually quite small.

To take an example: consider the 150 images used as part of the 2008-2009 assessment of deforested area in Amazonia. The rates of change for each image vary from 4 percent to zero. Here's the problem: even in an area with intense change as Amazonia, the biggest change rate is under 4 percent. However, it is known that the best automated image interpretation methods deliver about 90 percent accuracy. The conclusion follows: no automated interpretation method can deliver the quality necessary to monitor rates of change for carbon accounting. Hence, a good deforestation monitoring system needs to use skilled interpreters to visually detect change.

mongabay: Can your near-real time alert system (DETER) inform law enforcement on a timely enough basis to take action against illegal deforesters?

Gilberto Camara: Indeed, provision of information for law enforcement purposes is the main purpose of DETER. In 2009, 50 percent of policing operations took place in 2 percent of the forest area.

mongabay: Was there any political controversy in building such a powerful tool and making it publicly available?

INPE's DETER system
Gilberto Camara: We had a lot of support from the Federal Government, especially from the Ministry of Environment and the Ministry for Science and Technology. The support of former Environment ministers Marina Silva and Carlos Minc and of current minister Izabella Teixeira, and of former Science Minister Sergio Rezende was critical to ensure that data from PRODES and DETER maps were made available openly. Also, former president Lula recognized the value of transparency for building international credibility.

We had tremendous support from the press, public opinion and the scientific community. Public opinion in Brazil is very concerned about environmental matters. As you know, a 2009 poll by Pew Research Center shows 90 percent of people in Brazil are worried about global warming, compared to 67 percent in India, 60 percent in Germany, 44 percent in the US and Russia, and just 30 percent in China. Thus, the Brazilian public was completely in favor of fighting deforestation.

We had many problems with some local authorities and some members of Congress, especially some state governors and their representatives who reacted badly when INPE published data about critical areas of deforestation on their jurisdictions. Some governors made strong pressure on president Lula, claiming INPE was misleading the public and exaggerating the amount of deforestation in their states. However, the Federal Government backed us, recognizing that INPE brings value to the Brazilian proposal of becoming a developed nation while respecting the environment.

mongabay: INPE recently extended monitoring outside the Amazon forest ecosystem. Can you elaborate on what INPE is now monitoring?

Gilberto Camara: We are monitoring the expansion of sugarcane in Brazil, since we want to provide answers to the question whether biofuels promote deforestation and/or food insecurity. Thus, we are monitoring what are the areas of expansion of sugarcane farms and whether they are displacing other crops or causing direct and indirect deforestation. So far, we have seen that sugarcane is expanding at the expense of extensive cattle farming. Cattle raising in Brazil is very inefficient. We have 200 million heads of cattle using 200 million hectares, a very low productivity. The efficiency of cattle raising in Brazil is one of our major environmental problems.

Before and after picture of a region affected by deadly land slides
last month. INPE has partnered with Google Earth to develop applications.

mongabay: Given that Brazil is now recognized as a leader in deforestation monitoring, is INPE helping other countries develop similar tools?

Gilberto Camara: During COP-15 in Copenhagen, INPE signed an agreement with FAO to support other tropical countries in building their monitoring systems, with support from the UN-REDD program. We established a new Regional Center in Amazonia, which will support FAO and provide training and all support needed for the interested countries. Our agreement with FAO includes countries in Latin America and in the Congo Basin. INPE will transfer our TerraAmazon software, which is the system that supports PRODES and DETER, at no charge.

mongabay: Deforestation monitoring has traditionally been limited by cloud cover. Can you tell us how INDICAR may help extend your capabilities?

Gilberto Camara: I'm not completely familiar with the INDICAR system that is being established by IBAMA. We know the main limitation is the access to real-time radar images from the Japanese ALOS satellite. We are currently negotiating with the Japanese Space Agency (JAXA) to receive ALOS radar images in real-time in Brazil, but no final agreement has been reached.

mongabay: How will your soon-to-be launched satellite help research or monitoring efforts?

INPE's mapping of the Atlantic forest or Mata Atlantica ecosystem
Gilberto Camara: CBERS-3 combines four optical cameras: (a) a CCD camera with 20 meter resolution and 120 km swath; (b) a PANMUX camera with 5 meter resolution and 60 km swath; (c) a AWFI (Advanced Wide Field Imager) with 70 meter resolution and 860 kw swath; (d) an InfraRed camera with 40 meter resolution and 120 Km swath with bands on short-wave and thermal infrared. Thus CBERS-3 will combine the capability of making rapid assessments with the AWFI camera, detailed assessments with the CCD camera, and verifying these assessments using the PANMUX camera. This will allow us to improve significantly our DETER system and also to have a better assessment of its accuracy.

CBERS-3 is thus capable of providing full support to the MRV (monitoring, reporting and verification) requirements for REDD.

mongabay: Looking toward the future, what do you see as the biggest opportunity in earth monitoring? What is the biggest challenge to realizing this opportunity?

Gilberto Camara: Currently, operational systems such as PRODES and DETER are limited to providing information about land cover change. We need much more. We need information systems that give us information about land use and land function. Now that Brazil is succeeding in its commitments to reduce deforestation, we should focus on how we use our land. Efficient and sustainable production of food requires qualified information. When we consider the whole tropical belt, Africa and Latin America need to have good monitoring systems to increase their agricultural productivity while not endangering the environment.

Thus, the evolution of operational land cover change systems (PRODES and DETER) to operational land use monitoring systems in one of the major challenges in Earth Observation for the coming decade. This will require the use of multiple satellites, whose combined information should provide global medium-resolution data every 2 to 4 days. We have learned a lot from MODIS, whose data is changing remote sensing worldwide. We now know we need a LANDSAT-class image every day. Exploring multi-temporal data obtained by combining different medium-resolution satellites is the biggest challenge faced by the Land Observation community.



Source: WebSite www.mongabay.com

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Explosão Solar é Mistério para Ciência

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (27/02) no site “Folha.com” do “Jornal Folha de São Paulo” destacando que a explosão solar ainda é um mistério para a ciência.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Explosão Solar é Mistério para Ciência

SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
LUIZ GUSTAVO CRISTINO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
27/02/2011 - 13h50

Apesar das explosões solares registradas pela Nasa (agência espacial norte-americana) neste mês, tudo indica que o Sol anda mais preguiçoso do que o "normal".

As chamadas "tempestades solares", erupções na superfície do Sol que liberam alta carga de energia no espaço, costumam atingir seu pico a cada 11 anos.

Como o último ponto mais alto foi registrado em 2001, era esperado que o próximo ocorresse no ano que vem. "Mas isso está longe de acontecer", explica o físico solar Pierre Kaufmann, especialista em astrofísica solar.

De acordo com ele, a atividade do Sol está bastante retardada. E ainda: as explosões recentes tiveram baixa intensidade, depois de quatro anos de "repouso" solar.

Divulgação
Telescópio solar instalado no Complexo
Astronômico El Leoncito, en San Juan, Argentina
"Pelo andar da carruagem, pode ser que o auge do ciclo atual do Sol aconteça só em 2016", diz o cientista.

Outra possibilidade é que o ciclo solar se feche em 2012, mas com um pico menos intenso do que se imaginava.

Durante um ciclo solar, surgem manchas na superfície do Sol. "Em volta dessas manchas há gás quentíssimo e ionizado [gás em que os átomos estão dissociados]. Então, ocorrem as explosões súbitas", explica Kaufmann.

Esses fenômenos explosivos são na atmosfera da estrela, ou seja, saem da superfície para fora do Sol.

As explosões solares alteram principalmente sistemas de transmissão de energia e telecomunicações na Terra. Isso começou a ser percebido no começo do século 20, quando cientistas notaram queda no sistema de comunicação de submarinos.

AQUI NA TERRA

São dois efeitos. O primeiro ocorre cerca de cinco minutos após as explosões (tempo para a radiação viajar 150 milhões de km até a Terra). O segundo é uma ejeção lenta de massa coronal solar (parte externa da estrela), que pode levar de dois a quatro dias para chegar aqui.

"Algumas explosões solares enormes não têm impactos em correntes elétricas; outras, menores, têm. Estamos longe de entender esses impactos", diz Kaufmann.

Sabe-se também que a quantidade de raios cósmicos que atingem a Terra diminui com a atividade solar. Isso porque o aumento de plasma (gases "ionizados" expulsos pelo Sol) desvia esses raios da atmosfera terrestre.

Assim como os efeitos das explosões na Terra ainda não estão claros para os cientistas, o ciclo de 11 anos do Sol também é um mistério.

Kaufmann está acostumado a acompanhar a atividade do Sol. Ele coordena o Craam (Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica, da Universidade Presbiteriana Mackenzie) e é um dos principais nomes de um observatório instalado pela universidade nos andes argentinos.

O Complexo Astronômico El Leoncito ("o leãozinho", em referência aos pumas da região andina) tem um acervo instrumental financiado por agências brasileiras em parceria com o governo argentino. A atividade solar é um dos temas de estudos.


Fonte: Site Folha.com - 27/02/2011

O Mercadante, o PEB e o Futuro do Brasil

Olá leitor

O ministro Aloizio Mercadante foi entrevistado no programa "Canal Livre" da Rede Bandeirantes pelos jornalistas Joelmir Beting, Antônio Teles e Fernando Mitre.

O programa foi exibido dia 13/02 pela Rede Bandeirantes de Televisão e durante a sua exibição o ministro Mercadante apresentou os planos de sua gestão para melhorar o setor de Ciência e Tecnologia do país.

Entretanto, em pouco mais de 57 minutos de programa, infelizmente o ministro não citou, nem se quer por um breve momento o “Programa Espacial Brasileiro”. (Veja na integra o programa abaixo).

Programa “Canal Livre” - Rede Bandeirantes - 13/02/2011

Amanhã, dia 28/02, o ministro Mercadante estará desembarcando pela segunda vez esse ano (na primeira em 10/01 o ministro visitou o INPE e o Parque Tecnológico de São José dos Campos) para ministrar a “Aula Magna” do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), para inaugurar o “Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação do DCTA/IAE” (importante laboratório para o PEB) e para se reunir com os militares do DCTA.

Consideramos essa reunião no DCTA crucial e histórica, devido aos compromissos que serão assumidos pelo ministro junto aos militares, já que a depender do que for assumido e cumprido nos próximos anos, poderá significar o sucesso ou não do programa espacial do país.

Diversos assuntos deverão ser abordados, mas acreditamos que os principais sejam a insatisfação do “Comando da Aeronáutica” com essa mal engenhada empresa ACS, o apoio incondicional do governo aos programas de veículos lançadores de satélites e de sondagens brasileiros em curso no DCTA/IAE, a reposição em caráter de urgência de servidores, o investimento em infra-estrutura e tecnologias críticas, o corte do orçamento anunciado, dentre outros.

Com sua visita ao DCTA o ministro Aloizio Mercadante fecha os compromissos com o setor espacial, já que em janeiro o mesmo esteve no INPE e no Parque Tecnológico de São José dos Campos, fazendo promessas e assumindo compromissos em diversas áreas.

Caberá agora ao ministro meter a mão na massa e mostrar a comunidade espacial do país que sua gestão será baseada em atitude e que a "era" dos ministros Menestréis ficou para trás. Tens sua oportunidade ministro, saiba aproveitar.

Duda Falcão

NTA Envia Convite Oficial para Entrega da Comenda

Olá leitor!

Você que acompanha diariamente o blog “BRAZILIAN SPACE” sabe que fomos agraciados ano passado com a “Comenda Científica Dr. Samuel Cunha Filho” pelo “Núcleo Tecnológico de Agreste (NTA)" pelo nosso trabalho na área de divulgação das atividades espaciais e de suas ciências correlatas no Brasil (veja a nota "BRAZILIAN SPACE é Agraciado com Comenda Científica").

Recebemos agora a pouco do NTA, através do seu coordenador, o professor Marcos Luna, o convite oficial para o evento de entrega dessa comenda que se realizará no "Centro de Artesenato de Pernambuco", em Bezerros (PE), no dia 27/04, quando então estaremos recebendo a comenda das mãos da Dra. Rosaly Lopes, cientista brasileira do “Jet Propulsion Laboratory” da NASA.

Abaixo segue o convite:

(Clique em cima da foto para aumentar)

Duda Falcão

O Espaçomodelismo na Cidade de Maravilha (SC)

Olá leitor!

Traga agora para você mais uma iniciativa na área de "Espaçomodelismo" no Brasil. Trata-se das atividades do jovem (creio que seja jovem) “Gustavo L. Zanotto” da cidade de “Maravilha”, localizada no Oeste do belo estado de Santa Catarina.

Abaixo segue o vídeo do teste estático de um motor-foguete “Classe L" movido a combustível sólido que foi desenvolvido (creio que em novembro de 2008) para ser utilizado por um foguete chamado DELTA – X.


Infelizmente não tenho maiores informações sobre esse realizador, nem sobre o seu trabalho, mas me coloco a inteira disposição para divulgar suas atividades e de outros "Espaçomodelistas Brasileiros". Bastando para isso que quem tiver interesse entre em contato com o blog "BRAZILIAN SPACE" pelo e-mail: brazilianspace@gmail.com.

Duda Falcão

Sistemas de Controle, CCDs e Etc.

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (27/02) no blog “Panorama Espacial” do jornalista André Mikeski, onde o mesmo faz um interessante analise sobre os sistemas inerciais de controle e os detectores CCD (Charge-Coupled device / dispositivo de carga acoplada), sistema e dispositivo necessários para foguetes e satélites.

Duda Falcão

Sistemas de Controle, CCDs e Etc.

André M. Mileski
27/02/2011

Em 28 de fevereiro, será inaugurado no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação, construído com recursos da FINEP para apoiar atividades de desenvolvimento de sistemas de navegação e controle de satélites e veículos lançadores.

Na última sexta-feira (25), uma reportagem ("Laboratório reduz gargalo espacial") de Virgínia Silveira com informações detalhadas sobre as finalidades do laboratório e projetos do Brasil no campo de sistemas de controle aeroespacial foi publicada no jornal "Valor Econômico".

Sistemas inerciais e de controle, aliás, sempre foram o calcanhar de aquiles de muitos projetos espaciais, particularmente em veículos lançadores. Por ser um item de uso dual (tanto para lançadores espaciais como mísseis balísticos), sua comercialização é muito controlada. Em julho de 2008, publicamos um pequeno artigo no blog sobre a história do desenvolvimento local e posterior compra de sistemas inerciais russos para o VLS (veja em "Sistemas Inerciais: o calcanhar-de-aquiles do VLS").

Além de sistemas de controle, existem vários itens sensíveis para o desenvolvimento autônomo de tecnologia espacial. Um exemplo crítico são os detectores CCD (Charge-Coupled device / dispositivo de carga acoplada) para câmeras óticas espaciais, que não são fabricados localmente e precisam ser importados. Para câmeras de resolução mais apurada (a partir de 5 metros), a aquisição no exterior é ainda mais difícil. Os EUA, por exemplo, costumam restringir a venda em razão de sua legislação interna (ITAR).

Alguns movimentos de consolidação entre as empresas fornecedoras de CCDs têm tornado mais difícil a compra desses componentes. A companhia inglesa E2V adquiriu várias fabricantes na Europa, como a unidade da Atmel em Grenoble, na França, em 2006, fornecedora, aliás, dos CCDs das câmeras MUX e WFI dos CBERS 3 e 4. Mais recentemente, em janeiro deste ano, o grupo britânico BAE Systems adquiriu o controle da Fairchild Imaging, fabricante norte-americana de CCDs e de outros componentes óticos.

Há algumas alternativas para as dificuldades em compra de itens críticos. Uma delas é o chamado "up-screening" que, grosso modo, consiste em utilizar técnicas de seleção de componentes eletrônicos para aproveitar componentes de uma categoria inferior, disponíveis comercialmente, por exemplo, em uma aplicação que demandaria outras de categoria superior.

Os exemplos dos sistemas inerciais e dos CCDs mostram que, se o objetivo é buscar independência e autonomia (caso do Programa Espacial Brasileiro), não basta apenas pensar nas plataformas (lançadores e satélites), mas também nos subsistemas e componentes críticos.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: O companheiro Mileski esta corretíssimo com a sua análise. Ter alcançando o desenvolvimento da plataforma inercial no Brasil é realmente um grande avanço e a criação de um laboratório especializado nesse tema uma grande vitória, como também a proximidade da conquista do desenvolvimento do “Subsistema para Controle de Atitude e Gerenciamento de Dados (ACDH)", tecnologia que está sendo adquirida junto a INVAP argentina. Entretanto, os CCDs e outros subsistemas e componentes críticos precisam rapidamente está à disposição do Brasil sem restrições e, portanto o governo precisa investir em seus desenvolvimentos no Brasil, isso é verdadeiramente estratégico e já deveria ter sido feito há muito tempo.

Ministro da C&T Visita o DCTA Nesta Segunda (28/02)

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (27/02) pelo site do jornal “O VALE” destacando que como já anunciado pelo blog o ministro Aloizio Mercadante visitará o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) nesta segunda-feira (28/02).

Duda Falcão

Região

Ministro da C&T Visita o ITA Nesta Segunda

São José dos Campos
27 de fevereiro de 2011 - 06:06

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, visita nesta segunda-feira o DCTA.

Mercadante vai proferir palestra da aula inaugural do ano letivo do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, também participara da solenidade, segundo o ITA.

Após o evento, o ministro irá visitar o campus do DCTA e manterá encontro reservado com a direção da instituição.

Na pauta, o corte de verba imposto pelo governo federal para todos os ministérios. O contingenciamento de verba do Ministério da Ciência e Tecnologia é de cerca de R$1,7 bilhão de um orçamento previsto de R$ 7 bilhões.

A preocupação dos militares é com a possibilidade de redução de recursos para o Programa Espacial, especialmente para o projeto do VLS-1.

A maior parte dos recursos é proveniente da pasta do ministro Mercadante, por meio da Agência Espacial.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 27/02/2011

Comentário: Pois é leitor, como já havíamos anunciado, o ministro Aloizio Mercadante irá ao DCTA, onde ministrará “Aula Magna” no Instituto de Aeronáutica e Espaço (ITA) e inaugurará o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação, que acreditamos que esteja localizado nas instalações do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Além disso, deverá se reunir com os militares para discutir a situação dos programas em andamento no DCTA. Muito provavelmente, como é de seu costume, deverá encher os militares de esperanças com suas promessas, como diversos ministros fizeram durante todos esses anos. Esperamos e torcemos que dessa vez não fique nas promessas, e que o PEB não tenha de passar por mais uma decepção como tem ocorrido em sua história com diversos menestréis de Brasília. Terás a oportunidade de provar senhor Mercadante a comunidade do setor espacial e ao povo brasileiro que seu instrumento de trabalho é a atitude e não o banjo.

Aeronáutica Negocia Reposição de Pessoal no DCTA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (27/02) pelo site do jornal “O VALE” destacando que sob risco a Aeronáutica negocia com o Ministério da Defesa a reposição de pessoal para o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP).

Duda Falcão

Região

Sob risco, Aeronáutica Negocia
Reposição de Pessoal no DCTA

Nos próximos cinco anos, unidade vai precisar
repor de 1.400 a 1.500 funcionários, avalia
comando da instituição em S. José

Chico Pereira
São José dos Campos
27 de fevereiro de 2011 - 06:03

Flávio Pereira

O Comando da Aeronáutica negocia com o Ministério da Defesa a reposição de pessoal para o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), de São José dos Campos.

Nos próximos cinco anos, o DCTA precisará repor de 1.400 a 1.500 funcionários, segundo revelou a O VALE o diretor da instituição, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Ailton dos Santos Pohlmann.

A defasagem de pessoal, sobretudo de especialistas, pode comprometer os projetos e pesquisas desenvolvidas no campus do DCTA.

Conhecimento - O principal impacto para o país, caso não aconteça reposição rápida dos profissionais do DCTA, seria a perda do conhecimento adquirido ao longo das últimas quatro décadas.

Por isso, a reposição de servidores é considerada fundamental para o instituto, um dos responsáveis pelo Programa Nacional de Atividades Espaciais.

Um dos principais projetos em andamento é o desenvolvimento do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites), previsto para voar com carga útil entre 2014 e 2015.

Envelhecimento - Há 10 dias, em visita a São José dos Campos, o comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do Ar, Juniti Saito, afirmou que existem propostas para a recomposição de pessoal do DCTA.

“Temos projeto para recompor a força de trabalho do DCTA. A força está envelhecendo e nós precisamos recompor o quadro de pessoal. Esse projeto está no Ministério da Defesa e caminha para a Casa Civil”, relatou o comandante Saito.

Fases - Segundo o brigadeiro, a contratação de novos servidores seria em várias fases.

“Vamos fazer um cronograma de contratação para suprir essa necessidade”, frisou.

“Nos próximos cinco anos, precisamos repor pessoal nos nossos institutos, principalmente no IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) e no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), porque a idade média dos servidores é de cerca de 55 anos e muitos já estão próximos da aposentadoria”, afirmou o diretor do DCTA, brigadeiro Pohlmann.

No ano passado, o instituto obteve autorização do governo federal para contratar, por meio de concurso, 93 servidores, segundo o brigadeiro.

O DCTA possui em torno de 4.000 servidores, entre civis (maioria) e militares.

Em 2009, havia 245 funcionários em condições de se aposentar e pelo menos 500 próximos da aposentadoria.

Nos últimos 15 anos, foram abertos apenas quatro concursos para a área de pessoal.

Preocupação - A maior preocupação dos militares é com a possibilidade de que o plano de recomposição da força de trabalho seja afetado pelo corte de verbas imposto pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

O Ministério da Defesa prevê que terá um corte orçamentário de R$ 4,024 bilhões, o que corresponde a uma redução de 26,5% em relação ao valor total de R$ 15,165 bilhões previsto para a pasta na LOA (Lei Orçamentária Anual), de 2011.

Na Aeronáutica, o contigenciamento de recursos financeiros será superior a R$ 1 bilhão.

Prioridade - Para o presidente do Sindicato dos Servidores Federais na Área de Ciência e Tecnologia, Fernando Morais, a questão é saber se o governo federal prioriza o setor.

“Se o governo considera o setor de ciência e tecnologia importante, deve autorizar a reposição de pessoal”, afirmou o dirigente.

Mesma opinião tem Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da UFJF.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 27/02/2011

Comentário: Veja você leitor a que ponto nos chegamos. Durante vários governos subseqüentes o "Programa Espacial" do país foi boicotado a ponto de agora correr o risco de parar e de se perder o conhecimento adquirido. É o cúmulo do absurdo o que está acontecendo com o DCTA e só facilita as coisas para as forças retrogradas e contras o desenvolvimento do setor espacial brasileiro. Mas fazer o que? Dizem os otimistas que as coisas irão mudar, porém não acreditamos, pois é uma questão de cultura e em nossa modesta opinião o governo não dá indício algum de ter mudado essa mentalidade. 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Site Brasileiro Vai ao Espaço em Satélite da NASA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (23/02/2011) no site “Inovação Tecnológica” destacando que site brasileiro vai ao espaço em satélite da NASA.

Duda Falcão

Espaço

Site Brasileiro Vai ao Espaço
em Satélite da NASA

Redação do Site Inovação Tecnológica
23/02/2011

Esta é a primeira vez que um site brasileiro participa do
programa de divulgação científica da NASA.[Imagem: NASA]

Site Brasileiro no Espaço

Quando o satélite espacial Glória (Glory) subir ao espaço nesta semana, ele estará levando consigo uma pastilha de silício onde está gravado o nome do Site Inovação Tecnológica - www.inovacaotecnologica.com.br.

A iniciativa é parte do programa de divulgação científica da NASA, cujo principal objetivo é engajar estudantes e o público em geral nas missões espaciais, fomentando o interesse pelos aspectos científicos das missões e despertando o interesse pela ciência em geral.

É a primeira vez que um site brasileiro participa do programa.

A inscrição brasileira foi submetida assim que o satélite Glória foi incluído no programa de divulgação científica, em Setembro de 2008, tendo sido aceita em 04 de Dezembro de 2009.

O Site Inovação Tecnológica é o maior site de divulgação científica em língua portuguesa, no ar há quase 12 anos e reconhecido por meio de links de centenas de instituições de ensino do Brasil e do exterior, incluindo todas as principais universidades brasileiras.

O material divulgado pelo Site Inovação Tecnológica já foi tema de oito vestibulares e está presente em 54 livros didáticos editados para uso nas escolas brasileiras neste ano de 2011 - foram mais de duas centenas de livros didáticos desde que o site entrou no ar.

O satélite Glória vai se juntar a uma frota de
satélites de monitoramento ambiental,
chamada A-Train, formada por sete
satélites, cada um dos quais voltado a
um aspecto específico da climatologia.
[Imagem: NASA]
Satélite Glória

A principal missão do satélite Glória é estudar o sistema climático da Terra, desvendado o papel representado pelos aerossóis presentes na atmosfera e mensurando a influência da radiação solar sobre o clima.

O satélite possui dois instrumentos científicos principais.

O primeiro é um detector de aerossóis, chamado APS (Aerosol Polarimetry Sensor), que irá detectar informações sobre essas micropartículas, incluindo formato, composição e capacidade de reflexão da luz.

O segundo instrumento é um medidor da luz solar, chamado TIM (Total Irradiance Monitor), que irá monitorar as variações na atividade solar detectando a quantidade de energia que chega à camada superior da atmosfera da Terra.

O satélite Glória vai se juntar a uma frota de satélites de monitoramento ambiental, chamada A-Train, formada por sete satélites, cada um dos quais voltado a um aspecto específico da climatologia.

A duração prevista da missão científica do satélite Glória é de 30 anos.


Fonte: Site Inovação Tecnológica

Comentário: Gostaria de agradecer de público ao professor Marcos Luna do Núcleo Tecnológico do Agreste (NTA) pelo envio desta notícia.

DCTA é Alvo de Denúncia Trabalhista

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (24/02) pelo site do jornal “O VALE” destacando que o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do "Comando da Aeronáutica (COMAER)" é alvo de denúncia trabalhista.

Duda Falcão

Região

DCTA é Alvo de Denúncia Trabalhista

Sindicato reclama de demora em aposentadoria

São José dos Campos
26 de fevereiro de 2011 - 06:05

Pelo menos 300 servidores do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), de São José dos Campos, aguardam a liberação de documentação para a aposentadoria.

A informação é do Sindicato dos Servidores Federais da área de Ciência e Tecnologia do Vale do Paraíba, que acusa a instituição de “segurar” a liberação de informações para funcionários que trabalham em regime especial ou em situações de insalubridade e periculosidade.

A entidade analisa ingressar na Justiça Federal para obrigar o DCTA a fornecer as informações requeridas pelo grupo de servidores.

O presidente do SindCT, Fernando Morais, afirmou que o DCTA “não cumpre as normas trabalhistas, quando a questão é relacionada ao funcionalismo civil”.

Ele ressaltou que há servidores que aguardam há pelo menos sete anos pela liberação de laudos e certidões de contagem de tempo de serviços para fins de aposentadoria.

“Muitos já poderiam estar aposentados, mas o DCTA está segurando esse pessoal”, afirmou o dirigente sindical.

Morais relatou que o correto seria a instituição fornecer os documentos em prazo máximo de 30 dias, conforme prevê a regra trabalhista.

Ações - O advogado do SindCt, José Roberto Sodero Victório, analisa também, além da ação judicial, representar administrativamente contra a direção do DCTA no Ministério da Defesa, com o mesmo objetivo.

Outra medida em estudo é representar ao Ministério Público Federal para que o MP ingresse em juízo com uma ação civil pública.

“Criamos no sindicato o Núcleo de Saúde Ocupacional do Servidor para tratar dessas e de outras questões”, afirmou.

Pessoal - Para Morais, um dos motivos de o DCTA proceder dessa forma seria para evitar um “esvaziamento de pessoal na instituição”.

“Se o DCTA liberar a documentação para os servidores que em regime especial, 50% da força de trabalho se aposentaria”, afirmou o dirigente.

Outro lado. Procurado, o DCTA não comentou o assunto.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 26/02/2011

Comentário: Esse senhor Fernando Morais não é mole. Entretanto, o mesmo esta certo em defender os interesses dos servidores civis do DCTA, como também o DCTA tem suas razões por proceder dessa forma se a mesma for o “esvaziamento de pessoal na instituição”. A culpa dessa confusão toda é da m... de governo que nós temos nesse país. Desde a década de 90 que o DCTA e esse mesmo sindicato vêm defendendo junto ao governo a extrema necessidade de contratar e de renovar o quadro de servidores civis do DCTA e do INPE. O próprio senhor Fernando Morais tem sido nos últimos anos uma das vozes mais atuantes neste sentido e, no entanto, a coisa continua como antes no quartel de Abrantes. Nesta segunda-feira o ministro Aloizio Mercadante desembarca uma vez mais em São José dos Campos (já esteve esse ano no INPE e até onde sabemos irá ao ITA e ao IAE dessa vez) onde irá ministrar “Aula Magna” no ITA e inaugurar um novo laboratório que é muito importante para o PEB. Certamente como lhe é de costume, o ministro deverá fazer diversas promessas que se esperam que sejam cumpridas, para que o mesmo não venha ser conhecido na região como mais um menestrel de Brasília.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Especialistas se Reunem para Discutir Obs. da Terra

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (25/02) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que mais de 50 especialistas do mundo todo discutirão em Campos do Jordão de 28/02 a 03/03 compartilhamento de dados de “Observação da Terra”.

Duda Falcão

Especialistas do Mundo Todo
Discutem Compartilhamento de Dados
de Observação da Terra

25/02/2011

Reunião do Grupo de Observação da Terra (GEO, na sigla em inglês) traz a Campos do Jordão, de 28 de fevereiro a 3 de março, mais de 50 especialistas de vários países que se dedicam ao aperfeiçoamento de um sistema para distribuição global de dados ambientais. O Brasil, através do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), integra o Comitê Executivo do GEO, organismo intergovernamental que reúne 85 países, a Comissão Européia e mais 61 organizações do mundo todo.

Participam representantes do Itamaraty, da Agência Espacial Européia (ESA), da Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina (CONAE), entre outras organizações. Entre os países participantes, destacam-se Brasil, Estados Unidos, Espanha, França, China, Japão, Áustria, Holanda, África do Sul e Alemanha.

O INPE atualmente exerce a copresidência de dois dos quatro comitês do GEO – um para arquitetura de sistemas de informações (Architecture and Data Committee - ADC) e outro para a capacitação no uso dos dados de observação de Terra (Capacity Building Commiteee – CBC). Os outros dois comitês do GEO são nas áreas de ciência e tecnologia (STC) e de interface com os usuários (UIC).

“Os comitês se reúnem de duas a três vezes por ano, em diferentes países. Desta vez teremos uma reunião conjunta dos comitês ADC e CBC para avaliação das atividades do triênio 2009-2011 e início da elaboração do plano de trabalho para o período 2012-2014”, informa Hilcéa Ferreira, da Assessoria de Cooperação Internacional do INPE e copresidente do CBC do GEO.

Uma das principais iniciativas do GEO é o desenvolvimento do Global Earth Observation System of Systems (GEOSS), um “sistema de sistemas” para ampliar a capacidade de monitoramento ambiental do planeta ao mesmo tempo em que facilita o acesso aos dados. O objetivo é conectar os produtores de dados ambientais aos usuários finais desses produtos, otimizando seu uso por meio de uma infraestrutura pública global e de acesso gratuito às informações.

Integradas, as informações dos diversos sistemas de monitoramento de tendências globais devem servir ao acompanhamento de níveis de carbono, mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desmatamento, recursos hídricos, temperaturas do oceano e outros indicadores.

“O GEO atua no compartilhamento de dados para o desenvolvimento sustentável e no treinamento e infraestrutura para o melhor uso das informações disponíveis para monitoramento do planeta. E o Brasil tem muito a contribuir nestas áreas, pois estabeleceu uma política aberta e gratuita para todos os dados dos seus satélites de observação da Terra”, explica Hilcéa Ferreira. Ela lembra que o INPE, além de disponibilizar dados, atua na construção da capacidade para recebê-los, interpretá-los, utilizá-los e levá-los com facilidade ao usuário final.

Mais informações podem ser obtidas no site do evento: http://www.dpi.inpe.br/ADC&CBC_Meeting/



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)