SC Quer Politica Estratégica de Desenvolvimento para o PEB
Olá leitor!
Segue abaixo o editorial publicado no “Jornal do SindCT” de setembro de 2011, editado pelo “Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de C&T (SindCT)” destacando que a sociedade científica do país quer que o Programa Espacial seja estruturado como Política Estratégica de Desenvolvimento.
Duda Falcão
Editorial
INPE, DCTA, PROGRAMA ESPACIAL: O Brasil espera da gente
A Sociedade Científica Quer que
o Programa Espacial Brasileiro
Seja Estruturado como Política
Estratégica de Desenvolvimento
Metas bem definidas, modernas ferramentas de gestão, aporte de recursos financeiros, carreiras atrativas e salários que atraiam e observem os melhores talentos na atividade de C&T espacial são necessidades imediatas. Os resultados da campanha salarial são causa de forte clamor entre os servidores das instituições de C&T. Em verdade, não há o que celebrar. Quando buscávamos o reconhecimento da &T como carreira estratégica, o governo ficou devendo até mesmo a mínima reposição das perdas inflacionárias.
Perde o povo brasileiro, e vem perdendo por longo tempo. Já em 1918 Santos Dumont alertou para ma realidade: os EUA fabricavam ostensivamente aviões, num momento em que o congresso americano ordenava a construção de 22.000 aeronaves.
O centro de desenvolvimento aeronáutico que ele antevia somente veio a se concretizar 30 anos depois! Amargamos enorme atraso tecnológico: enquanto os EUA pisavam a lua, nós lançávamos o Bandeirante, projeto PD-6504, que deu origem à Embraer. Sob a alegação de “Tecnologia sensível”, enfrentamos embargos dos países fornecedores de sensores e tecnologias embarcadas em nossos artefatos. Para vender os nossos visões temos que pedir autorização dos fornecedores destes artigos.
Vagões de ferros X chips O Brasil segue sendo fornecedor de commodities, de produtos primários, sem valor agregado, de baixa remuneração, fazendo o trabalho sujo. Trocamos toneladas de minério de erro por um chip, enquanto um quilo da aeronave Embraer 195 custa 7000 vezes o do mesmo minério; já pagamos por um foguete estrangeiro o lançamento de um satélite ao custo de US$ 450 mil por quilo.
Os países detentores de tecnologia espacial de observação enxergam em nossa terra o que nós nem sonhamos! Queremos como eles as ferramentas modernas que facilitam a vida do agricultor, ajudam a prever e alertar acidentes naturais, facilitam as comunicações, tornam mais segura a nossa aviação, ajudam a vigiar e proteger as nossas fronteiras entre outros benefícios.
Uma questão de soberania Acorda sociedade, acorda governo brasileiro, nossa soberania clama! A sociedade científica quer que o programa espacial brasileiro seja estruturado como política estratégica de desenvolvimento, com metas bem definidas, modernas ferramentas de gestão, aporte de recursos fi nanceiros, carreiras atrativas e salários que atraiam e conservem os melhores talentos na atividade de C&T espacial.
Há muito que mudar, a começar por decisão e vontade de fazer; o governo precisa decidir se quer mesmo desenvolver tecnologia espacial.
Fonte: Jornal do SindCT - Setembro de 2011.
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