terça-feira, 30 de novembro de 2010

II Simpósio Jato Propulsão da UFMG

Olá leitor!

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizará dia 09/12 das 08:30 as 14:00 horas no Auditório da Escola de Engenharia da universidade, o “II Simpósio Jato Propulsão - Foguetes a Propelentes Líquidos ” com a participação de profissionais do IAE, INOTECH, UnB, e da própria UFMG.

Com a crescente competição no mercado internacional pelo acesso ao espaço, as atividades de projeto, desenvolvimento e construção de foguetes e seus motores ganham importância decisiva no contexto do desenvolvimento do país. A engenharia brasileira avança nesse campo, promovendo o trabalho colaborativo, implantando centros de desenvolvimento e criando opções para atrair talentos para o setor. O “II Simpósio Jato Propulsão - Foguetes a Propelentes Líquidos” promove um encontro com os especialistas do ramo e analisa as conquistas dos laboratórios de pesquisa, das empresas de engenharia e das universidades.

Abaixo segue o cartaz e a programação do evento.

Duda Falcão

Cartaz do Evento

Programação do Evento (click para aumentar)


Fonte: Organização do Evento - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Servidor da AEB Ministra Palestra no Evento Expoidea

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que um servidor da agência ministrou dia 27/11 a palestra “O Brasil e o Espaço” na Expoidea em Recife (PE).

Duda Falcão

Servidor da AEB Ministra Palestra
no Evento Expoidea

CCS/AEB
30-11-2010

“O Brasil e o espaço” foi tema de palestra ministrada, no sábado (27), pelo servidor da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Eduardo Quintanilha, na Expoidea, em Recife (PE). Durante a palestra, Eduardo abordou tópicos como a História do espaço e do Programa Espacial Brasileiro, satélites e foguetes.

Eduardo começou a palestra explicando que o Brasil só foi descoberto porque os portugueses seguiram as constelações para chegarem à América do Sul. “Desde o início estamos ligados ao espaço”, afirmou o palestrante. “Em 1957, a Rússia enviou o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika. Foram os Estados Unidos que enviaram o primeiro homem, Yuri Gagarin, à Lua, em 1961”, contou Eduardo. Segundo ele, na década de 1960 foram criados os primeiros satélites com cargas úteis para a comunicação e a meteorologia e a popularização dos satélites se deu nos anos 1990. “Atualmente, estamos na fase de microminiaturalização de satélites”, completou o palestrante. “Eu vim à palestra porque o tema me interessa. Valeu à pena”, afirmou Frederico Alburquerque, professor de Química.

O segundo tópico da palestra foi o Programa Espacial Brasileiro. “A principal característica de nosso programa espacial é que ele é civil e voltado para a sociedade”, disse Eduardo. Ele explicou que o país tem dois centros de lançamento – um em Alcântara (MA) e um em Natal (RN)-, e desenvolve foguetes e satélites. “Uma das utilidades dos satélites é o sensoriamento remoto que, entre outras coisas, ajuda na previsão dos desastres ambientais”, explicou Eduardo.

A platéia da palestra foi composta principalmente por professores e alunos de Pernambuco. “Gostei muito da palestra. A parte mais interessante, para mim, foi a explicação de como o Programa Espacial Brasileiro está se desenvolvendo”, disse a professora de Geografia Lidiane Montenegro. “A palestra foi abrangente e explicativa”, completou Vera Lúcia Arcanjo, também professora.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Na realidade leitor, Yuri Gagarin foi o primeiro homem no espaço e ele era russo. O primeiro homem a pisar no solo lunar foi o americano Neil Armstrong e isso ocorreu em 1969 e não em 1961 como propagou o servidor da AEB. Como você mesmo pode notar leitor, estamos muito bem representados na Agência Espacial Brasileira. (Ops: Eles já modificaram a informação no texto do site da AEB, porque será leitor?)

Câmara Lança Hoje Estudo Sobre o PEB

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (30/11) no site da “Agência Câmara” destacando que o Conselho de Altos Estudos da Câmara irá lançar hoje, às 15h30, o 7º Caderno de Altos Estudos intitulado "A Política Espacial Brasileira".

Duda Falcão

Câmara Lança Estudo Sobre a
Política Espacial Brasileira

Estudo afirma que, hoje, o Brasil é classificado
como um dos competidores menos atuantes no
cenário internacional devido à carência de
investimentos e falta de formação de especialistas

Da Redação / WS
30/11/2010 09:10
Agência Espacial Brasileira
O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara lança hoje, às 15h30, no Salão Nobre, a publicação “A Política Espacial Brasileira”, fruto de sugestão do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). A partir do estudo – que incorpora o resultado de conferências e reuniões com autoridades e especialistas do setor –, o deputado apresentou o Projeto de Lei 7526/10, que institui incentivos para as indústrias espaciais, e recomendações ao Poder Executivo, por meio da Indicação 6480/10.

A publicação, 7º volume da série Cadernos de Altos Estudos, aponta que, embora o Brasil seja um dos pioneiros na área espacial, hoje não dispõe de recursos adequados para o desenvolvimento do setor. O deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), integrante do conselho, lembra que, apenas quatro anos após o lançamento do satélite Sputinik I pelos russos, considerado marco zero para a atividade, o Brasil instituiu um grupo para "ingressar nesse seleto clube".

Orçamento

No entanto, para o período de 2005 a 2014, os investimentos previstos no Plano Nacional de Atividades Espaciais foi de R$ 3,12 bilhões. Ainda assim, apenas R$ 1,06 bilhão foram autorizados no Plano Plurianual de Investimentos (PPA). E os recursos efetivamente gastos até dezembro do ano passado somam somente R$ 502,36 milhões.

Para se ter uma idéia, somente em 2008, apenas em atividades civis, a China investiu 1,3 bilhão de dólares (cerca de R$ 2,25 bilhões), conforme o estudo. O valor é praticamente o mesmo aplicado pela Rússia no mesmo ano, de 1,31 bilhão de dólares. Maior potência em tecnologia espacial no mundo, os Estados Unidos destinaram 18,9 bilhões de dólares (R$ 32,68 bilhões) à NASA naquele ano.

Devido à carência de investimentos e problemas como falta de formação de especialistas e carência de planejamento, o Brasil hoje é classificado como um dos competidores menos atuantes no cenário internacional, prossegue o estudo.

Proposta

No PL 7526/10, Rollemberg concede uma série de benefícios fiscais para as indústrias espaciais. A proposta assegura, por exemplo, redução de 100% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na comercialização de bens, produtos e serviços do setor. Suspende também a cobrança de PIS/Pasep e Confis, inclusive para importação e exportação.

Os mesmos benefícios aplicam-se à venda ou à importação de soluções de informática destinadas à área espacial. Segundo Rollemberg, "o total previsto de desoneração dará um novo impulso ao setor industrial espacial, que hoje vive praticamente das contratações da União".

Como contrapartida, as empresas beneficiadas deverão investir, anualmente pelo menos 5% de seu faturamento bruto anual em pesquisa e desenvolvimento realizados no País. O autor do projeto ressalta que o orçamento público, além de escasso, vai majoritariamente para institutos executores do programa, "restando pouquíssimos incentivos à indústria".

Ainda conforme o projeto, nas compras por órgãos e entidades da administração pública e nos financiamentos por entidades oficiais de crédito, as empresas brasileiras do setor espacial e os bens considerados de fabricação nacional terão prioridade. A proposta também prevê a criação de linhas de crédito especiais para pesquisa e desenvolvimento tecnológico da área.

Outra fonte de recursos destinados ao setor prevista na medida é a transferência de 15%, no mínimo, da arrecadação com a contribuição de intervenção no domínio econômico (Cide) para o Fundo Setorial - CT Espacial. O estudo do conselho mostra que hoje o fundo é insignificante, pois contribui com menos de 1% dos recursos destinados ao programa espacial, cerca de R$ 9,6 milhões entre 2000 e 2009.

Indicação

Já por meio da Indicação 6480/10, Rollemberg sugere ao Executivo, entre outras medidas, a substituição do Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira pelo Conselho Superior de Política Espacial, vinculado diretamente à Presidência da República. Na opinião do parlamentar, a Agência Espacial Brasileira também deve ser reformulada, com quadro próprio de servidores e autonomia orçamentária.

Íntegra da proposta:


Fonte: Site da Agência Câmara

Comentário: Esse estudo do Conselho de Altos Estudos da Câmara Federal que foi coordenado pelo atual deputado e recentemente eleito senador, Rodrigo Rollemberg (o maior defensor do PEB no Congresso Nacional em toda sua história), não resta dúvida que é um documento importante para o estabelecimento de uma política espacial eficiente no país. No entanto, a sua existência não é uma garantia de que suas recomendações e sugestões serão a partir de hoje implementadas pelo governo. Mesmo sendo o deputado do PSB (um dos partidos da base governista no Congresso) existe ainda uma forte resistência da classe política, do próprio governo e da burrocracia administrativa que atrapalham e muito qualquer ação neste sentido. Além disso, a administração pública brasileira (com raríssimas exceções) é conhecida como abaixo da crítica, péssima, da pior qualidade, viciada e somente interessada em resolver interesses que nem sempre são os interesses da nação. Vale lembrar que essas recomendações e sugestões agora incluídas neste documento do Conselho de Altos Estudos, já são conhecidas pela classe científica, pela imprensa especializada e pelos amantes do tema há pelo menos uns 20 anos. A realidade é que se passaram oito anos desde que o atual presidente assumiu e apesar desse conhecimento de todos expressados em diversas ocasiões através de eventos (workshops, congressos, reuniões, etc...) em muitos casos organizados pelo próprio governo, nada de concreto foi feito para mudar esse quadro de barco sem rumo do Programa Espacial Brasileiro. Portanto, até que me provem do contrário, existe uma grande probabilidade de que esse documento venha acabar em alguma gaveta esquecida da péssima administração pública brasileira.

CLA Recebe Visita da Czech Space Alliance

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (30/11) no site da Força Aérea Brasileira (FAB) destacando que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu dia 23/11 a visita da comitiva da Czech Alliance Space (Agência Espacial da República Tcheca).

Duda Falcão

CLA Recebe Visita da Czech Space Alliance

CLA
30/11/2010 - 09h27

O Centro de Lançamento de Alcântara recebeu, no dia 23 de novembro de 2010, a comitiva da Czech Alliance Space, agência espacial da República Tcheca, como parte de um ciclo de visitas à AEB, CLA, INPE, IFI e DCTA, previstas na Jornada das Tecnologias Tcheco-Brasileiras firmada entre os dois países.

Durante a visita, foram apresentadas, pelo Coronel-Aviador Ricardo Rodrigues Rangel, Diretor do CLA, as missões, projetos e a importância do Centro de Lançamento de Alcântara para o Programa Espacial Brasileiro. Ainda, foram apresentadas, pelo Sr. Petr Bares, da Czech Alliance Space, informações sobre orçamento, tecnologias aplicadas em projetos da agência espacial tcheca e suas atuais parcerias internacionais.

Após a reunião, a comitiva conheceu as novas instalações da Sala de Controle, a Torre Móvel de Integração para lançamento de veículos espaciais, as estações de meteorologia, radar e telemedidas e finalizou a visita com vôo panorâmico sobre o complexo do CLA e sobre a área destinada à implantação de novos sítios de lançamento.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB)

Comentário: Hummm, muito interessante esta notícia. O que será que a AEB está articulando com a Czech Alliance Space? Será que os tchecos tem algo de valor a oferecer para o Brasil? Ou estão tentando uma parceria para o uso de Alcântara para lançamentos? Não sabemos, não há informações ainda sobre essa tal de “Jornada das Tecnologias Tcheco-Brasileiras”. Porém, o blog irá atrás dessas informações.

Ten. Reinaldo Coelho do IEAv Fala do 14-X na VII SNCT

Olá leitor!

Durante a realização da “VII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (VII SNCT)” em Brasília, o programa “Encontros” da TV Senado entrevistou o Tenente Reinaldo Flores Coelho do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCTA) do Comando da Aeronáutica, sobre os projetos do “Veículo Hipersônico 14-X” e do Sistema de Navegação e Controle do Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT).

A entrevista do Tenente Flores nos traz novas informações, especialmente sobre o projeto do 14-X que agora tem como previsão o ano de 2013 para o seu primeiro teste de vôo. Abaixo segue o vídeo desta entrevista e outro vídeo da reportagem da TV Senado sobre a "VII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (VII SNCT)" em Brasília.

Duda Falcão

Entrevista Tenente Reinaldo Flores Coelho (IEAv)
Programa Encontros - TV Senado - Outubro 2010

VI Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
TV Senado - 22/10/2010


Fonte: Site da TV Senado

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

INPE Lança Plano para Proteger Rede Elétrica

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada dia (27/11) no jornal "Folha de São Paulo" e postada no site do “Jornal da Ciência” da SBPC destacando que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lança plano para proteger rede elétrica de raios violentos.

Duda Falcão

Notícias

INPE Lança Plano para Proteger
Rede Elétrica de Raios Violentos

Projeto vigiará eventos extremos
ligados à mudança climática

Reinaldo José Lopes
Folha de São Paulo
27/11/2010

O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) lança na semana que vem um projeto cujo objetivo é proteger a rede elétrica do país do aumento alarmante das tempestades de raios, registrado nas últimas décadas.

De 50 anos para cá, por exemplo, o número de dias de tempestade aumentou 50% na cidade de São Paulo.

A culpa, para boa parte da comunidade científica, é do aquecimento global.

"De fato, uma atmosfera mais quente é sinônimo de mais energia injetada no sistema climático, o que naturalmente leva a mais eventos extremos, como as tempestades com muitos raios", diz Osmar Pinto Junior, coordenador do projeto ClimaGrid.

A meta de Pinto Junior e seus colegas do Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE é criar um programa de computador que congregue informações sobre o estado da rede elétrica e sobre parâmetros climáticos (temperatura e umidade do ar, força dos ventos, presença e tipo dos raios numa tempestade).

"Com isso, você poderia prever os riscos que ameaçam o sistema e tentar compensar o problema de alguma forma", diz o cientista.

"Isso é fundamental, porque a tendência atual é usar a rede elétrica da forma mais refinada possível. Fala-se até na possibilidade de pessoas com painéis solares, por exemplo, venderem energia para a rede. Mas, para conseguir isso, vai ser preciso lidar com as perturbações causadas pelos eventos extremos."

Relatos recentes indicam que as tempestades de raios passam por uma fase de mau humor infernal nas áreas metropolitanas do país. O pesquisador do INPE recorda que, em Osasco, moradores relataram 20 minutos de relâmpagos noturnos, graças aos quais o céu ficou claro como se fosse dia. "Há casos de mil raios em uma hora", diz.

Os pesquisadores estão testando uma primeira versão do software em parceria com a empresa EDP Bandeirante, distribuidora de energia da região do Vale do Paraíba. A idéia é que uma versão mais sofisticada do programa esteja disponível daqui a cerca de três anos.


Fonte: Jornal Folha de São Paulo via Site do Jornal da Ciência de 29/11/2010

Estudantes de Cedral (MA) Visitam o CLA

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (29/11) no site da Força Aérea Brasileira (FAB) destacando que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu dia 25/11 alunos da "Escola Estadual Pedro Neiva de Santana", da cidade de Cedral (MA).

Duda Falcão

Estudantes Visitam o CLA

CLA
29/11/2010 - 16h10

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu, no dia 25 de novembro, alunos, acompanhados de professores, da Escola Estadual Pedro Neiva de Santana, da cidade de Cedral, localizada a 150 quilômetros de Alcântara, sede do CLA. Os adolescentes, da 1ª série do ensino médio, tiveram a oportunidade de conhecer as instalações do CLA, assistir à palestra ministrada pelo Capitão Ubirajara sobre a missão do Centro, conhecer um pouco sobre foguetes e sobre o programa espacial brasileiro.

Foi também destacada a importância da capacitação individual para o desenvolvimento tecnológico do país, que necessita de mão de obra especializada para o desenvolvimento de projetos diretamente relacionados ao programa Espacial Brasileiro. O desenvolvimento intelectual regional, através de já criados, por parte das escolas e universidades, de cursos voltados a atender as necessidades técnico-científicas, aliados aos cursos de formação de graduados e oficiais, proporcionados pela Força Aérea Brasileira, foram os pontos considerados fundamentais, pelos alunos, para decidirem o rumo profissional de suas vidas.

Na oportunidade também foi visitada a Estação de Radar Adour e Estação Meteorológica, para que os alunos pudessem ter um contato maior com a importante missão da Força Aérea Brasileira para o desenvolvimento do Brasil.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB)

Comentário: Muito bom, o Comando da Aeronáutica (CA) e o coronel-aviador Ricardo Rangel, diretor do CLA, estão no caminho certo quando adotam ações como essa de integração com as comunidades da região envolvendo esses passeios escolares, palestras informativas e educacionais. No entanto, sugerimos ao CA que busque sempre desvincular as atividades e projetos do CLA das atividades desenvolvidas pela barca furada ACS. Essa preocupação demonstrará ser futuramente muito importante para a boa imagem do Comando da Aeronáutica na região.

Câmara Lança Estudo Sobre a Política Espacial Brasileira

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (29/11) no site da “Agência Câmara” destacando como já divulgado pelo blog (veja a nota "Conselho de Altos Estudos Lança Caderno Sobre o PEB") que o Conselho de Alto Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara Federal irá lançar nesta terça-feira (30/11), às 15h30, o 7º Caderno de Altos Estudos intitulado "A Política Espacial Brasileira".

Duda Falcão

Câmara Lança Estudo Sobre a
Política Espacial Brasileira

Da Redação / WS
29/11/2010 10:04

O Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara lança nesta terça-feira (30), às 15h30, no Salão Nobre, o 7º Caderno de Altos Estudos "A Política Espacial Brasileira".

A publicação, fruto de proposta apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), relator do estudo, incorpora o resultado de debates, conferências e reuniões, dos quais participaram autoridades e especialistas do setor, e traz sugestões para que o Brasil possa buscar de forma mais efetiva o conhecimento e a tecnologia de acesso ao espaço em benefício do desenvolvimento nacional.

Realizado com o apoio técnico-legislativo de uma equipe interdisciplinar das consultorias Legislativa e de Orçamento da Câmara, o estudo apresenta alternativas para aprimorar o modelo de financiamento do setor espacial, que não tem recursos suficientes para levar adiante as ações programadas.

O programa espacial brasileiro foi criado na década de 60 e avançou em vários aspectos, como no lançamento de dois satélites da série SCD, de coleta de dados, e no desenvolvimento da tecnologia de foguetes de sondagem. Por intermédio do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Comando da Aeronáutica, o governo brasileiro também vem realizando esforços para viabilizar o primeiro veículo lançador de satélites nacional (VLS). Vale destacar que o País conta com o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, que representa uma das mais privilegiadas áreas de lançamento de todo o mundo.

Apensado ao estudo, também foi apresentado o Projeto de Lei 7526/10, que dispõe sobre os incentivos às indústrias espaciais, instituindo o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Espacial, que altera a Lei 10.168/00.

O projeto propõe incentivos à produção como desonerações fiscais e tributárias, abatimento de taxas, impostos e contribuições; criação de linhas especiais de financiamento junto às entidades de fomento, como o BNDES, bem como de estímulo à indústria nacional, com a definição de critérios para privilegiar bens e serviços produzidos no País.

Como incentivo à pesquisa e à inovação, o projeto prevê ainda que a empresa do setor espacial que aderir ao programa invista, anualmente, em atividades de pesquisa e desenvolvimento a serem realizadas no País, no mínimo, 5% (cinco por cento) do seu faturamento bruto no mercado interno. Em acréscimo, o desenvolvimento tecnológico espacial brasileiro seria reforçado mediante programas de pesquisa científica e tecnológica cooperativa entre universidades, centros de pesquisa e setor produtivo.

Também são feitas várias recomendações ao Poder Executivo, por meio da Indicação 6480/10, visando estimular a adoção de incentivos para formação de recursos humanos no setor espacial, bem como aumentar a sinergia na coordenação política entre os órgãos executores da atividade espacial no Brasil, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e os centros de lançamento.

A indicação propõe ainda que o Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira seja reformulado ou substituído por uma nova instituição - o Conselho Superior da Política Espacial Brasileira, vinculado diretamente à Presidência da República e responsável pela definição das diretrizes e das principais missões da área, bem como que a Agência Espacial Brasileira seja reorganizada administrativamente, com alteração de sua natureza jurídica, tornando-a uma autarquia especial.

Ao longo dos dois volumes, o estudo avalia também as principais ações do Programa Espacial Brasileiro, abordadas em mais de 20 artigos inéditos de especialistas. Entre essas ações, estão: a cooperação internacional Brasil/China para construção dos satélites CBERS de sensoriamento remoto e a Cooperação Brasil/Ucrânia, para uso comercial da Base de Alcântara. Outras propostas apresentadas pelo estudo estão focadas nos seguintes pontos:

- adequação de alguns instrumentos legais e jurídicos, necessários a um maior envolvimento da indústria espacial;

- alocação orçamentária de acordo com as especificidades da área, de alta capacitação técnica e baixo retorno de curto e médio prazo; e

- incentivo à formação de recursos humanos qualificados para áreas de ciência exata e de ciência aplicada - engenharias.


Fonte: Site da Agência Câmara

Launch Update - Nadia Yegorova-Johnstone - 29/11/2010

Olá leitor!

Dando seqüência ao informativo espacial em inglês “Launch Update News”, sobre o que está acontecendo pelo mundo no setor espacial, trago agora para vocês o episódio da série desta semana apresentado pela bela Nadia Yegorova-Johnstone.

Duda Falcão

Launch Update News - Nadia Yegorova-Johnstone - 29/11/2010

NTA Disponibiliza Datas para Palestras da Drª Rosaly Lopes

Olá leitor!

A conhecida cientista brasileira Drª Rosaly Lopes, Cientista-Chefe e Supervisora do Grupo de Geofísica e Geologia Planetária do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, estará visitando o Brasil na segunda quinzena de Abril de 2011.

A Drª Rosaly Lopes com o
astronauta Buzz Aldrin e esposa
(segundo homem a pisar na Lua)

Assim sendo, o Núcleo de Tecnologia do Agreste (NTA) que representa a Drª Rosaly Lopes no Brasil, está disponibilizando as datas dos dias 26, 27, 28 e 29/04 a Escolas, Colégios, Faculdades e Universidade de todo o BRASIL que tenham interesse de receber a Drª Rosaly para uma palestra.

Única brasileira(o) a conquistar até hoje (2005) a conceituada “Medalha Carl Sagan” da prestigiada Sociedade Astronômica Americana, Drª Rosaly é conhecida como a maior Vulcanologista do planeta Terra, e de sistemas de vulcões em outros planetas.

Vídeo da Drª Rosaly Lopes direto do JPL da NASA
onde ela fala de seu trabalho de pesquisas na NASA

Conheça mais sobre a carreira da Drª Rosaly Lopes Clicando Aqui

Os temas que são abordados pela Dra. Rosaly em suas palestras são os seguintes:

Para instituições de Nível Médio:

* Vulcões na Terra e no Sistema Solar
* A Missão Cassini a Saturno
* A Missão Galileu a Júpiter
* Exploração do Sistema Solar
* A nova missão a Lua Europa e Júpiter

Para Instituições de Nível Universitário:

* A Missão Cassini a Saturno
* A Lua Titã de Saturno
* Vulcões na Lua de Júpiter
* A nova missão a Lua Europa e Júpiter
* Vulcanismo no Sistema Solar

A organização informa que as instituições interessadas também poderão sugerir temas para as palestras, desde que sejam acertados com antecedência, e que todas as palestras contarão com “Certificados de Participação” assinados pela Drª Rosaly Lopes.

Para maiores informações entre em contato com o coordenador do Núcleo de Tecnologia do Agreste (NTA), professor Marcos Luna pelo e-mail: nucleotagreste2005@gmail.com

APOIO:


Duda Falcão


Fonte: Núcleo Tecnológico do Agreste (NTA)

Liceu de Barbalha: Um Exemplo do Ceará para o Brasil

Olá leitor!

O blog “BRAZILIAN SPACE” desde a sua criação em 30/04/2009 vem divulgando notícias sobre iniciativas através do país de escolas, colégios, universidades e professores da rede pública e privada na luta por uma educação de qualidade utilizando-se do conhecimento de ciências como a Astronomia e a Astronáutica.

Um desses exemplos é o grande trabalho que vem realizando o professor cearense Andrevaldo Glaidson Pereira Tavares (leia a entrevista com o professor abaixo) junto aos seus alunos da Escola de Ensino Profissional Otília Correia Saraiva (Liceu de Barbalha) da cidade de Barbalha (CE). Trabalho este iniciado em 2004, quando então com seus alunos da Escola de Ensino Fundamental Sebastião Santiago da Paz participaram pela primeira vez da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

A partir de 2009, já como professor no Liceu de Barbalha, incentivou neste mesmo ano a participação dos seus alunos na OBA, conquistando diversas medalhas a nível nacional e preparando o terreno para o sucesso que aconteceria no ano de 2010.


Equipe Apollo XI (Da esquerda para Direita)
Tonismar Gomes, André Cruz Macêdo Neto,
Alisson de Sousa Pereira, Samuel Teixeira da Silva,
e João José de Souza Neto

Este ano, após participarem com sucesso pela segunda vez da OBA e pela primeira vez da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBFOG) uma a equipe da escola nomeada de “Apollo XI” (nome em homenagem a primeira missão tripulada do homem para LUA) formada pelos alunos: Tonismar Gomes (Tonim), André Cruz Macêdo Neto (André), Alisson de Sousa Pereira (Alisson), Samuel Teixeira da Silva (Samuel) e João José de Souza Neto (J.J.), todos do curso técnico em informática, foram convidados para representar o “Estado do Ceará” na II Jornada Brasileira de Foguetes (JBF) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), organizadora do evento (veja a nota Alunos da Rede Pública Representarão o Ceará na II JBF).

Os alunos André Macêdo e Samuel Teixeira
que representarão o Ceará na JBF com os
foguetes que serão usados na competição.

Sendo assim, de 01 a 03/12 a equipe “Apollo XI”, infelizmente formada unicamente pelos alunos André Cruz Macêdo Neto e Samuel Teixeira da Silva (a Secretaria de Educação do Estado do Ceará somente custeou a ida de dois dos cinco integrantes da equipe), estarão representando o estado neste evento que ocorrerá no município de Passa Quatro em Minas Gerais.

Os protótipos dos foguetes que
serão usados na JBF

Vale também lembrar leitor que devido a iniciativa do professor Andrevaldo em parceria com o Departamento de Física da Universidade Regional do Cariri (URCA) recentemente 30 alunos do Liceu de Barbalha foram contemplados com 30 bolsas de Pesquisa a Iniciação Científica Júnior (ICJ) na área de Física e Astronomia pelo FUNCAP/CNPq (veja a nota FUNCAP/CNPq Contempla Alunos Cearenses com Bolsas).

Abaixo segue uma entrevista exclusiva onde o professor Andrevaldo Tavares conta aos leitores do blog um pouco de sua trajetória.

Duda Falcão

BLOG BRAZILIAN SPACE: Professor nos fale um pouco sobre o senhor. Onde nasceu, idade e qual sua formação?

PROF. ANDREVALDO TAVARES: Sou Andrevaldo Glaidson Pereira Tavares, tenho 32 anos, natural de Barbalha, Estado do Ceará; residente no distrito Estrela do supracitado município; com formação acadêmica em Tecnologia de Alimentos pelo Instituto Centro de Ensino Tecnológico – CENTEC com Especialização em Biologia e Química pela Universidade Regional do Cariri – URCA.

BRAZILIAN SPACE: Professor, quando e como surgiu essa iniciativa com os estudantes do Liceu de Barbalha e de quem foi à idéia de participar desses eventos?

PROF. ANDREVALDO: Funcionário público municipal desde o ano de 1999; e em 2004, lotado na Escola de Ensino Fundamental Sebastião Santiago da Paz, onde por vez de promoções para reconhecimento do nome da escola deparei-me com o site da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica – OBA, e logo me cadastrei como representante da mesma no município; em meados de 2006, após duas edições da OBA na escola instiguei o município à promover o evento em todas as escolas, fato esse que se repete até o presente ano; em 2007, levei a proposta às escolas privadas onde fora conseguido pelo Instituto José Bernardino a primeira medalha de ouro nacional. Em agosto de 2008, fui selecionado para compor a primeira formação de educadores da Escola de Ensino Profissional Otília Correia Saraiva – Liceu de Barbalha, na disciplina de química teórica e laboratorial, onde pude provar da ascensão de uma entidade que objetivava inicialmente ter reconhecimento municipal, estadual e nacional. Em 2009 a escola realiza sua primeira participação na OBA onde obtivemos cinco medalhas de prata e seis de bronze; com o resultado da OBA 2009 houve uma empolgação e ao mesmo tempo medo durante os preparatórios para a OBA 2010.

BRAZILIAN SPACE: Qual é o objetivo do Liceu de Barbalha quando propicia a participação de seus alunos nesses eventos?

PROF. ANDREVALDO: O objetivo inicial da Escola de Ensino Profissional Otília Correia Saraiva – Liceu de Barbalha era conseguir o reconhecimento municipal, estadual e nacional. A meta estadual veio ao fim de 2008, quando fomos intitulados como melhor escola na disciplina de matemática e segunda melhor em língua portuguesa pelo Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Estado do Ceará – SPAECE 2008. Em 2009 veio a meta municipal quando participamos da campanha para eleição da ave (fauna) e da árvore (flora) símbolo do município; aqui estávamos dentre os finalistas quando o concurso fora “freado” pelos gestores municipais, pois denegria a história econômica do município baseada na extração da cana-de-açúcar e seus derivados; no mesmo ano a escola realiza sua primeira participação na OBA onde obtivemos cinco medalhas de prata e seis de bronze, todas, a nível nacional; neste ano a escola atinge seu primeiro reconhecimento nacional quando contemplada pelo Instituto Faça Parte do Ministério da Educação e Cultura – MEC com o título de Escola Solidária por praticar ações voltadas à garantia da qualidade de vida dos moradores do bairro sede de nossa entidade.

BRAZILIAN SPACE: Como tem sido a recepção dos alunos em relação a essa iniciativa do Liceu de Barbalha?

PROF. ANDREVALDO: Com o resultado da OBA 2009 houve uma empolgação e ao mesmo tempo medo durante os preparatórios para a OBA 2010, uma vez que por ter inicialmente já obtido onze medalhas a escola deveria manter ou aumentar seu perfil junto a Olimpíada, aqui revemos nossa principal meta que preza pela oferta qualitativa e excelência no ensino médio integrado ao profissional; a partir daí montou-se na escola um grupo de trinta alunos que se auto intitularam “clube de astronomia e astronáutica” composto por alunos da primeira e segunda série do ensino médio de todas as turmas do curso técnico; juntamente a OBA 2010 veio à proposta inovadora, o convite para a participação da Olimpíada Brasileira de Foguetes – OBFOG, atividade vinculada à OBA, o que por vez motivou o ensino de ciências em nossa escola; nossa proposta baseou-se na organização dos alunos em equipes de cinco membros, as quais deveriam montar “foguetes” não poluentes e ecologicamente corretos, a matéria prima seria basicamente material reciclável, daí surgiram em destaque cinco equipes que confeccionaram seus foguetes com garrafas tipo PET, onde variavam o volume entre quinhentos mililitros e dois litros e meio, as bases de lançamento variaram em materiais que iam desde a madeira ao cano PVC o que levou os alunos ao estudo do movimento e lançamento em plano inclinado, para o empuxo e propulsão fora utilizada reação de neutralização ácida por bicarbonato de sódio, dentre os reagentes utilizados fora testados o suco e o sumo de frutas cítricas, refrigerantes e fermentados de frutas tropicais, em destaque o ácido acético.

BRAZILIAN SPACE: Professor, há quanto tempo o Liceu de Barbalha participa da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBFOG) e da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)?

PROF. ANDREVALDO: Da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBFOG) fora nossa primeira participação, no entanto, da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) a segunda.

BRAZILIAN SPACE: E quanto a essa “II Jornada Brasileira de Foguetes”, como o Liceu de Barbalha e outras escolas cearenses tiveram acesso, foi através de convite?

PROF. ANDREVALDO: Ao fim da modalidade escolar destacou-se a equipe “Apollo 11”; composta pelos alunos João José de Sousa Neto – 1º ano – Tonismar Gomes da Silva, Alisson de Sousa Pereira, Samuel Teixeira da Silva e André Cruz Macêdo Neto – 3º ano – todos do curso técnico em informática; o nome do grupo homenageia a primeira missão espacial tripulada para Lua, durante o lançamento fora alcançado oitenta e dois metros e vinte e cinco centímetros em paralelo ao horizonte o que literalmente “arremessou” a equipe a ser convidada para representar o estado na II Jornada Brasileira de Foguetes, que realizar-se-irá aos dias um, dois e três de dezembro, no município de Passa Quatro em Minas Gerais, promovida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob a coordenação do professor doutor João Batista Canelle.

BRAZILIAN SPACE: Existe a possibilidade do Liceu de Barbalha de participar da Olimpíada Latino Americana de Astronomia – OLAA?

PROF. ANDREVALDO: Em ranking a equipe destacou-se por ser a segunda melhor do Brasil e a primeira do estado; a expectativa agora foca-se em um melhor perfil durante o lançamento, pois no evento os alunos deverão repetir e/ou superar a proeza realizada em frente à escola, atigindo esse objetivo a equipe será convidada a participar da Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica – OLAA.

BRAZILIAN SPACE: E quanto aos estudantes que representarão o Liceu de Barbalha professor, como os mesmos foram escolhidos?

PROF. ANDREVALDO: Como já fora respondido na pergunta anterior: “Ao fim da modalidade escolar destacou-se a equipe “Apollo 11”; composta pelos alunos João José de Sousa Neto – 1º ano – Tonismar Gomes da Silva, Alisson de Sousa Pereira, Samuel Teixeira da Silva e André Cruz Macêdo Neto – 3º ano – todos do curso técnico em informática; o nome do grupo homenageia a primeira missão espacial, durante o lançamento fora alcançado oitenta e dois metros e vinte e cinco centímetros em paralelo ao horizonte o que literalmente “arremessou” a equipe a ser convidada para representar o estado na II Jornada Brasileira de Foguetes”.

BRAZILIAN SPACE: Vocês já participaram da Jornada Espacial da AEB?

PROF. ANDREVALDO: Não, a OBA e a OBFOG foram nossas primeiras atividades do eixo de estudo físico-astronômico; no entanto buscarei e informar sobre essa Jornada e quais as possibilidades de nossa participação para a próxima edição.

BRAZILIAN SPACE: Professor, o Blog BRAZILIAN SPACE vem defendendo há algum tempo a idéia da implantação no país pela Agência Espacial Brasileira (AEB) de eventos conhecidos como “Spacecamps”, direcionados não só para universitários como também para estudantes de todas as idades. Criando assim a oportunidade para que nossos estudantes possam criar e coordenar projetos não só na área de foguetes, como também nas áreas de ciências espaciais, robótica espacial, nanosatélites e diversas outras áreas como ocorre há anos em outros países. Como educador qual é a sua visão sobre esse assunto?

PROF. ANDREVALDO: Nosso país ainda está muito atrás em desenvolvimento tecnológico, eventos como este estimulam momentaneamente o estudo do céu, porém o universo é infinito e o Brasil deve fazer juízo à postura que quer ter. Como educador, fiquei muito triste quando no início de 2009, por evento de uma semana pedagógica, li uma frase: “O Brasil só vai sair da posição de terceiro mundo quando deixar de apenas alfabetizar seus filhos e começar a investir em tecnologia; somente assim poderemos dar passos em direção a grandes nações como Japão e China”, analisando bem a frase percebe-se que após quinhentos anos de história, e após ter atravessado uma revolução industrial, nossa nação ainda arrasta-se em educação, o foco numerativo de aprovações é inversamente proporcional ao foco qualitativo de ensino, bem diz a frase “se a boa educação é a que reprova, o bom hospital é o que mata” essa é a mais pura verdade, porém o que falta na educação brasileira são profissionais comprometidos com a causa e não apenas com o bolso, é comum se ver um médico praticando o magistério porém é extremamente proibido um educador praticar a medicina, um contraste absurdo no entanto vivenciado em nossa nação, isso só comprova que estamos longe de uma NASA brasileira, “sonho” esse que pode tornar-se verdade no dia que como está na frase a nação deixar de apenas alfabetizar seus filhos e por intermédio de entidades como a Agência Espacial Brasileira – AEB e outras mais, que “no escuro do conhecimento populacional” existem, possa-se promover eventos que estimulem a evolução científica e tecnológica nas escolas, não focando apenas o ensino médio mais o berço do ensino básico, desde o ensino fundamental; condições existem o que falta aqui é avançarmos de projetos em papéis à ações rotineiras e verdadeiras dentro de nossas escolas.

domingo, 28 de novembro de 2010

A Grande Sacada da Edge Of Space, Avante Brasil

Olá leitor!

Como anunciado aqui no blog anteriormente (veja a nota I Workshop em Engenharia Aeroespacial da UFABC) a Universidade Federal do ABC realizou entre os dias 23 e 25/11 esse workshop com a participação de diversos profissionais e instituições do Programa Espacial Brasileiro (PEB).

E foi durante a palestra do Eng. José Miraglia do grupo paulista “Edge Of Space” que foi anunciada ainda que timidamente (postarei aqui uma nota em breve esclarecendo melhor) a notícia que venho guardando a sete chaves desde o início do ano a pedido do engenheiro.

É sabido por todos as dificuldades que passa o LPL/APE do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) para o desenvolvimento do motor-foguete líquido L75 (75 kN) devido a falta de foco do governo e principalmente pela falta de um quadro maior de servidores especializados, fora o fato do envelhecimento do quadro atual do instituto como um todo.

Assim sendo, neste quadro de incertezas quanto ao projeto do L75 do IAE é que surge o acordo assinado entre o grupo “Edge Of Space” e a empresa estrangeira “EdePro” para o desenvolvimento de motores-foguetes líquidos movidos a propelentes verdes de 50 kN. Passo crucial para podermos finalmente alcançamos a auto-suficiência em foguetes capazes de atender todas as nossas necessidades de lançamento de satélites previstos ou ainda a serem previstos no PNAE.

Durante a palestra (o leitor pode ter acesso a mesma pelo link: http://www.edgeofspace.org/palestra.pdf) o Eng. José Miraglia, um verdadeiro representante do grupo de pessoas reconhecidas pelo blog como “Gente que Faz”, apresentou ao público presente um breve histórico do desenvolvimento de motores-foguetes líquidos no mundo e ainda superficialmente os projetos do Motor de 50 kN, os projetos dos motores-foguetes verdes já desenvolvidos e atualmente em desenvolvimento pelo grupo (10N, 20N, 100N, 150N, 1000N), além do projeto do foguete de sondagem suborbital “Edge” (já abordado anteriormente aqui no blog, veja a nota Concepção Artística do Foguete Suborbital "Edge") e do Foguete de Sondagem Reutilizável FSR 2.0, este em parceria com a empresa “EdePro”.

Parabenizamos publicamente o grupo paulista “Edge Of Space” coordenado pelo Eng. Aeroespacial José Miraglia pela grande sacada e acompanharemos de perto todo o processo de desenvolvimento desses projetos que certamente ajudarão a revolucionar o setor aeroespacial do país.

Duda Falcão


Fonte: Edge Of Space

sábado, 27 de novembro de 2010

"Café Científico" Debate Observação Espacial do Planeta

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (26/11) no site do “Jornal da Ciência” da SBPC destacando que a "4ª Edição do Café Científico” de Brasília terá como tema a “Observação Espacial do Planeta: Questões, Políticas públicas e Governança".

Duda Falcão

Notícias

"Café Científico" em Brasília Debate
Observação Espacial do Planeta

Evento, promovido pelo Instituto de Pesquisa
para o Desenvolvimento (IRD), acontece na
próxima segunda-feira, 29 de novembro

Jornal da Ciência
26/11/2010

A 4ª edição do Café Científico de Brasília tem como tema "Observação Espacial do Planeta: questões, políticas públicas e governança", e reunirá os seguintes convidados:

- Frédérique Seyler, pesquisadora do IRD, que iniciará o debate com a apresentação de imagens da Terra;

- Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que falará sobre "O INPE e a política de dados espaciais do Brasil";

- José Monserrat Filho, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), que abordará direito e política mundial na era espacial.

O evento, gratuito e aberto ao público em geral, acontece na próxima segunda-feira (29/11), às 19h, no Restaurante "Daniel Briand" (104 Norte, Bl. A, loja 26).


Fonte: Site do Jornal da Ciência da SBPC de 26 de novembro de 2010.

CLA Prepara-se Para Fase Inicial da Operação Maracati II

Olá leitor!

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) prepara-se para lançar no próximo dia 04/12, o foguete de origem norte-americana Improved Orion V3, como parte da "Operação Maracati II”, que tem previsão de durar aproximadamente 30 dias.

Esta operação teve inicio no dia 16/11 e tem como objetivo lançar e rastrear em sua fase inicial o foguete Orion V3 e o foguete VSB-30 V7 brasileiro em sua segunda fase.

Nesta fase inicial, o lançamento do foguete Orion V3 terá como finalidade o treinamento e preparação do CLA para o lançamento principal do VSB-30 V7.

Já o lançamento do VSB-30 terá como objetivo a monitoração e recuperação de sua carga útil, denominada MicroG1A, da Agência Espacial Alemã (DLR Moraba), na qual serão embarcados sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira (AEB) nove experimentos de universidades e de diversas instituições brasileiras.

O Improved Orion é um foguete de treinamento mono estágio, projetado pelos americanos e amplamente utilizado pela Agência Espacial Alemã (DLR) em suas missões que será lançado do Brasil pela terceira vez.

Vale lembrar leitor que o primeiro vôo de demonstração desse foguete no país foi realizado do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), em 2008, durante a “Operação Parelhas”, e o segundo realizado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em maio de 2009 durante a “Operação Maracati I”.

O vôo do Orion V3 ainda está dependendo, exclusivamente, da instalação de equipamento da Agência Espacial Alemã (DLR Moraba) que são essenciais para os vôos a serem realizados e que está em fase de liberação na alfândega.

Carga Útil do VSB-30 V7

Vale lembrar também leitor que como anunciado pelo blog anteriormente (veja a nota IAE Realiza Ensaios com a Carga Útil do VSB30) o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou diversos ensaios com a carga útil “MicroG1A” do VSB-30 que incluíram testes funcionais, tais como: o sistema de comunicação de solo com a instrumentação de bordo; sistema de recuperação da carga útil; sistema de localização por GPS; sistema de Radio Frequência (RF): Telemetria (Banda S), Telecomando (Banda L) e Respondedor Radar (Banda C); sistema de aquisição, processamento e visualização de dados de telemetria (PCM); sistema de controle de gás frio (RCS); sistema de sequenciamento de eventos de vôo; sistema de vídeo embarcado (câmeras de bordo); sistema integrado com os experimentos nacionais de microgravidade. Os ensaios ambientais da carga útil também incluíram as medidas de massa, CG e inércia da carga útil e o ensaio de vibração da carga útil.

Dia 25/11 todos os ensaios com a carga útil foram encerrados com sucesso nos laboratórios do IAE e a mesma deverá seguir nesta segunda-feira (29/11) para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) na companhia de um grupo formado 31 pessoas, dentre elas três alemães do DLR-Moraba, todos envolvidos nos testes desta carga útil do foguete VSB-30.

Operação Maracati II

A Maracati II terá a participação do pessoal do CLA, do CLBI e do IAE, além de integrantes de outras unidades e instituições civis os quais prestarão apoio às atividades destes. Também participarão diversas organizações responsáveis pelos experimentos de microgravidade, incluindo o DLR Moraba e a AEB. Além da equipe do CLA, estarão envolvidas diretamente mais de 100 na Operação Maracati II.

Com esta operação será dado prosseguimento às atividades espaciais do Programa Espacial Brasileiro (PEB) e do “Programa de Microgravidade” da Agência Espacial Brasileira (AEB), possibilitando que organizações de ensino, pesquisa e desenvolvimento venham realizar experimentos científicos e tecnológicos por meio de vôos suborbitais.

Este é mais um passo bem sucedido do programa de foguetes de sondagem do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), que vem recebendo reconhecimento internacional através dos bons resultados alcançados em lançamentos da Europa.

Com o sucesso desta operação as organizações do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), estarão cumprindo mais uma etapa de desenvolvimento de tecnologia nacional para a independência do Brasil na área aeroespacial.

Duda Falcão


Fonte: Texto formulado com informações do Blog do Maurício Araya (http://mauricioaraya.wordpress.com/)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Carga Útil do VSB-30 é Aprovada para o Lançamento no CLA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (26/11) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), destacando que o instituto finalizou hoje os testes com a carga útil da “Operação Maracati II” aprovando-a e liberando-a para lançamento no Centro de lançamento de Alcântara (CLA).

Duda Falcão

Carga Útil do VSB-30 é Aprovada
para o Lançamento no CLA

26/11/2010

LAB FOTO IAE
No dia 25 de novembro, no período da manhã, teve início os testes de vibração da Carga Útil do VSB-30 (EDA – Ensaio Dinâmico de Aceitação), no laboratório da Divisão de Integração e Ensaios (AIE), prosseguindo até o dia de hoje. Os testes, realizados no Shaker, aconteceram nos dois eixos laterais da carga útil e no eixo longitudinal, após alteração do setup da máquina.

O ensaio de vibração contou com a presença dos experimentadores de cerca de nove universidades e instituições brasileiras, para a verificação de cada um dos experimentos, já acoplados à carga útil. Todos os experimentos tiveram bom funcionamento.

Tendo em vista o sucesso do ensaio, a desmontagem da configuração de testes foi liberada para dar início ao empacotamento da carga útil para ser enviada ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). A viagem, marcada para segunda-feira, deverá levar 31 pessoas, dentre elas três alemães do DLR-Moraba, todos envolvidos nos testes com a carga útil do VSB-30.

Os experimentadores também seguirão para o Centro de Lançamento, de forma distribuída e em vôos comerciais durante a campanha. O lançamento do VSB-30 deverá ocorrer entre os dias 11 e 15 de dezembro.



Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Finalmente leitor após quatro anos de espera da comunidade científica para se cumprir essa primeira fase do 3º AO (Anúncio de Oportunidade) do "Programa Microgravidade" da AEB, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) se prepara para o lançamento dessa importante missão do PEB, a “Operação Maracati II”. Parabenizamos o IAE e a todos os servidores e pesquisadores brasileiros e alemães que participaram desses testes nos laboratórios do instituto e ficaremos aqui torcendo pelo sucesso dessa missão e também para que a segunda e ultima fase do 3º AO não leve mais quatro anos para ser realizada.