segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Operação TEXUS 46


OPERAÇÃO TEXUS 46

Descrição da Campanha
Operação: Texus 46
Foguete: VSB-30 - VO9
Numero do vôo do foguete: 09
Data de lançamento: 22/11/2009
Horário: 12h15m (horário local)
Apogeu do vôo: 252 km
Peso da Carga Útil: 392,9 kg
Tempo de Microgravidade: 6.4 minutos
Local: Centro de Lançamento Esrange (Suécia)
Objetivo: Vôo de cinco experimentos europeus abordo da plataforma Texus 46.
Resultado: Sucesso total

Carga Últil Embarcada
Modulo: TEM EML 3

- Experimento “Measurement of surface tension and viscosity on a PdSi sample (ViscoTEX)”
- Experimento “High precision thermo-physical property data of liquid metals for modelling if industrial solidification processes”
- Experimento “Chillcooling for the electromagnetic levitator in relation with continuous casting of steel (ThermoQuench)”

Modulo: JCM

- Experimento “Observation of flame spread / propagation process along the droplet array by various câmeras”
- Experimento “Collection of burnt gas samples followed by gas composition analysis on the ground”

Instituições Envolvidas
ESA - Agência Espacial Européia
EADS-ST - Aeronautic Defence and Space Company - Space Transportation
DLR MORABA - Centro Espacial Alemão
SSC - Swedish Space Corporation
CEMEF - Centre de Mise en Forme des Materiaux (França)
UU - University Ulm (Alemanha)
DLR-MP - Centro Espacial Alemão de Cologne (Alemanha)
JAXA - Agência Espacial Japonesa
ZARM - Center of Applied Space Technology and Microgravity (Alemanha)
TU - Technical University of Munich (Alemanha)
YU - Yamaguchi University (Japão)
NIU - Nihon University (Japão)
NAU - Nagoya University (Japão)
KYU - Kyushu University (Japão)
AEB - Agência Espacial Brasileira
IAE - Instituto de Aeronáutica e Espaço
DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial

Foguete Brasileiro com Experimentos
Científicos é Lançado da Europa com Sucesso

video
Reportagem do Jornal Vanguarda TV
TV Vanguarda - 23/11/2009

No dia 22 de novembro, às 09h15 (horário de Brasília) aconteceu o lançamento do VSB-30 com a carga útil Texus 46, no campo de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O dia amanheceu sem nuvens com céu claro e temperatura de -14 graus, possibilitando o lançamento do nono veículo modelo VSB-30.


O lançamento foi bem sucedido, com apogeu da carga útil de 254 km (previsto = 257 kn), os experimentos foram realizados, o ambiente de microgravidade foi eficiente e a carga útil foi recuperada.


A missão do VSB-30 é a de impulsionar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de 400 quilos, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos acima de 110 km. A microgravidade proporciona aos experimentos um ambiente em que a única ação externa é o campo gravitacional terrestre. Durante este período, a carga útil aciona um sistema que elimina quaisquer movimentos angulares e a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo propriedades melhores aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e a ligas metálicas.


No primeiro lançamento, a carga útil continha experimentos científicos como a determinação de alta precisão de propriedades termofísicas de ligas metálicas em estado de fusão, para fins de modelamento de solidificação das ligas em ambiente industrial; o resfriamento sob baixa temperatura de levitador eletromagnético, dentro da cadeia de produção contínua de aço; e a medição da tensão superficial e viscosidade em amostra de PdSi (paládio-silício).


Já no próximo lançamento, o VSB-30 leva ao espaço a carga útil TEXUS 47 com outra série de experimentos europeus. São vários os objetivos desta missão: medir os resultados da solidificação de uma “liga transparente”; obter respostas moleculares de células vegetais sob o efeito de mudanças no campo gravitacional; investigar reações gravitrópicas primárias rápidas do fungo Phycoomyces blakesleeanus, sob o efeito de micro e hipergravidade; e, por fim, verificar a convecção vibratória em zonas de flutuação de silício.

O IAE enviou três especialistas ao campo de lançamento de Esrange para os trabalhos de integração mecânica e pirotécnica, além dos testes elétricos necessários para cobrir as atividades de lançamento. Já foram realizados com o VSB-30 um voo de qualificação e outro operacional, ocorrido do Campo de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Alem disso, outros cinco lançamentos operacionais foram promovidos no campo sueco de Esrange.




Mais Sobre a Desativação do Satélite Americano GOES-10


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (30/11) no site “uol.com.br” destacando a desativação do satélite de monitoramento meteorológico GOES-10, de fabricação americana, e já abordado aqui no blog anteriormente.

Duda Falcão

Desativação de Satélite Fará País Reduzir Capacidade de Previsão do Tempo

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Ciência e Saúde
30/11/2009 -07h00


A partir das 2h10 desta terça-feira (1º), o Brasil vai perder o satélite que faz o monitoramento meteorológico do país e de toda a América do Sul. O Goes-10, de fabricação americana e considerado hoje “sucata espacial”, será desativado. Sem ele, o Brasil vai perder quantidade e qualidade das imagens enviadas do espaço, o que trará redução da capacidade de previsão de tempo de curto prazo.

Segundo especialista ouvido pelo UOL, a desativação revela a dependência internacional do Brasil e acontece justamente no período de El Niño, que deve trazer chuvas intensas no Sul e Sudeste a partir de dezembro.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o satélite será desativado porque “não terá mais combustível para se manter em correta posição orbital”. O Goes-10 foi posicionado na sua órbita geossíncrona a 36 mil km da Terra em 1997 e em 2007 encerrou a missão estabelecida pela Noaa (Administração Nacional do Oceano e Atmosfera), do governo dos EUA. Desde lá o satélite passou a ter cobertura preferencial da América do Sul, e o Inpe ficou responsável pela geração e disseminação dos dados. Agora, o controle do satélite volta à mão dos americanos.

No lugar do satélite, a Noaa vai utilizar o Goes-12, lançado em 2001, para fazer o monitoramento do continente sul-americano e enviar imagens para o Brasil. O Inpe garante que a mudança não trará interrupção no serviço meteorológico e informou que o Goes-10 apresenta “problemas de navegação”.

A mudança reduzirá em pelo menos 50% a quantidade de imagens enviadas pelo satélite. Hoje, o Brasil recebe imagens a cada 15 minutos. Segundo o Inpe, o Goes-12 vai enviar imagens apenas a cada 30 minutos.

Mas esse número pode ser reduzido a um sexto no caso de eventos climáticos intensos nos EUA. “A Noaa pode optar por imagear somente os Estados Unidos em casos de tornados, furacões ou tempestades severas naquele país”, admite o Inpe, em nota enviada ao UOL.

Mas segundo o Inpe, um acordo firmando na Organização Mundial de Meteorologia (OMM) exige que, mesmo nestas circunstâncias, “imagens da América do Sul a cada três horas estão garantidas”.

O Inpe reconhece que, nessas situações, haveria impacto no monitoramento da atmosfera para previsão de curto prazo, mas garante que “o recebimento de imagens a cada três horas é suficiente para gerar dados a seus modelos numéricos computacionais, assegurando a mesma qualidade nas previsões de médio e longo prazo”.

Mais Longe do Brasil

Outro problema no novo satélite é a localização. O Goes-10 está posicionado a 60º oeste do meridiano de Greenwich, enquanto o substituto está a 75º, ou seja, mais distante do país. O Inpe informa que existe a previsão de reposicionamento do satélite para o local onde está o atual em maio de 2010. Até lá, as imagens enviadas ao Brasil terão menor qualidade.

“Por ele [Goes-10] estar mais em cima do Brasil, a resolução espacial dele é melhor. Como o Goes-12 está mais afastado, a resolução é menor. Em termos de informações, teremos também uma perda significativa da resolução temporal”, afirmou o doutor em sensoriamento remoto pela Universidade de Arizona nos EUA e coordenador no Brasil do Eumetcast (sistema de disseminação de dados da Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos - Eumetsat) Humberto Barbosa.

Segundo ele, a falta de um satélite próprio mostra a vulnerabilidade do setor no país e significa um retrocesso. Barbosa chama a atenção de que a mudança acontece a pouco mais de um mês do verão, quando a meteorologia aponta para chuvas mais intensas que a média dos últimos anos. “Era o momento que mais precisávamos do monitoramento de curto prazo, já estamos também em plena fase do El Niño e, com a chegada de dezembro, devemos ter mais chuvas do que a média no Sul e Sudeste, e menos no Nordeste. E quanto mais imagens, melhor para saber se o evento está se intensificando. À medida que há perda de imagens, perde-se também a previsão de curtíssimo prazo”, alegou.

O professor ainda explica que o Brasil poderia utilizar mais as imagens do satélite da Eumetsat, o Meteosat-9. Porém, pelo posicionamento o Goes pega toda a América do Sul, enquanto o Meteosat-9 está mais próximo da África. “O Meteosat-9 fornece imagens a cada 15 minutos, com a operação de sensores em 12 canais do espectro do visível e infravermelho, contra os atuais cinco canais do Goes-10. Muitos países da América do Sul utilizam as imagens do Inpe”, explicou o meteorologista, que coordena também a estação da Eumetcast na Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Humberto ainda criticou a política de investimentos do país, que ainda não possui um satélite próprio para previsão do tempo. “O Brasil não pode demorar para ter o seu próprio satélite meteorológico, dado o tamanho do país. Nossa agricultura depende do tempo e clima. Além disso, precisamos, mais do que nunca, monitorar as condições meteorológicas devido à intensificação de eventos extremos. Veja que o Sul e Sudeste estão cada vez mais com eventos intensos”, afirmou, lembrando que o Brasil já possui, em cooperação com a China, um satélite para monitoração apenas do meio ambiente.

Em nota, o Inpe informou que já desenvolve satélites de sensoriamento remoto para observação da Terra. “Embora o custo de um satélite geoestacionário seja da ordem de 400 milhões de dólares, os especialistas do Inpe consideram que o retorno em produtos e serviços essenciais à sociedade justifica o desenvolvimento de um satélite próprio”, informou o órgão, sem informar prazos de conclusão


Fonte: Site uol.com.br

Comentário: Acho que o blog não precisa acrescentar nada ao que já foi comentado aqui anteriormente sobre esse assunto (veja as notas O GOES-10 Será Desativado em Dezembro, e Agora Brasil? , Principal Satélite que Monitora o Brasil Será Desativado , Satélite GOES-10 Será Mesmo Substituído pelo GOES-12 ). No entanto, visando colaborar com o autor dessa notícia o blog acrescentaria: Isto é uma vergonha.

Em Primeira Mão: Segundo VSB-30 Lançado na Europa


Olá leitor!

O blog BRAZILIAN SPACE informa em primeira mão: O foguete VSB-30 brasileiro da “Operação TEXUS 47” foi lançado com sucesso do Centro de Lançamento de Esrange, Suécia ontem dia 29/11 às 10h00min, horário local.

Duda Falcão


Fonte: Site Swedish Space Corporation (SSC)

domingo, 29 de novembro de 2009

Conselho da Câmara Lança Comunidade do PEB em Site


Olá leitor!

No dia 15/11 numa reunião na Câmara Federal foi lançado pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica um estudo sobre o Programa Espacial Brasileiro e a Comunidade Política Espacial Brasileira no site e-democracia, um portal de interação e discussão virtual da sociedade, que objetiva promover debates e compartilhamento de conhecimento no processo de elaboração de políticas públicas e projetos de lei de interesse estratégico nacional.

O estudo sobre a Política Espacial Brasileira, que tem como relator no âmbito do conselho o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), conta com a colaboração de uma ampla equipe de consultores legislativos e de orçamento das áreas de ciência e tecnologia, educação, direito, relações internacionais, economia, defesa e meio ambiente.

De acordo com o parlamentar, "um dos objetivos desse esforço conjunto será realizar um diagnóstico em profundidade do Programa Espacial Brasileiro, trabalho que deverá culminar, além da publicação, em uma ou mais proposições legislativas que possam aprimorar e fortalecer esse programa estratégico para o País."

Para o presidente do colegiado, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), "a iniciativa não só vai melhorar a interação entre a sociedade e a Câmara dos Deputados, por meio do compartilhamento de idéias e experiências, mas principalmente, contribuir para o fortalecimento do papel do Poder Legislativo".

Duda Falcão


Fonte: Site do Câmara Federal

Comentário: Importante esse link da sociedade com o conselho que está elaborando esse estudo sobre o PEB. No entanto, eu me cadastrei no site e-democracia e não consegui entrar para comunidade da Política Espacial Brasileira. Não sei se a mesma já está ativa ou se é moderada, no entanto, espero sinceramente que seja aberta a discussão franca e séria com o firme objetivo de realizar o que for definido por esse estudo, pois estou cheio e não tenho paciência nenhuma para blá-blá-blá político que não leva a lugar nenhum. Pretendo dar a minha contribuição até o final dessa discussão, contanto que a mesma tenha o objetivo claro e firme propósito de realizar o que ficar definido ao final do estudo.

CBERS Continua na Lista Negra dos Americanos


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (28/11) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski destacando que os EUA continuam apontando o "Programa CBERS" como sendo um projeto com aplicações militares.

Duda Falcão

CBERS, China e EUA

28/11/2009

O governo norte-americano continua a apontar o Programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) como um projeto com aplicações militares. Já há alguns anos, este entendimento tem sido explicitado em relatórios do Pentágono, Forças Armadas e "think tanks" ligados ao governo. O relatório anual ao Congresso de 2009 sobre a força militar da República Popular da China ("Annual Report to Congress - Military Power of the People's Republic of China - 2009"), preparado pelo Departamento de Defesa, menciona explicitamente (página 26) o CBERS como satélite com aplicações militares:

"Reconhecimento: a China está operando sistemas avançados de imageamento, reconhecimento e recursos terrestres com aplicações militares. Exemplos incluem os satélites Yagogan-1, -2, -3, -4, e -5, o Haiyang-1B, o CBERS-2 e -2B, e a constelação de satélites de monitoramento ambiental e de desastres Huanjing." ("Reconnaissance: China is deploying advanced imagery, reconnaissance, and Earth resource systems with military applications. Examples include the Yaogan-1, -2, -3, -4, and -5, the Haiyang-1B, the CBERS-2 and -2B satellites, and the Huanjing disaster/environmental monitoring satellite constellation.")

Um dos argumentos que sustentam a legislação ITAR (International Traffic in Arms Regulations), dos EUA, e suas restrições à compra de componentes espaciais e duais por institutos e indústrias brasileiras envolvidas no CBERS é justamente essa suposta aplicação militar pelo lado chinês. É interessante observar que o ITAR passou a ser bem mais rígido em razão de episódio em meados da década de noventa que envolveu a China: transferência de conhecimento técnico por indústrias espaciais norte-americanas sobre tecnologia de guiagem de foguetes por ocasião de sucessivas falhas nos lançamentos de foguetes chineses da família Longa Marcha.

Apesar do posicionamento americano sobre o viés militar de vários projetos espaciais chineses, há algumas semanas, durante visita de Barack Obama ao país asiático, foi divulgado comunicado conjunto sobre a intenção dos dois países em expandir a cooperação em matéria de ciência espacial, além de dar início a um "diálogo" sobre missões espaciais tripuladas. Alguns dias após a divulgação do comunicado, tornou-se público um relatório do Pentágono apontando uma escalada da China em casos de espionagem contra os EUA, com uso de métodos cada vez mais sofisticados, como guerra cibernética e técnicas mais elaboradas de recrutamento de espiões.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: Veja bem leitor, das duas uma, ou essa história e paranóia dos americanos e estamos sendo prejudicados por isso ou tem realmente algum fundo de verdade. Nesse caso os chineses estão usando o CBERS para aplicações militares sem o conhecimento do Brasil, ou será que não? Sinceramente prefiro acreditar que seja paranóia americana. No entanto, não posso deixar de observar que a tecnologia utilizada nos satélites do programa CBERS é dual e os mesmos poderiam perfeitamente ser utilizados para aplicações militares. Porém, duvido que isso possa ser feito sem o conhecimento brasileiro. Solução: É simples, desenvolver no país tudo que precisamos para dependermos cada vez menos dos EUA. No entanto, levará tempo para que isso seja feito e nesse caso a solução é buscar novos fornecedores em outros países.

sábado, 28 de novembro de 2009

LBA um Programa e um Exemplo de Sucesso a ser Seguido


Olá leitor!

Segue abaixo um vídeo institucional apresentando um dos maiores programas ambientais em curso (se não o maior) em nosso planeta, que contou durante a sua realização e conta atualmente com o uso de várias tecnologias espaciais, inclusive satélites.

Trata-se do "Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA)" que foi uma proposta brasileira para em sua primeira fase realizar e coordenar até 2008, com colaboração internacional, centenas de pesquisas para desvendar e compreender o funcionamento do eco-sistema amazônico. A meta do LBA era compreender o funcionamento climatológico, hidrológico e biogeoquímico da Amazônia no período de 1998-2008.

Durante os primeiros 10 anos de existência (1998-2007), o LBA foi gerenciado pelo MCT e coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais/INPE e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/INPA, tendo a NASA e outras instituições dos Estados Unidos e Europa como parceiros. Eles cobriram cerca de metade dos US$100 milhões investidos neste período.

Hoje, transformado em programa governamental, o LBA 2 conta com recursos brasileiros previstos do Plano Plurianual (PPA) que garantem a manutenção de sua infra-estrutura básica.

A missão agora é buscar outras fontes de financiamento para continuar ampliando as pesquisas.

Duda Falcão

video
Vídeo Institucional do Programa LBA


Fonte: Site do LBA

Imóveis Históricos de Alcântara Estão Sendo Restaurados


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (07/08) no site “imirante.com” informado que naquele dia seria assinado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) um contrato para restauração de imóveis seculares no município de Alcântara.

Duda Falcão

Imóveis Históricos de Alcântara Serão Restaurados

As Obras Já Começam na Próxima Segunda-Feira

07/08/2009 - 14h31

ALCÂNTARA - O Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, assina, hoje, um contrato para restauração de imóveis seculares no município de Alcântara. As obras já começam na próxima segunda-feira, e vão ajudar a preservar a história da cidade que atrai turistas do mundo inteiro. Assista à reportagem da TV Mirante.




Veja o vídeo da Reportagem:

video
Reportagem do “Jornal da Manhã” da
TV Imirante (Rede Globo) - 07/08/2009


Fonte: Site imirante.com

Comentário: Apesar da notícia já ser um pouco antiga, o blog resolveu posta-la por considerar que essas obras são de suma importância para a população da região de Alcântara, para a população da cidade de Alcântara e indiretamente para o PEB. É preciso se investir na cidade de Alcântara e em toda sua região na área de saúde, saneamento urbano e rural, educação, transportes, eletrificação rural, turismo, etc., não só para melhorar as condições de vida de sua população, mas também para que a mesma possa enxergar os benefícios que esse programa pode trazer para toda região e conseqüentemente buscar em médio prazo o apoio dessa mesma população ao Programa Espacial Brasileiro. Tomem como exemplo o desenvolvimento alcançado pela população da região de entorno do "Centre Spatial Guyannais" (Centro Espacial Guianês - CSG), em Kourou, na Guiana Francesa, e porque não dizer, do país como um todo. Esse centro e sua região no momento encontram-se há anos luz de distancia da região de Alcântara por pura falta de visão, competência política administrativa e em muitos casos, por ignorância de nossos governantes e da própria população. Lamentável!

Satélite GOES-10 Será Mesmo Substituído pelo GOES-12


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (27/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o satélite meteorológico GOES-10 será mesmo substituído pelo GOES-12 em dezembro.

Duda Falcão

Satélite Meteorológico GOES-10 Será Substituído
por GOES-12 em Dezembro

Assessoria de Imprensa / INPE
27/11/2009


Controlado pela Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, o satélite meteorológico GOES-10 é utilizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para a previsão do tempo. O satélite será desativado no dia 1º de dezembro, quando não terá mais combustível para se manter em correta posição orbital.

Geoestacionário, o GOES-10 está localizado em 60W para cobrir toda a América do Sul e fornecer imagens a cada 15 minutos. O satélite GOES-12, que substituirá o GOES-10, está localizado a 75W e poderá cobrir a América do Sul a cada 30 minutos. Porém, a NOAA pode optar por imagear somente os Estados Unidos em casos de tornados, furacões ou tempestades severas naquele país. Mesmo nestas circunstâncias, imagens da América do Sul a cada 3 horas estão garantidas por acordo com a Organização Mundial de Meteorologia (WMO). As imagens são gratuitas.

O INPE informa que o recebimento de imagens a cada 3 horas é suficiente para gerar dados a seus modelos numéricos computacionais, assegurando a mesma qualidade nas previsões de médio e longo prazo. Com imagens a cada 3 horas, o impacto seria no monitoramento da atmosfera para previsão de curto prazo (24 horas). Segundo os especialistas do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE, a previsão de curto prazo é mais subjetiva e se utiliza de parâmetros do satélite que permitem acompanhar o desenvolvimento das tempestades, por exemplo, exigindo informações em intervalos menores de tempo.

Caso esteja recebendo as imagens do GOES-12 a cada 30 minutos, como deverá ser a rotina, a previsão de curto prazo do INPE terá a mesma qualidade que se tem hoje, pois imagens a cada meia hora são suficientes para um monitoramento preciso de chuvas, entre outros parâmetros avaliados pelos meteorologistas.

Embora a troca de GOES-10 para GOES-12 tenha exigido mudança de antena de recepção e na forma de processamento e geração de produtos, o CPTEC/INPE está preparado e não haverá interrupção nos serviços. A expectativa é boa pelo novo satélite, uma vez que o GOES-10 vinha apresentando problemas de navegação e com o GOES-12 as imagens deverão ser mais precisas.

Da mesma forma que em 2007 o GOES-10 foi deslocado para cobrir preferencialmente a América do Sul, tendo o INPE como responsável pela geração e disseminação dos dados, o GOES-12 estará reposicionado a partir de maio de 2010.

Para saber mais sobre como é feita a previsão do tempo, acesse http://www7.cptec.inpe.br/glossario/, onde está descrita a rotina de operação meteorológica do CPTEC/INPE.

Satélite Próprio

Para deixar de depender de instrumentos estrangeiros, o Brasil precisa desenvolver seu próprio satélite geoestacionário dedicado à meteorologia. Atualmente o Brasil, por meio do CPTEC/INPE, realiza a geração, gravação e disseminação dos produtos gerados pelos satélites GOES, porém o controle destes é dos Estados Unidos.

O INPE, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, já desenvolve satélites de sensoriamento remoto para observação da Terra. Embora o custo de um satélite geoestacionário seja da ordem de 400 milhões de dólares, os especialistas do INPE consideram que o retorno em produtos e serviços essenciais à sociedade justifica o desenvolvimento de um satélite próprio.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Em poucas palavras, uma vergonha. É evidente que as previsões serão prejudicadas já que o GOES-10 era um satélite que cobria preferencialmente a América do Sul, já o GOES-12 não cumprirá essa missão e a desculpa do INPE de que a freqüência das imagens não prejudicará a geração de dados e de seus modelos numéricos computacionais, assegurando a mesma qualidade nas previsões de médio e longo prazo, é uma desculpa política orientada pelo governo para encobrir a besteira que fizeram. Uma vergonha!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AEB Promove Curso para Professores do Maranhão


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (27/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o "Programa AEB Escola", da Agência irá promover o primeiro “Curso de Astronomia e Astronáutica da Escola do Espaço do Centro de Lançamento de Alcântara (Escla)”, exclusivamente para professores do ensino fundamental e médio da rede pública do Estado.

Duda Falcão

AEB Promove Curso de Capacitação para Professores do Maranhão

Coordenação de Comunicação Social / AEB
27/11/2009


O Programa AEB Escola, da Agência Espacial Brasileira (AEB), promove, em Alcântara (MA), o primeiro Curso de Astronomia e Astronáutica da Escola do Espaço do Centro de Lançamento de Alcântara (Escla), exclusivamente para professores do ensino fundamental e médio da rede pública do Estado. A cerimônia de abertura será no domingo (30), no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), às 9h.

Ao todo, são 87 professores do Estado do Maranhão inscritos no curso, que contará com a presença de palestrantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade de Brasília (UnB). A Escola do CLA é um projeto da AEB, em parceria com o Governo do Maranhão, Prefeitura de Alcântara, Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Centro de Lançamento de Alcântara, entre outras instituições.

A I Escla tem como objetivo disseminar o conteúdo da Coleção Explorando o Ensino, volumes 11, 12 e 13, que tratam de Astronomia, Astronáutica e Mudanças Climáticas, e capacitar os professores de Alcântara, para que possam desenvolver em sala de aula a temática espacial. “Trata-se de uma iniciativa pioneira no sentido de propiciar ao professores contato com os cursos de Astronomia e Astronáutica”, destaca o presidente da AEB, Carlos Ganem. Segundo ele, a atividade é uma maneira dos professores ampliarem o potencial e a capacidade de traduzir para os alunos, um pouco dessas Ciências, tão pouco difundidas no país.

O curso prossegue até 4 de dezembro, com duração de 24 horas/aula, dividido em oito módulos. Em paralelo, acontecerão em Alcântara, exposição da “Coleção Explorando o Ensino”, no Museu Casa Histórica; “Exposição dos 40 anos do Homem na Lua”, na Casa de Cultura Aeroespacial; Observação Astronômica, na Praça da Matriz; Planetário Inflável, na escola Dr. João Leitão; lançamento de foguetes artesanais, no campo de futebol Forte de São Sebastião e oficinas nas escolas.

O Programa AEB Escola busca a formação continuada de professores e ações educativas, entre elas, a participação em atividades de divulgação científica e apoia a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Além da capacitação de docentes, a iniciativa visa divulgar o Programa Espacial Brasileiro.

Serviço:

Exibição de Filmes e Exposição Homem na Lua
Local: Casa de Cultura Aeroespacial
Data: 30 de novembro a 4 de dezembro
Horário:10h às 16h*

Observação Astronômica
Local: Praça da Matriz
Data: 2 e 3 de dezembro,
Horários: 19h30 às 21h e das
20h às 21h

Exposição Coleção Explorando o Ensino
Local: Museu Casa Histórica
Data:30 de novembro a 4 de dezembro
Horário:10h às 16h*

Oficinas nas Escolas
Data:30 de novembro a 4 de dezembro
Público: somente para os alunos e professores

Planetário Inflável
Local: Escola Dr. João Leitão
Público: somente para alunos e professores

Curso Astronomia e Astronáutica
Local: CLA
Data: 30 de novembro a 5 de dezembro
Público: somente para professores

Lançamento de Foguetes Artesanais
Local: Campo de Futebol Forte de São Sebastião
Data: 01 de dezembro
Horários: 17h30 às 18h30

*Segunda-feira das 14h às 16h e Sexta-feira das 10h às 12h


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Maravilha é por essas e outras (poucas é verdade) que eu ainda continuo acreditando no Programa Espacial Brasileiro apesar das trapalhadas e da atual incompetência administrativa. Esse programa “AEB Escola” é um tremendo sucesso e certamente um agente divulgador e incentivador do PEB em todo país. O AEB Escola tem a preocupação em trabalhar o desenvolvimento da base futura do programa brasileiro, ou seja, nossas crianças, nossos adolescentes e nossos jovens que serão os futuros técnicos, cientistas, pesquisadores ou mesmo apoiadores do programa junto à sociedade brasileira. Parabéns a AEB pela iniciativa e por continuar desenvolvendo esse que eu considero um dos grandes (se não o maior) programas do PEB e crucial para sua própria sobrevivência.

Programa do MD Investe no Setor Espacial


Olá leitor!

Recebi uma informação de um de meus contatos confirmada a pouco pelo documento "Política de Desenvolvimento Produtivo do Ministério da Defesa (MD)" de 28/10/2009 que confirma o investimento pelo Comando da Aeronáutica/ MD em três projetos relacionados com a área espacial. São eles:

* Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial - Investimento de R$ 15.000.000,00 pelo BNDES e R$ 8.000.000,00 pelo FINEP.

* “Chip" Optoeletrônico para giroscópios e acelerômetros à fibra óptica - Investimento de R$ 15.000.000,00 pelo BNDES e R$ 5.000.000,00 pelo FINEP.

* Envelopes dos motores foguetes em fibra de carbono de 1m diâmetro (VS-40 Carbono) - Investimento de R$ 40.000.000,00 pelo BNDES e R$ 46.000.000,00 pelo FINEP.

Caso o leitor queira ter acesso a esse documento é só clicar no link abaixo:

http://www.fiesp.com.br/competitividade ... defesa.pdf


Fonte Ministério da Defesa (MD)

Comentário: São projetos sem dúvida alguma de grande relevância para o PEB. No entanto o terceiro deles relacionado com o VS-40, realmente será de grande valia inclusive para o VLS-1, pois os motores do VS-40, o S40 - primeiro estagio e o S44 - segundo estagio, são motores utilizados no terceiro e quarto estágios do VLS-1. Desenvolvendo os mesmos em fibra de carbono faria com que o VLS-1 tivesse um ganho em sua capacidade de satelitização devido a diminuição de peso.

AEB e NASA Discutem Novas Parcerias na Área Espacial


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (26/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a AEB e a NASA irão discutir novas parcerias na área espacial.

Duda Falcão

AEB e NASA Discutem Novas Parcerias na Área Espacial

Coordenação de Comunicação Social / AEB
26/11/2009


Um novo Acordo-Quadro, que estabelece as grandes linhas de ação e iniciativas sobre o uso pacífico do espaço está na pauta das negociações entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial Norte-Americana (NASA). Esse foi um dos assuntos debatidos entre o presidente da AEB, Carlos Ganem, e o administrador da NASA, Charles Bolden Jr, em Washington (EUA), no último dia 20. Conforme Ganem, a cooperação entre Brasil e Estados Unidos existe desde o início dos anos 60, quando o país começou a desenvolver a sua atividade espacial.

“É, portanto natural que as agências desenvolvam atividades de cooperação paralela sob a ótica pacífica e em benefício de nossas sociedades. A AEB considera que as imposições e restrições com barreiras técnicas são inadequadas e injustificadas quando impostas ao Brasil pelos EUA, visto que o nosso país sempre esteve ao lado das grandes questões americanas em defesa da democracia e do uso pacífico do espaço”, comenta Ganem.

No encontro, Ganem enfatizou a importância do Brasil participar do Programa de Cooperação sobre Medições de Precipitação Global (GPM), um programa bilateral entre a NASA e a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), aberto a outros países. O Programa de Cooperação sobre Pesquisa por meio de balões atmosféricos também esteve em discussão, juntamente com o incremento a pesquisas em conjunto na área de nanotecnologia. O presidente da AEB convidou Bolden – ex-astronauta da NASA - para vir ao Brasil e conhecer o Programa Espacial Brasileiro.

O dirigente da AEB viajou aos Estados Unidos integrando a comitiva do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em Washington, para participar da 2ª Reunião da Comissão Mista de Cooperação Científica e Tecnológica Brasil-Estados Unidos. Na ocasião, ele fez palestra sobre as aplicações espaciais para o desenvolvimento das nações


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: O blog já havia previsto que isso pudesse acontecer dias atrás (veja as notas Ministro Rezende Viaja aos EUA para Falar Sobre Acordos, Reunião Brasil-EUA na Área de Ciência e Tecnologia) e acreditamos que essa iniciativa pode realmente trazer bons frutos se for realizada de forma competente. O EUA é um dos poucos países que dispõem de tecnologia espacial em todas as áreas e o Brasil pode explorar uma parceria de forma que a mesma traga reais benefícios a nossa sociedade.

Gilberto Câmara à Frente do INPE por Mais Quatro Anos


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (27/11) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) destacando que o engenheiro eletrônico Gilberto Câmara Neto permanecerá por mais quatro anos à frente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Duda Falcão

Gilberto Câmara à Frente do INPE por Mais Quatro Anos

27/11/2009 - 07h55

O engenheiro eletrônico Gilberto Câmara Neto foi reconduzido ontem (26) pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, ao cargo de diretor geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCT), em São José dos Campos (SP). Câmara, que tem o novo mandato até 2013, era o primeiro nome da lista tríplice encaminhada ao ministro pelo Comitê de Busca nomeado para a seleção do novo diretor.

Esse sistema de escolha de dirigentes é o adotado pelo MCT para os cargos de direção de todas as suas unidades de pesquisa. A seleção, que dá origem a uma lista tríplice encaminhada ao ministro, é sempre realizada por comitês de especialistas, que buscam identificar, nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para cada instituição.

O comitê para o INPE foi presidido por Marco Antônio Raupp, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), com a participação de Alberto Passos Guimarães, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), Carlos Henrique de Brito Cruz, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Hadil Fontes da Rocha Vianna, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e Michal Gartenkraut, da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLus).

Câmara disse que na nova gestão dará continuidade aos projetos de pesquisa em desenvolvimento, mas direcionará esforços para duas questões que lhe foram solicitadas com prioridade pelo ministro Rezende. “Uma é para que ampliemos a participação interministerial no Programa Espacial Brasileiro”, ou seja, para que haja um envolvimento maior de outros atores como os ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, e da Defesa, por exemplo. “Entre outras coisas, esse aumento no número de envolvidos permite que o Programa Espacial tenha maior visibilidade e seja mais bem entendido pela sociedade”, diz Câmara.

A outra questão é para que seja ampliada a coleta de informações meteorológicas hoje já sob a responsabilidade do INPE. “O ministro pediu que se aumente a recepção de informações via satélite, no sentido de prover com mais dados e qualidade os estudos realizados com vista às mudanças climáticas”, informou Câmara.

O novo mandato de Câmara à frente do INPE começa no próximo dia 5 de dezembro.


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Bom, leitor deu o nome que se esperava. Essa solicitação do ministro Rezende ao Gilberto Câmara de se ampliar a participação interministerial no Programa Espacial Brasileiro é interessante e se funcional, poderá realmente realizar o que se espera dela. No entanto, dependerá muito da competência do senhor Gilberto Câmara na busca por essa participação e evidentemente do interesse dos outros ministérios nessa participação, que não resta dúvida, seria benéfica para todos e principalmente para o Brasil. Já quanto a questão meteorológica, o Brasil tem de deixar de brincadeira e partir para compra, desenvolvimento conjunto ou mesmo de forma autônoma de um verdadeiro satélite meteorológico urgentemente.

Pesquisadores do CTA Desenvolvem Propulsão a Laser


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (23/11) no site "VNews.com.br" da "Rede Vanguarda" (coligada a Rede Globo) destacando o projeto de propulsão a laser que estar sendo desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv) em parceria com a Força Aérea Americana.

Duda Falcão

Pesquisadores do CTA Desenvolvem
Propulsão a Laser que Poderá ser Usada no VLS

23/11/2009 - 21h02min

De uma base na Terra serão emitidos feixes de laser, que vão aquecer o ar

Você já ouviu falar em propulsão a laser? Pois essa tecnologia, uma das mais inovadoras do mundo, está sendo desenvolvida em São José dos Campos. O projeto, em parceria com os Estados Unidos, é coordenado pelos pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados do CTA.

A propulsão a laser está sendo desenvolvida no laboratório do IEAV - Instituto de Estudos Avançados da Aeronáutica. Em uma simulação é possível ver como a tecnologia será usada, à longo prazo, nos veículos lançadores de satélite (VLS).

De uma base na Terra serão emitidos feixes de laser, que vão aquecer o ar, empurrando o foguete para cima. Esse tipo de propulsão é desenvolvido por outros países como Estados Unidos e Japão. Mas no Brasil, ele está sendo testado pela primeira vez em um túnel de vento, equipamento que reproduz as condições de pressão e temperatura de um vôo até o espaço.

O estudo é feito em parceria com a Força Aérea Americana, que forneceu as fontes de laser. A luz segue por uma tubulação preta, até o túnel, onde ocorre a explosão.

“O Brasil entrou com o túnel de vento hipersônico, o T3, que foi projeto para acomodar este tipo de ensaio, que são ensaios inéditos no mundo. E a Força Aérea Americana entrou com o laser, a fonte de energia, e o sistema ótico, que conduz o feixe que é produzido fora do túnel para dentro da sessão de testes”, explica o diretor do IEAV, Marco Antonio Minucci.

A propulsão a laser vai deixar os veículos lançadores de satélites mais leves e mais econômicos porque não terão que carregar tanto combustível.

Atualmente, os lançadores de satélites tem apenas 5% de carga útil. O restante corresponde à estrutura e ao combustível. Com a nova tecnologia, a carga útil pode chegar à metade do peso do foguete.

“Atualmente, para se colocar um quilo em órbita custa US$ 20 mil e com esta tecnologia, nós esperamos que esse custo possa ser reduzido para US$ 200”, afirma Minucci.

Veja o vídeo da matéria:

video
Pesquisadores do CTA Desenvolvem Tecnologia de Propulsão a Laser
23/11/2009 - 18h00min. - TV Vanguarda - Rede Globo


Fonte: Site VNews.com.br

Comentário: Apesar dessa tecnologia não ter nada a ver com o VLS-1 como parece sugerir o título do texto (o autor se referiu que essa tecnologia poderia ser utilizada por veículos lançadores de satélites e não pelo veiculo lançador de satélites) sou um grande entusiasta desse projeto. Principalmente pelo mesmo demonstrar esta sendo muito bem conduzido pelo engenheiro aeronáutico e diretor do IEAV, Marco Antonio Minucci. É verdade que o domínio dessa tecnologia permitirá ao Brasil no futuro grande avanço com tecnologias de acesso ao espaço e torço para que o mesmo possa sofrer continuidade nos próximos 12 anos permitindo a conclusão do projeto. Chamo a atenção do leitor para a maquete da espaçonave hipersônica 14-X que aparece durante a reportagem da TV Vanguarda. Essa espaçonave irá fazer seu primeiro vôo teste em 2012 utilizando um foguete VS-40 ou um VSB-30 (essa definição ficou meio nebulosa depois de algumas notícias controversas que saíram na mídia).

ACS Realiza Reunião Técnica Informativa em Brasília


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (26/11) no site da Alcântara Cyclone Space (ACS), destacando a realização em Brasília nesta terça-feira (24/11) da primeira Reunião Técnica Informativa para apresentar o Projeto Cyclone-4 e esclarecer dúvidas do público a respeito do Estudo de Impacto Ambiental (EIA).

Duda Falcão

ACS Dá Primeiro Passo Rumo à Realização
da Audiência Pública em Alcântara

26/11/2009

A Alcântara Cyclone Space (ACS) promoveu, na tarde dessa terça-feira (24), a primeira Reunião Técnica Informativa para apresentar o Projeto Cyclone-4 e esclarecer dúvidas do público a respeito do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), feito em Alcântara (MA). Participaram do evento representantes de 13 órgãos, com destaque para a Aeronáutica, Ministério da Fazenda e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Essa foi a primeira - de um total de quatro - reuniões desse tipo. As próximas serão todas no Maranhão: São Luís, dia 3; Alcântara, dia 4; e na comunidade quilombola de Mamuna, dia 5. Esses encontros servem como preparação para a Audiência Pública, convocada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) para ocorrer no dia 18 de dezembro, em Alcântara.

O encontro de Brasília ocorreu no auditório do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e durou cerca de uma hora e meia. Os diretores-gerais da ACS, Roberto Amaral (Brasil) e Oleksandr Serdyuk (Ucrânia), fizeram uma breve apresentação do projeto da empresa binacional. Em seguida, o engenheiro da ACS Leonardo Scalabrin detalhou pontos técnicos do projeto e enumerou alguns itens que constam do EIA.

Audiência Pública

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) agendou para o dia 18 de dezembro de 2009 a audiência pública para a discussão do EIA, produzido pela Alcântara Cyclone Space (ACS). A elaboração do EIA/RIMA e sua discussão com a comunidade e todos os interessados é um requisito necessário para a implementação do empreendimento da ACS em Alcantara, com vistas à construção do Sítio de Lançamento do Veiculo Espacial Cyclone IV, a ser lançado a partir de Alcântara (MA).

A realização da Audiência Pública é condição necessária para que o IBAMA possa continuar os trâmites de concessão da Licença Prévia (LP), etapa anterior à Licença de Instalação (LI), que permitirá o início das obras de construção da base de lançamento da ACS.


Fonte: Site da Alcântara Cyclone Space (ACS)

Comentário: Esquece leitor, não haverá lançamento do Cyclone-4 em 2010, o seu vôo de qualificação com o satélite japonês deve mesmo ficar para 2011 e o seu primeiro vôo comercial em 2012. Não há mais tempo para cumprir a promessa de lançar o mesmo ainda durante o governo Lula. Bom, espero que essas obras não venham atrapalhar de alguma forma o cronograma de lançamento do VLS-1, basta o atraso da reconstrução da TMI e a mudança do quarto vôo de qualificação para 2014.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Certificação do VSB-30 - Opinião


Olá leitor!

Segue abaixo um artigo/opinião publicado na revista “Espaço Brasileiro” (Jul., Ago. e Set. de 2009), destacando o processo de certificação por parte do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) do foguete brasileiro VSB-30.

Duda Falcão

Opinião

Certificação do VSB-30

Cel. Eng. Antonio de Magalhães Kasemodel*

Certificação é o processo pelo qual uma organização credenciada assegura o cumprimento de requisitos estabelecidos para um produto. Representa uma atividade de grande importância no desenvolvimento tecnológico e industrial. No campo aeronáutico, teve a sua origem com a consolidação do transporte aéreo após a Primeira Guerra Mundial, cujas condições de operação acarretavam um alto índice de acidentes, o que levou ao desenvolvimento de normas e requisitos que visava ao aumento da segurança nos vôos.

No Brasil, a certificação aeronáutica surgiu com a criação do Ministério da Aeronáutica em 1941 e, a partir de 1971, essa responsabilidade foi atribuída ao então Centro Técnico Aeroespacial, hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), por intermédio do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

Até 2003, ano da ocorrência do trágico acidente com o terceiro protótipo de VLS-1, em Alcântara-MA, as atividades de certificação a cargo do IFI abrangiam basicamente as áreas aeronáutica e bélica. No campo espacial, estava limitada a poucos materiais de emprego militar como, por exemplo, componentes pirotécnicos. Com base nas recomendações do relatório de investigação do citado acidente, a Agência Espacial Brasileira (AEB) orientou que todos os projetos de veículos espaciais desenvolvidos a partir de então, fossem certificados pelo IFI. Em função da não existência de normas e procedimentos nacionais específicos para a certificação de veículos espaciais, foram adaptados os métodos utilizados na área aeronáutica, acrescidos da experiência internacional divulgada sobre o assunto.

O foguete suborbital VSB-30, cujo desenvolvimento foi iniciado em 2001 pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) em parceria com a Agência Espacial Alemã (DLR), foi o primeiro projeto de veículo lançador a ser submetido a esse novo procedimento.

O processo de certificação do VSB-30, junto ao Órgão Certificador (OC), foi iniciado praticamente dois anos após o início do projeto. A essa altura, muitos testes de desenvolvimento de subsistemas já haviam sido realizados e não puderam, portanto, ser testemunhados pelos inspetores do OC. Contudo, foi possível a participação dos inspetores do OC nas atividades de integração, testes de aceitação de subsistemas e campanhas de lançamento de dois veículos e toda a documentação pertinente a esses testes, incluindo planos e relatórios de resultados que foram encaminhados para a análise do OC, cujo envolvimento, mesmo em fase adiantada, contribuiu significativamente para o desenvolvimento dessa atividade no país.

A certificação teve por base Normas Técnicas e Documentos de especificação técnica do Sistema Veículo e seus subsistemas, excluindo-se o Subsistema Propulsor S30 do 2° estágio e o Módulo de Carga útil, pelos seguintes motivos:

· O Propulsor S30 é o mesmo empregado em outros veículos já desenvolvidos, tais como o Sonda III e o VS-30;

· O Módulo de Carga Útil refere-se a um subsistema de responsabilidade do cliente/usuário do veículo, sendo peculiar para cada vôo e dependendo dos experimentos embarcados.

O conjunto de informações apresentadas ao OC também incluiu outros documentos tais como o Plano de Gerenciamento do Projeto, o Plano de Garantia do Produto, o Plano de Gestão da Configuração, o Plano de Desenvolvimento e Testes e a Matriz de Verificação do Projeto.

De acordo com Plano de Desenvolvimento e Testes do projeto, foram construídos modelos de engenharia e de qualificação dos sistemas e subsistemas que integram o veículo, tais como o conjunto de empenas do 2° estágio, o Sistema de Indução de Rolamento e o propulsor S31 (1° estágio). Um veículo completo foi construído e utilizado para o teste de qualificação em vôo.

A certificação realizada no VSB-30 revelou-se suficientemente adequada para garantir o cumprimento dos requisitos previstos para o veículo. Sua aplicação em outros projetos permitirá uma maior garantia da qualidade, bem como o desenvolvimento e a melhoria dos processos da própria atividade de certificação. Convém ressaltar que um importante benefício obtido ao se implantar o processo de certificação no VSB-30 foi uma melhor estruturação da documentação de projeto, seguindo normas internacionalmente aceitas.

De uma forma geral, a real contribuição da atividade de certificação para o aumento da confiabilidade de um projeto espacial é de difícil quantificação. Contudo, uma redução significativa dos insucessos tem sido observada em todos os projetos que adotaram esse procedimento e, portanto, pode-se afirmar que o desenvolvimento e o fortalecimento da atividade de certificação de veículos espaciais são de extrema importância para a soberania do País, em acesso ao espaço, e para o reconhecimento internacional da sua capacitação na área espacial.

* Vice-diretor de Espaço do IAE


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 06 - Ano 2 - Jul., Ago. e Set. de 2009 - pág. 30

Comentário: Foi muito bom que esse processo ocorresse e realmente trará grandes benefícios para os projetos ora em curso no PEB. No entanto, essa iniciativa está com pelo menos 30 anos de atraso e só aconteceu agora devido a uma orientação da AEB gerada por conta do acidente com o VLS-1 de grandes proporções com perdas de vidas. As perguntas que ficam são: Será que se essas normas e procedimentos fossem adotados há 30 anos o acidente ocorrido com o VLS-1 poderia ser evitado? Será que não tem ninguém nas gerencias dos órgãos que gerenciam o PEB que possa fazer a simples pergunta do que é necessário para se realizar um programa dessa importância e dimensão com a segurança que a mesma impõe? Pelo visto o PEB esta na mão de gerentes que não tem nem a capacidade de gerenciar as suas próprias vidas, quanto mais às vidas dos abnegados técnicos, engenheiros e pesquisadores envolvidos com esse programa que é um verdadeiro barco sem rumo.

Principal Satélite que Monitora o Brasil Será Desativado


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje 26/11 no site “Apollo11.com”, destacando a desativação do satélite meteorológico americano GOES-10 que cobre o Brasil e a América do Sul.

Duda Falcão

Tempo: Principal Satélite que Monitora o Brasil Será Desativado

Editoria: Espaço - Brasil no Espaço
Quinta-feira, 26 nov 2009 - 07h50

Os institutos de previsão do tempo do Brasil e da América do Sul não vão poder mais contar com as informações geradas diariamente pelo satélite ambiental Goes 10. De acordo com a Agência Atmosférica e Oceânica dos EUA, NOAA, o satélite será desativado até o fim de dezembro, uma vez que seu combustível chegou ao fim.

Satélite Geoestacionário GOES-10 antes de ser
colocado em órbita, quando ainda mantinha a
designação GOES-K - Crédito: NOAA/GOES

Lançado em 1997 com o objetivo de substituir o satélite GOES-9 no monitoramento do clima sobre a costa oeste dos EUA, o Goes 10 foi substituído em 2006 pelo seu gêmeo GOES 11 e até agora tem sido mantido como equipamento de backup no caso de falha dos satélites GOES 11 e GOES 12, os mais importantes satélites de monitoramento sobre os EUA.

Na função de reserva, o satélite foi movido pelo governo americano para a longitude de 60 graus oeste, acima da divisa entre Roraima e o Amazonas e se tornou o principal equipamento de monitoramento das condições do clima na América do Sul e Brasil.

Ao contrário do que foi publicado em sites não especializados, os EUA não vão derrubar o satélite. O artefato está posicionado a 36 mil km de altitude acima da linha do equador e antes que esgote sua fonte de combustível será elevado algumas centenas de quilômetros, em uma região conhecida como cemitério de lixo espacial. Ali, devido ao arrasto na atmosfera ser muito menor que nas baixas altitudes, o GOES-10 levará milhares de anos para retornar à Terra, além de não representar riscos de colisão com outros equipamentos em órbita.

Consequências

Depois que for desativado, o Brasil voltará a utilizar as imagens geradas pelo satélite GOES 12, localizado acima do meridiano 75 W (sobre a tríplice fronteira entre Peru, Equador e Colômbia) e otimizado para registrar as condições climáticas da costa leste dos EUA e Caribe.

Imagem captada da América do Sul no dia
25 de novembro de 2009 mostra uma frente fria
em aproximação ao Rui Grande do Sul

Com a troca, o Brasil perderá a agilidade necessária na observação do tempo. Enquanto o satélite Goes 10 envia imagens ao país com intervalo de 15 minutos, o Goes 12 transmite imagens de três em três horas dessa parte do hemisfério, tornando as decisões sobre as mudanças do tempo mais complexas e sujeitas a mais erros.

Segundo o coordenador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe, Luis Augusto Machado, o monitoramento do tempo em algumas áreas será severamente prejudicado. “Os satélites geram informações digitais que são transformadas em dados, como campos de vento, estimativa de precipitação, detecção de queimadas e outros. Com a mudança, todas essas aplicações ficarão comprometidas”, explicou.

Atualmente, o índice de acerto da previsão do tempo no Brasil não supera 85%, mas sem ajuda do Goes 10 esse número poderá cair até para 45%.

Dependência

Apesar dos EUA não cobrarem pelo uso das imagens geradas por sua constelação de satélites GOES, a falta de tecnologia e investimento do Brasil no setor nos deixa totalmente dependente dos norte-americanos. A construção de um satélite nacional demoraria entre cinco e seis anos a um custo estimado de R$ 600 milhões, mas o orçamento médio anual da Agência Espacial Brasileira, AEB, nunca ultrapassou os R$ 300 milhões desde 2005.

Resta saber se até a Copa de 2014 ou às Olimpíadas em 2016, o Brasil já terá preenchido essa lacuna espacial, livrando o país de uma dependência tecnológica burra que nem países mais pobres como Índia ou Paquistão possuem.


Fonte: Site Apollo11.com

Comentário: O blog já havia postado essa notícia ontem (veja a nota O GOES-10 Será Desativado em Dezembro, e Agora Brasil?) e realmente demonstra mais uma vez como esse setor está mal gerido no país. E agora Brasil? Não resta dúvida que apesar do que o ministro Sergio Rezende vem dizendo na imprensa de que o Brasil não será prejudicado com essa situação, o país passará sim por sérias dificuldades simplesmente por falta de um planejamento adequado e realizado por gente preparada e que entenda do assunto. Será que não tinha ninguém durante a negociação com os americanos para questioná-los se haveria uma previsão de quando o combustível do satélite poderia acabar? Lamentável!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CLBI Realiza Reunião Relativa ao Rastreio do Ariane


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje 25/11 no site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), destacando uma reunião realizada no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno para tratar de assuntos relacionados com o rastreio do foguete europeu Ariane, fruto de um acordo firmado entre o Brasil e a Agência Espacial Européia.

Duda Falcão

Rastreio do Ariane é Tema de Reuniões no
Centro de Lançamento da Barreira do Inferno

25/11/2009

A rodada anual de reuniões da Comissão de Revisão Técnica e Operacional, criada com o objetivo de avaliar aspectos técnicos e operacionais do acordo firmado entre o Brasil e a Agência Espacial Européia para o rastreio do Ariane, concluiu-se no dia 20 de novembro no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte.

O Centro Espacial Guianês (CSG) - órgão responsável pelo lançamento do Ariane - enviou a Natal representantes destinados a realizar auditoria em diversos pontos ligados à prestação do serviço de rastreio do veículo europeu. O Diretor do CLBI, coronel aviador Renato Gonçalves Martins, e o chefe adjunto da Divisão de Operações, engenheiro João Batista Dolvim Dantas, acompanharam a avaliação de quesitos como processos de importação e exportação de materiais, telecomunicações, energia, climatização, infraestrutura, logística, telemedidas, sincronização, qualidade, formação de pessoal, documentação, gestão de aparelhos de medidas, inventários e contratos.

No fim do encontro, celebraram-se os avanços obtidos na melhoria do serviço prestado pelo CLBI ao CSG, bem como se destacou a necessidade do aprimoramento contínuo dos processos relativos ao rastreio do Ariane.



Fonte: Site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

Comentário: Não tenho qualquer informação sobre esse acordo entre o Brasil e a Agência Espacial Européia para o rastreio do foguete europeu Ariane. No entanto, acredito que esse serviço prestado a ESA deva contribuir muito para o treinamento das equipes brasileiras envolvidas com as missões desse acordo.

O GOES-10 Será Desativado em Dezembro, e Agora Brasil?


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje 25/11 no site “eband” da Rede Bandeirantes, destacando que o Brasil tem dez dias para apresentar uma proposta aos americanos para a utilização de outro satélite meteorológico, já que o GOES 10 será desativado agora em dezembro.

Duda Falcão

Brasil Tem Dez Dias para Apresentar Proposta
de Uso de Satélite Americano

Da Redação, com BandNews FM
cidades@eband.com.br
25/11/2009 -09h45

Os Estados Unidos pedem ao governo brasileiro que apresente em dez dias uma proposta para o uso de um novo satélite americano destinado à previsão do tempo. Reportagem de Marcelo Freitas, BandNews FM, revelou na segunda-feira com exclusividade que o GOES-10, principal satélite de monitoramento climático da América do Sul, vai ser desativado em dezembro.

As imagens meteorológicas, atualmente atualizadas a cada 15 minutos, passariam a ser recebidas em até três horas, e haveria prejuízo à agricultura, previsão de tempestades, enchentes e queimadas. Mas ao contrário do que ocorreu há dois anos, quando o equipamento foi liberado de graça, os americanos querem cobrar para reposicionar o satélite substituto, chamado de GOES-12.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, mantém contato com o governo americano desde a semana passada, embora tenha sido informado da desativação do satélite há cinco meses.

Resende nega que as previsões do tempo serão prejudicadas: “Isso não vai acontecer. Eu infelizmente não posso adiantar mais detalhes agora, mas isso não vai acontecer e o Inpe tem segurança de que vai ter as informações para as suas previsões meteorológicas”.

Satélite Próprio

O pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Carlos Nobre, classifica que é errado um país com as dimensões do Brasil não tenha um satélite próprio. “É uma grande perda na nossa capacidade de previsão de tempo. Isso precisa ser dito. É caro um satélite? É caríssimo, mas nós não podemos abrir mão de ter autonomia nisso”.

O professor da Universidade Federal de Alagoas, Humberto Alvez Barbosa, alerta que a desativação do satélite ocorre num período de chuvas e que isso preocupa muito.

Existem, atualmente, dois projetos de construção de satélites meteorológicos brasileiros: o Cyber 3 tem a previsão mais otimista de lançamento para o espaço em 2011 e o Amazônia 1 está há dois anos em fase de estudos.


Fonte: Site “eband” da Rede Bandeirante

Comentário: Fora o fato do nome do satélite não ser CYBER 3 e sim CBERS-3, e o fato do mesmo e do satélite Amazônia-1 não serem satélites meteorológicos e sim de sensoriamento remoto, a notícia demonstra com propriedade uma vez mais como o governo não olha para o programa espacial como deveria e muito menos o vê como um programa estratégico. É inadmissível um país com as dimensões territoriais do Brasil não ter um satélite meteorológico próprio até hoje. Isso já deveria ter sido resolvido há décadas, independente de custos, já que esse tipo de satélite é extremamente necessário para previsões climáticas, agricultura, pecuária entre outros assuntos. É verdade que o governo está desenvolvendo o projeto do satélite GPM-Br que é baseado na Plataforma Multimissão (PMM), e que tem como objetivo atender ao “Programa Internacional de Medidas de Precipitação (Global Precipitation Measurement) - GPM”, que é um programa desenvolvido pela National Aeronautics and Space Administration - NASA e pela Japan Aerospace Exploration Agency - JAXA, e aberto à participação internacional por meio de agências espaciais e meteorológicas que visam a monitorar globalmente por meio de satélites as precipitações na atmosfera em alta resolução temporal. No entanto, o que o Brasil precisa mesmo é de um verdadeiro satélite meteorológico tipo GOES. Como ele não existe, teremos de passar por essa dificuldade esperando que o governo brasileiro, o congresso nacional e a sociedade brasileira finalmente acordem e comecem a enxergar de uma vez por todas a extrema necessidade de se investir no Programa Espacial Brasileiro.

Outras Iniciativas em Propulsão Líquida no Brasil


Olá leitor!

Como você que acompanha diariamente o blog BRAZILIAN SPACE sabe temos abordado aqui em diversas ocasiões os projetos de propulsores líquidos para foguetes em desenvolvimento pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (L5, L15 e o L75) e em algumas ocasiões os projetos do grupo paulista “Edge Of Space”.

No entanto, existem atualmente em curso no Brasil outros projetos de propulsores para foguetes e satélites que estão sendo desenvolvidos por empresas em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e por grupos independentes e outros centros de pesquisas. Abaixo seguem alguns exemplos:


Equatorial Sistemas:

- Propulsor Monopropelente de 1 N
- Propulsores Monopropelentes de 2 e 5 N
- Propulsor Bipropelente de 200 N


Propulsor Bipropelente de 200 N

Fibraforte:

- Propulsor Monopropelente a hidrazina de 5 N

Obs: Será usado para controle de órbita da Plataforma Multimissão (PMM)


Propulsor Monopropelente a hidrazina de 5 N


Edge Of Space:

- Propulsor Bipropelente a Etanol Anidro e Peróxido de Hidrogênio de 20 N
- Propulsor Monopropelente Catalítico de 150 N (em desenvolvimento)
- Propulsor de 1000 N (em desenvolvimento)
- Propulsor de 2000 N (em estudos)


Propulsor Bipropelente de 20N


Propulsor Monopropelente de 150 N


Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

- Propulsor Bipropelente a UDMH e Tetróxido de Nitrogênio de 400 N

Obs: Será usado no controle de rolamento do VLS-1

Propulsor Bipropelente de 400 N

Duda Falcão


Fonte: Sites das empresas Fibraforte e Equatorial Sistemas e do grupo Edge Of Space

Comentário: Muito bom que essas iniciativas estejam acontecendo no Brasil na área de propulsão líquida. No entanto, ainda são bastante tímidas em relação à enorme necessidade do país nessa área. Estamos precisando de propulsores bem maiores, acima da capacidade de 75 kN do motor-foguete L75 que está em desenvolvimento atualmente no IAE. Precisamos de motores de 150 a 400 kN para que realmente possamos ter um programa espacial com foguetes capazes de lançar satélites geoestacionários e quem sabe no futuro participar do esforço mundial na exploração do espaço.